<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859</id><updated>2011-04-21T13:30:51.927-07:00</updated><title type='text'>AMARAR EM NEW YORK: O site do Danilo Amaral</title><subtitle type='html'>[Historietas e curiosidades de um advogado piracicabano em N. York]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://amarar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>143</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105781587603205833</id><published>2003-07-09T22:44:00.000-07:00</published><updated>2003-07-09T22:51:18.080-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/NY 012.jpg"&gt; &lt;br /&gt;foto: Fernanda Suplicy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Good Bye...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 4 de julho, é a última noite que passo em Nova York. É a última noite que durmo em Manhattan. É a última noitada de sexta-feira. É o último artigo do “Amarar em New York”. O ciclo Nova York, enfim, acabou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez tenham sido os melhores dois anos da minha vida. Engraçado dizer que os melhores anos de sua vida foram fora de seu próprio país. Mas é verdade. Não me sinto com isso negando minha brasilidade, muito menos isso é uma declaração implícita de desamor à minha terra. Continuo apaixonado tricolor e absoluto devoto das tardes nos botecos de São Paulo. Mas Nova York me proporcionou tudo que eu espero de uma vida urbana. E me acolheu plenamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Nova York não pertence a ninguém. Pertence a todos nós. É a única cidade do mundo em que cada indivíduo que pra aqui vem logo logo se sente dono do lugar. Não daqueles donos que mandam e desmandam. Não senhor. A titularidade sobre a cidade é mais como um acionista da empresa. Por menor que seja sua quota, você se sente também um proprietário. Não acontece com nenhuma outra cidade. Por mais que você se sinta à vontade em Paris, Roma, no Rio ou em Buenos Aires, você é e sempre será um estrangeiro. Quando o habitante local perder todos os argumentos, vai baixar o nível e te negar a propriedade sobre a cidade, fazendo referências a sua origem. Você é um alienígena e não pertence àquele lugar. Paris é dos parisienses. Roma pertence àquele sujeito romano. O Rio é intestinalmente dos cariocas. Buenos Aires, então, é quase de outro planeta, habitada por seres argentinos. Não com Nova York. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York é dos italianos, é dos judeus russos e poloneses, é dos irlandeses e também de todos os chineses. Mas é também dos brasileiros e dos colombianos. E, acreditem, até dos franceses é. Nova York também é dos americanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo é espremido e condensado numa ilha. O limite, claro e definido, de onde a terra começa e acaba, faz com que a sensação de posse sobre o lugar seja ainda mais presente. Pois Nova York não é tentacular como São Paulo, onde não se vê no horizonte as suas margens. Aqui, tudo é mapeável e distinguível. E poucas são as esquinas onde não se possa caminhar. Nova York dá quase pra abraçar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos era um pouco diferente. Tinha lá aquelas duas torres que vi numa manhã cair. E o presenciar daquele momento me aproximou ainda mais da cidade. Pois a experiência humana só se completa quando, a despeito dos confetes e taças de champagne, é cavada na dor pela perda. Nova York foi violentada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou lembrar de muita coisa. Não esquecerei dos sanduíches de pastrami da Katz´s, dos hamburguers do Corner Bistrô, das montanhas de neve por toda cidade numa tempestade inusitada. Vou lembrar das centenas de momentos capturados com a visão de extravagantes personagens. Do strip tease improvisado de uma moça num nightclub e o olhar quase blasé do público à sua volta. Ficarão na memória incontáveis passeios de bicicleta, o cheiro do Central Park e o barulho do vento nas tardes de outono. Sentirei falta dos capuccinos da Starbucks e de intermináveis leituras gratuitas em noites de inverno na Barnes &amp; Noble. E sentirei falta dos amigos e de tantas Guiness bebidas juntos. São lugares comuns, é verdade. Mas são verdadeiramente intensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardarei pra sempre a lembrança do som de Gershin e Sinatra, que tinham charme adicional com a introdução da voz aveludada de Jonhattan Schwartz em seu programa de rádio. Como disse um amigo meu certa vez, “Ouvir Sinatra em Nova York é diferente”. Terei muita, terríveis saudades, das caminhadas a pé e da visão dos seus habitantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vou dizer adeus. Não existe a palavra adeus em inglês. Há somente bye e good bye, que não tem a seriedade e o compromisso do adeus. Talvez seja proposital. Quem passou por essa cidade, sempre, em algum momento, acaba voltando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção tinha razão, New York, definitivamente, é “a state of mind… “&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bye.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105781587603205833?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105781587603205833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105781587603205833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105781587603205833' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105718680391899326</id><published>2003-07-02T16:00:00.000-07:00</published><updated>2003-07-03T01:35:39.280-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;As Malas e Nossa Maturidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos que tento o impossível: fazer a mala com estilo, eficiência e eficácia. Já nem penso em elegância, pois esse é o estágio supremo da perfeição na arte de preparação das malas. Sempre foi um martírio e o fracasso na empreitada representava um aborrecimento perturbante. Porque fazer as malas exige não só um alto grau de organização. É preciso também um pouco de paciência, um traquejo manual e, sobretudo, um senso acurado de importância das coisas. Ou seja, o fulano que faz bem a mala está pronto pra vida civil e todos seus discretos desafios. Pois a preparação da mala é, necessariamente, um ato de engajamento. Você precisa fazer escolhas a toda hora, renunciando às leviandades. &lt;em&gt;Levo essa segunda camisa pólo ou deixo espaço pra camiseta branca da Hering? Levo a calça jeans ou ou só vou de social? E aquela meia de corrida? Vou precisar de  4 mesmo ou não vou correr sequer um dia e me afogar nos drinks do fim da tarde? &lt;/em&gt; Mais do que uma frescura estética, é quase um ato de estadista, ao admitir que certas atividades não serão cumpridas e não adianta levar o tênis de corrida, na expectativa do cumprimento da agenda esportiva pois, admita, ela não será cumprida. Ao menos naquela viagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cada viagem é um diferente desafio. O fim de semana no campo requer um senso apurado de escolhas. Levar cinco camisas por estar na dúvida revela um alto grau de postergação do maleiro. O desafio inicial, portanto, é fazer um corte de itens básicos. Se passar esta etapa, é possível afirmar que este é um indivíduo pró-ativo e tende a tomar decisões incisivas. O tempo na escolha dos itens também revelará traços importantes de comportamento. Se mais de um minuto se passar entre as escolhas da camisa, há grandes chances de esse ser nunca virar CEO de alguma empresa. Se, porém, estiver em dúvidas de comportamento sexual, estará desculpado e até mesmo 3 minutos pras camisas será aceitável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mala na praia é a do tipo mais fácil. Aqui, mais do que 5 minutos na preparação revela sérios distúrbios de personalidade. É preciso dar descontos às mulheres, onde o cronômetro deve ser interrompido na parte da escolha dos cremes. De volta aos itens básicos, o cronômetro deve rodar sem perdão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens mais longas, daquelas do tipo 2 ou 3 semanas na Ásia estão entre as mais difícieis. O fulano não só precisará de todo senso apurado de escolhas, como também necessitará dos traquejos manuais. Mala desarrumada, ainda que entulhada com os ítens corretos, invalida toda pré-seleção de peças bem escolhidas. O fulano é bem prático, mas não tem poder de finalização, deixando o acabamento de lado. Há traços de engenheiro na personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior de todas são as viagens longas, aquelas de um ano e de mudança de território. Essas equivalem ao vestibular para o estágio adulto. O fulano precisa não só separar tudo, prevendo mudanças climáticas e alterações de humor, como também tem que encaixar toda uma vida num saco com rodinhas. Contêiner não vale. Colocar tudo num caixotão e despachar por navio, embora ganhe pontos em praticidade, revela a desistência diante do desafio das escolhas e um apego quase religioso aos bens materiais. O indivíduo não consegue, sem um aperto no coração, se livrar de peças de jogo de botão soltas no fundo da gaveta. Manda empacotar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa que malas são feitas com muito maior competência por mulheres. E não se caia na justificativa fácil de que "isso é coisa de mulher". Mentira. As moças levam a melhor porque são naturalmente precoces. Amadurecem mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a mim, não tenho dúvidas. Quando combinar em três malas, muito bem dispostas, anos de moradia (os livros não contam), estarei um homem maduro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, ainda preciso de quatro valises. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105718680391899326?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105718680391899326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105718680391899326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_07_01_archive.html#105718680391899326' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105699371653231740</id><published>2003-06-30T10:21:00.000-07:00</published><updated>2003-06-30T10:21:56.473-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Começo do Fim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos e leitores. Hoje é o começo do fim deste blog. Em 1 semana estou de volta ao Brasil. Está será a semana de adeus à Nova York e adeus a este blog. Salvo se encontrar inspiração e um nome apropriado pra continuação em São Paulo, &lt;em&gt;there is no more blog&lt;/em&gt;. Independentemente da inspiração e do nome, o certo é que o “Amarar em New York” tem dias contados de vida: morre em 7 dias. Não há nada a ser feito e não adianta acreditar em reencarnação. Se continuar a vida de blogueiro em São Paulo, precisarei de novo título. Pensei em “Amarar na Capitar”. Mas preciso de ajuda. Alguém se habilita?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105699371653231740?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105699371653231740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105699371653231740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105699371653231740' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105657113066967706</id><published>2003-06-25T12:58:00.000-07:00</published><updated>2003-06-25T12:58:50.653-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Sobre Jornais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu querido amigo Freddy Bilyk, que por contingências de trabalho abandonou temporariamente seu blog, chegou a me pedir, meses atrás, em seus áureos tempos de salivamento blogal, que eu escrevesse um artigo comparando os jornais norte-americanos. A tarefa foi sendo deixada de lado, na expectativa que um lampejo de inspiração ou um espírito empreendedor tomasse meu corpo. Nenhum dos dois veio. Mas eis que na pequena área, o juiz marca pênalti. E o que parecia jogo perdido muda de cenário. Pois ontem caiu na minha mão essa comparação dos jornais locais. Me parece irretocável, ainda que não possa me manifestar sobre alguns dos periódicos lá da costa oeste, sob o vento do Pacífico. Ainda assim, soa bastante razoável. &lt;br /&gt;Se adotasse o método no Brasil, o equivalente abaixo ficaria assim: Número 1. para o pódio em conjunto de O Estadão e a Gazeta Mercantil; 2. para o “O Globo” e “Valor Econômico”; 3. para a “Folha de São Paulo”, que ganharia mais 2 coroas, a de número 4, do ponto de vista orgânico, e a de número 9, sob o aspecto comportamental, já que tecnicamente não pertence ao grupo 3. O número 7 e 8, em conjunto, iria em prêmio especial para o “Notícias Populares”, de São Paulo. Não numeraria mais nada, pois não há mais jornal regional no Brasil que saia das províncias e justifique afirmações genéricas. A única exceção vai para o item 6, com título honorífico para o “Jornal do Brasil”. Me digam, é ou não uma grande verdade? &lt;br /&gt;Eis as definições:&lt;br /&gt;1. The Wall Street Journal is read by the people who run the country.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. The Washington Post is read by the people who think they're running the country.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. The New York Times is read by people who think they should run the country.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. USA Today is read by people who also think they should run the country, but don't understand the New York Times.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. The Los Angeles Times is read by people who wouldn't mind running the country, if they could spare the time, and if they didn't have to leave L.A. to do it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. The Boston Globe is read by people whose parents used to run the country, and did a far better job of it, thank you very much.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. The New York Daily News is read by people who aren't sure who's running the country, and don't really care as long as they can get a seat on the train.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. The New York Post is read by people who don't care who's running the country, as long as they do it while having an affair with someone else's wife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. The San Francisco Chronicle is read by people who aren't sure there is country, or if there's anyone running it, but if there is, and whoever is running it, they're against it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. The Miami Herald is read by people who are running another country, but need the baseball scores.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105657113066967706?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105657113066967706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105657113066967706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105657113066967706' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105642248791742777</id><published>2003-06-23T19:41:00.000-07:00</published><updated>2003-06-23T19:41:27.833-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17823.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17823.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105642248791742777?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105642248791742777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105642248791742777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105642248791742777' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105641765317759380</id><published>2003-06-23T18:20:00.000-07:00</published><updated>2003-06-23T18:20:53.200-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17818.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17818.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105641765317759380?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105641765317759380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105641765317759380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105641765317759380' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105639067940012521</id><published>2003-06-23T10:51:00.000-07:00</published><updated>2003-06-23T10:51:19.233-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Quase acabando...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Manhattan por do sol.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foto foi tirada pela minha amiga Ana Cristina, quando voltávamos da praia na semana passada. A vista do &lt;em&gt;skyline&lt;/em&gt; de Nova York é uma emoção que só se compara com aquele pôr do sol no Leblon ou com a imagem da Tour Eiffel no início da noite. Você olha e olha e toda vez parece ser a primeira. São dessas imagens que não desaparecem. Como disse Cartier Bresson, o fotógrafo: "O que me interessa é o instante e a eternidade". &lt;br /&gt;Já estou ficando com saudades...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105639067940012521?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105639067940012521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105639067940012521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105639067940012521' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105626388282267048</id><published>2003-06-22T02:41:00.000-07:00</published><updated>2003-06-23T12:57:59.053-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Ser Amoral&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia me deparei com um ser amoral. Um indivíduo brasileiro, da categoria amoral. Achei que os amorais estavam extintos no Brasil. Ou ao menos fizessem apenas parte de uma raça sob o risco de perecimento, em companhia do mico-leão-dourado e alguma lagarta de cinco patas. Algo que você fica só sabendo pela imprensa, por necessidade de diversificação de temas, mas não se depara na esquina, ali, comprando leite. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez realmente estejam em vias de extinção, o que só faz aumentar a curiosidade sobre a espécime. Pois é difícil imaginar que amorais ainda existam. Amorais estão entre os piores do pior da espécie humana. Não porque sejam os mais maldosos. Não são. Amorais são até dóceis. Mas são piores que os imorais, porque amorais são incorrigíveis. Pior, não contam com antídoto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imoralidade tem cura. A amoralidade não. O imoral planeja, sorrateiramente, a fraude ao credor.  Franze a testa sob o risco de ser apanhado e anda às espreitas, com desculpas na manga para o caso de ser pego. Não nega o sistema, apenas tenta superá-lo vez ou outra, num momento de distração. Mas não o ignora nem lhe dá de ombros. Procura apenas derrotá-lo, aproveitando-se de suas falhas intermitentes. É o que os investidores tentam fazer no mercado de ações: “beat the market” é a expressão. Ou seja, o imoral joga o jogo jogado e apenas tenta dar a cotevalada certeira quando o juiz estiver desatento. Se for pego e expulso, vai para o chuveiro e não discute o ato cometido. Sabe que está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não me parece muito preocupante a corja imoral. Sobretudo aquela entre os políticos. Para ser um imoral político, o sujeito precisa fazer toda a mis-en-scéne moralista. Fulano sobe no caixotinho e condena, veementemente, a prática do racismo. Saliva com ferocidade contra a corrupção. Berra os 10 mandamentos e chora ao carregar o bebê doente no colo. Pouco importa que viole tudo às escondidas. Pois o que importa é que o imoral, assim agindo, preserva o sistema, permitindo que a moldura de moralidade sobreviva e, um dia, quem sabe, pegue o imoral de calças curtas, cometendo o adultério contra a moralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que no Brasil, quanto mais solidificada a democracia, mais estamos livres do perigo dos imorais. Enquanto tivermos uma classe média escandalizada e uma imprensa ativa, políticos fazendo a pilhagem de madrugada são apenas a exceção que confirma a regra. E ainda temos esperança. Passarão, aos poucos, a ser um percentual de anomalia do sistema, perfeitamente aceitável portanto. Algo como o que representa uma taxa de desemprego de 5% ano para o campo econômico. Faz parte do pacote capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é preocupante, isto sim, é a negação do jogo. É a vó e neta paulistana confessando abertamente na mesa do jantar, em discreto contentamento pela momento de cumplicidade de gerações: “Ele rouba mas faz”. Isso sim causa calafrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois outro dia vi um tipo assim, um ser amoral da mais clássica estirpe. E por alguns minutos toda uma geração de amorais brasileiros me veio à mente. O indivíduo manifestou sua amoralidade na seguinte historiazinha: contou, tranquilamente, que copiava os textos desta coluna e os colava em espaço próprio, surrupiando a autoria. O amoral contou a história e ainda esperou por uma resposta de tolerância, um “deixa pra lá” displicente. Não obteve. Indagado e informado da seriedade do ato, veio com a frase suprema da amoralidade: “Ué, mas todo mundo faz!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil imaginar que indivíduos que nasceram e foram criandos dentro da família cristã, que foram ao colégio privado, que frequentaram aulas de ballet ou natação, que estudaram um pouco de piano e foram em festinhas inocentes com os colegas, possam, sem ruborizar, dizer em alto e bom tom: “Ué, mas todo mundo faz!”, e com isso livrar-se do peso da culpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um segundo pensei em retrucar com agressões e cheguei mesmo a pensar em revelar a identidade do gatuno. Mas de nada adiantaria. Amorais, por definição, não se dão conta do pecado. E aí reside o grande perigo da espécie, tão típica de nosso tropicalismo. E depois, haveria ainda o risco de me surpreender com as reações e ver toda a turba de amorais em manifestação de solidariedade com o infrator, todos perguntando “qual o problema”. Como estou voltando pra terrinha, não quis correr o risco. É melhor crer que nosso país sofre do mal menor, o da imoralidade congênita.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105626388282267048?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105626388282267048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105626388282267048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105626388282267048' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-105615145658663276</id><published>2003-06-20T16:24:00.000-07:00</published><updated>2003-06-20T16:24:16.576-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Disclaimer &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter dito que era a primavera. Jogado a culpa na natureza e no pôr do sol depois das oito. Poderia também ter dito que era o trabalho. Horas enfurnado em contratos, reuniões, telefonemas e coffee breaks com os coleguinhas. Como estou em NY, poderia, inclusive, ter culpado o capitalismo e dito que muito tempo foi gasto fazendo compras na parte alta da cidade. Ou poderia, ainda, dizer que é simplesmente a tensão da volta que se aproxima e as ocupações de fechar o boteco, cancelar contas, jogar fora revistas que nunca foram lidas e, claro, dizer tchau para os amigos. Nada, porém, nenhuma dessas desculpas, encobriria o fato de que só eu sei de verdade: a preguiça e a falta de inspiração, quando vêm juntas, são avassaladoras.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-105615145658663276?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105615145658663276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/105615145658663276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105615145658663276' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200401524</id><published>2003-06-08T23:33:00.000-07:00</published><updated>2003-06-08T23:33:06.926-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Dica Preciosa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera se instalou de vez em N. York. É, portanto, hora de aproveitar e sair do trabalho às 5 da tarde sem sentir que este ato é uma traição à iniciativa privada. Há dois fatores, porém, que fazem a primavera ter outro significado, bem distinto daquele que entendemos no Brasil. Aí, primavera não diz quase nada, a não ser que os Ipês ficam floridos pela cidade. Não há nada mais que nos avise que mudamos de estação, além de flores esporádicas. Afinal, estamos entre trópicos e todas as estações parecem ser tão-somente uma forma disfarçada do verão. São variações do humor do verão que, às vezes, aborrecido, resolve se ausentar em julho, só de birra. Pois a verdade é que não existem estações no Brasil, nem nos calendários Pirelli. O que temos são meses e datas festivas. “Maria Rita terminou com o Alberto. Jura? Quando foi? Ah, em fevereiro, um pouco antes do carnaval”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito diferente do hemisfério norte, onde as estações se fazem respeitar pelo nome. Aqui, a Jenniffer traiu o George, mas todo mundo sabe que a história aconteceu no verão. Aquele verão que eles alugaram a casa na praia nos Hamptons e George foi trabalhar na Filadélfia... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dado importante que faz da primavera algo especial em Manhattan é a topografia da cidade. Como Nova York é uma cidade absolutamente plana, temperaturas amenas signficam intermináveis passeios pelas calçadas. A cidade inteira sai pras ruas e há grande excitamento no ar. Todo mundo sente que algo mudou e os hormônios começam a sapatear sem ficarem envergonhados. Encontraram até nome pra isso e chamam essa época do ano de “Spring Fever”, a febre da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parte da graça de tudo isso é sentar nos bares e restaurantes que esparramam mesas pelas calçadas. Há uma infinidade deles, todos prontos para acolhê-lo se você for caprichoso na gorjeta. Seja generoso. Os fluídos da primavera devem te atacar por inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Roof Garden&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande dica, porém, é pouco conhecida. Pra mim, o melhor de todos esses bares sazonais fica no telhado do Metropolitan Museum. Isso mesmo, o museu. O lugar, pouco divulgado, só abre dois meses por ano, entre a primavera e o ínicio do verão, e somente às sextas e sábados, das 5 às 8 da noite. É preciso entrar pelo museu e pagar ingresso. Não se assuste porém com os 12 dólares que se pede na portaria. Use a técnica dos advogado e leia tudo o que está escrito no quadro de avisos. Os 12 dólares pedidos são apenas uma &lt;i&gt;sugestão&lt;/i&gt; do museu. Ou seja, dê uma de local e estique uma nota de 1 dólar. Se você se sentir um pouco sovina e constrangido, e resolver querer esticar uma nota 5, pare no ar e recolha a notinha ao bolso esquerdo da calça. Lembre-se que eles irão te cobrar tudo de volta lá em cima, quando te pedirem 7 dólares por uma garrafinha de cerveja. Dê o dolarzinho sem piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a etapa burocrática, procure o elevador de acesso lá no fundo. Há uma caminhada longa até lá, mas provavelmente é a entrada de bar mais chique e cara do mundo. Primeiro, você passa pela ala mezopotâmica do museu; depois, encontra vasos e ornamentos orientais, lá pela dinastia Ming. Quando estiver vendo umas cabecinhas romanas e lembrando das orgias do período, a festa lá em cima estará próxima. Tome o elevador e não contenha a cara de caipira que fará, como fez com a primeira visão do mar, ao se deparar com a vista lá do alto. Terá o Central Park inteiro aos seus pés, com a colaboração generosa do pôr do sol, que se refletirá em prédios de apartamentos de milhões de dólares, imponentemente debruçados sobre o verde do parque. Relaxe, você merece todas as cervejinhas disponíveis. Dê uma boa olhada em tudo e suspire de contentamento com a oportunidade. Mas não exagere na bebida. Lembre-se que na volta vai ter que passar por todas aquelas civilizações novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessar 5 mil anos de história, com todas suas faculdades civilizatórias afogadas na bebida, pode acabar sendo uma eternidade...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200401524?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200401524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200401524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#200401524' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200398447</id><published>2003-06-07T15:51:00.000-07:00</published><updated>2003-06-07T15:51:32.493-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17033.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17033.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200398447?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200398447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200398447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#200398447' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200398193</id><published>2003-06-07T13:49:00.000-07:00</published><updated>2003-06-07T13:49:56.253-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17027.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/17027.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200398193?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200398193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200398193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#200398193' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200384960</id><published>2003-06-04T10:44:00.000-07:00</published><updated>2003-06-04T10:44:59.050-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sumiço&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei sumido. Estava cansado de escrever. E estava ocupado, trabalhando. Não que o trabalho roube o tempo pra escrita. Sempre há tempo. Essa história de “há, tô sem tempo” é bobagem. Arruma-se tempo pra tudo, salvo ir a um jogo de beisebol. Aí, é preciso muito tempo. Tempo e paciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o trabalho rouba o tempo da escrita na medida em que preenche sua imaginação com questões práticas. Onde há muitas questões práticas nossa cabeça fica temporariamente fechada para devaneios. Como falar sobre a primavera em Nova York se o cliente está preocupado em finalizar a venda da empresa, e você, como solidário advogado, está casado com a causa? Não que isso mude a primavera, ela continua aí, mas você não a percebe. É por isso que acredito que não se escreve um bom romance sem uma boa dose de vadiagem. Precisa-se vadiar para criar. E também é necessário muitas horas sozinho. Horas sem fim. Se você está muito tempo acompanhado, não consegue imaginar nada. Tua vida é apenas um diário de fatos reais. Pode haver muita picardia nos fatos e, se você for bom observador, pode descrevê-los com graça e refinamento. Mas tudo estará sempre no universo dos acontecimentos, com muito grau de realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que Casanova escreveu um livro de memórias. Se estivesse desocupado, teria escrito um romance. Mas não teve tempo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200384960?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200384960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200384960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#200384960' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200369087</id><published>2003-05-31T21:15:00.000-07:00</published><updated>2003-05-31T21:15:42.606-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/16733.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/16733.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200369087?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200369087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200369087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200369087' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200351178</id><published>2003-05-27T22:09:00.000-07:00</published><updated>2003-05-27T22:09:10.396-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/hands2.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mistérios que se foram&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me quando ia pra São Paulo visitar meus tios. Era época de cabelos longos de criança (não intencionais portanto), e 1.5 metro de altura. São Paulo parecia sempre fazer frio. Todas minhas lembranças dessa época me remetem à dias nublados e temperaturas baixas. Gosto de lembrar assim. São Paulo parecia ainda mais enigmática. A imagem mais marcante continua sendo do terraço da casa do meu tio. Era na Rua Votuverava. Não esqueço esse nome. De lá, na Cidade Jardim, eu via as luzes acesas do Jóquei. Aquela imagem de uma cidade tentacular, imensa na noite fria, fazia de São Paulo uma cidade misteriosa, inatingível pra uma criança. O Estádio do Morumbi então era um abismo indecifrável. Lembro-me da primeira experiênca. Não foi uma boa experiência. Foi em 78. O São Paulo precisava ganhar no tempo normal e na prorrogação pra ser campeão. Ganhou de 3 x 1 acho, no tempo normal. Mas ficou no empate na prorrogação. Lembro-me saindo do estádio, minutos antes da partida acabar, de mãos dadas com meu pai. Já lá fora, em direção ao estacionamento, antes que o jogo terminasse, fazia repentinos movimentos de espanto, esperançoso com as frequentes erupções da torcida lá de dentro. Puxava então a mão do meu pai e olhava pra ele (ele parecia tão grande!), perguntando se não tínhamos marcado o gol da consagração. Meu pai dizia que não, meneando a cabeça, em tom conformado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, e durante alguns anos, tudo parecia mistério. Havia o mistério das mulheres, das cidades, dos personagens que a habitavam. Havia o mistério do cheiro do whisky que os adultos tomavam. Havia também o mistério sem razão alguma. Queria decifrar tudo e preservar o encantamento. Depois, fiquei adulto. E o preço da maturidade foi a perda de todos esses mistérios, que um a um foram entrando pro rol das realidades. Aí ficamos “malandros”. Antecipamos as jogadas, evitamos os erros, diminuímos os sofrimentos. Mas também diminuímos as expecativas e, de certa forma, deixamos de sonhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai sabia, pelo andar da carruagem, que aquele título, àquela altura, já estava perdido.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200351178?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200351178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200351178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200351178' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200343314</id><published>2003-05-26T22:38:00.000-07:00</published><updated>2003-05-26T22:45:28.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;De Pai pra Filho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos que corro atrás da Babel literária. Meu sonho era uma biblioteca inteira que coubesse no meu computador. Onde eu pudesse fazer anotações nos livros, marcar página, ler pela metade, blá, blá, blá e tudo não tivesse mais do que o peso de um laptop. Essa história de estante de livros tem lá seu charme, mas o ônus é o sedentarismo que ela nos traz. Se você tem uma estante razoável, nunca poderá imaginar-se vivendo outras vidas, longes de seus pertences. Nem poderá dar as costas para o mundo, saindo do trabalho e indo direto pro aeroporto. No meio do caminho será atacado de terrível remorso e dirá a isso mesmo: “Mas e minha biblioteca?”. E, pateticamente, mandará o táxi dar meia volta, arcando com os custos da longa corrida presa no trânsito. Mas eis que a libertação veio. No feriado chuvoso em Nova York, descobri a biblioteca de Alexandria. Toda digitalizada, acessável (esta palavra existe?) de qualquer lugar do mundo. Há mais de 45 mil livros na área de Ciências Humanas e, entre períódicos e artigos publicados, chega a 400 mil. Tudo bem, falta ainda muita coisa. Mas fiz uns testezinhos e encontrei todo o básico. Há até Machado de Assis, em inglês. Ainda não é o suficiente pra escapada ao aeroporto, já que Nelson Rodrigues, Euclides da Cunha e o próprio Machado, não estarão viajando consigo na língua natal. Mas já é um bom começo. Então, meus amigos, libertem-se de suas amarras, economizem em bobagens como CD playes no carro com controle remoto e assinem uma conexão rápida da internet. Depois, cliquem no &lt;a href="http://www.questia.com "&gt;www.questia.com &lt;/a&gt; e façam a assinatura anual. Livrar-se dos bens materias é o primeiro grande passo para a vida errante.&lt;br /&gt;P.S.: quando acessarem o site acima, click no ícone da direita (Instructional Demo) e ouça a mocinha explicar tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200343314?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200343314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200343314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200343314' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200340368</id><published>2003-05-25T22:48:00.000-07:00</published><updated>2003-05-25T22:48:53.336-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/the young republicans.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Juventude: Uni-vos!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia a &lt;a href="http://www.nytimes.com/2003/05/25/magazine/25REPUBLICANS.html "&gt;revista &lt;/a&gt; semanal do New York Times e verá a nova juventude direitista americana montando sua cabana decorada de flâmulas nos campus das universidades. O enorme crescimento da turma neo-conservadora tem culpados: os radicais muçulmanos e os chatos ultra liberais. Já havia um crescimento da direita americana, cansada de ter que ficar contando piadinha racista ao pé do ouvido, massacrada por essa coisa besta de multiculturalismo e sua ditadura relativista. Aí veio Bin Laden, e o que era projeto tornou-se realidade. Como disse o comediante &lt;a href="http://www.phc.mpr.org/"&gt;Garrison Keillor &lt;/a&gt; no seu programa no rádio sábado à tarde: “Virei Republicano. É tão bom isso. Não preciso mais ficar me policiando com o que falo. Um alívio!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Homem do Bar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de um barman em NY é uma tarefa titânica. Há um jogo de mãos quase olímpico, enquanto o olhar e o ouvido concentram-se nos movimentos labiais, lábios do mundo inteiro, em confusos pedidos, pedidos sem sintaxe e sem regência, tudo atrapalhado pelo distorcido rock´n roll ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200340368?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200340368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200340368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200340368' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200339126</id><published>2003-05-25T11:56:00.000-07:00</published><updated>2003-05-25T11:58:06.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A Força das Pequenas Coisas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo um sabádo jogado fora, toda uma noite que podia ser, não foi e nunca mais será. O recolhimento precoce à casa, o desiludido sábado em frente à TV, enquanto lá fora são distribuídos milhares de sorrisos e convesas bobas; também litros sem fim de margueritas e cosmopolitans são despejados, bebidos, derrubados, vomitados. E todo esse distanciamento auto impingido por uma simples concessão a um impulsão físico, a um desejo ancestral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, se tivesse escutado a razão, e ignorado aquelas duas rodelas de cebola que vieram no duplo hambúrguer das 9...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200339126?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200339126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200339126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200339126' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200337201</id><published>2003-05-24T14:35:00.000-07:00</published><updated>2003-05-24T14:35:26.096-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Homens e Mulheres de Branco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é tarde da noite e encontro marinheiros pela cidade. Não, não estou bêbado. Às vezes um navio militar aporta em Manhattan e um monte de gente de branco se espalha pelos bares e pelas calçadas da cidade. Não consigo nutrir respeito por essa categoria. Nem temor reverencial me ocorre. Há qualquer coisa de esquisito com essa cor. Um fulano que se veste de branco, dos pés à cabeça, não pode, não, não pode, guardar consigo agressividade. Menos ainda vagar bêbado, e ainda menos ir pro combate. Branco deveria ser só permitido aos homens de paz: médicos, dentistas e enfermeiras. E às mulheres noivas também seria permitido, como uma exceção, já que as mulheres noivas são cândidas por algumas horas, só até o momento em que começa aquela erupção de emoções. Se bem que aí até que elas respeitam a regra e, corretamente, se desfazem das incômodas roupas brancas.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200337201?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200337201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200337201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200337201' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200334149</id><published>2003-05-23T13:25:00.000-07:00</published><updated>2003-05-23T16:56:18.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Consensus de Washington, Reloaded&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(ou, Do Amor de Lula pelas Galinhas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem saí mais cedo do escritório pra assistir aos economistas John Williamson e Pedro Pablo Kuczinsky falarem sobre seu novo livro, &lt;a href="http://www.clarin.com/suplementos/economico/2003/03/30/n-00211.htm"&gt;"After the Washington Consensus. Restarting Growth and reforms in Latin America".&lt;/a&gt; Nunca tinha notado, mas há uma multidão no metrô às cinco da tarde. Todo mundo sai do trabalho às cinco da tarde em Manhattan. E não são só os homens de colarinho azul, os que usam o bíceps pra pagar a prestação, que deixam o trabalho antes de o sol se pôr. Os de colarinho branco também vão na leva. É como se a cidade inteira fosse de funcionalismo público, que se recusa a mandar o email se o ponteiro bateu nas 5:02. “Desculpa, mas vou perder meu trem”, diz a secretária em tom irritado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro estações mais tarde, estava lá eu usando toda a concentração de um advogado pra entender o que economistas falavam. John Willianson, lá pelas tantas, menciona que Lula chama o tal de Consensus de Washington, que ele criou, como trabalho do demônio. Ou seja, estávamos todos ali, ao vivo, vendo o Diabo em pessoa, a besta de tridente na mão, com sotaque inglês, as 5:30 da tarde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto alto porém, como sempre ocorre nesses eventos, ficou para as histórias de bastidores. Segundo gente do staff do &lt;a href="http://www.americas-society.org/"&gt;Americas Society&lt;/a&gt;, Lula esteve lá quase todas às vezes em que concorreu à presidência. A melhor história, claro, ficou reservada para o Lula pré Duda Mendonça, pré Liberalismo, e pré Internet, o Lula I. Aconteceu assim: o Lula pré-civilização concorria com Collor, e foi lá dizer porque merecia o apoio dos banqueiros. Lá pelas tantas, 1 hora antes da apresentação, chega na recepção um daqueles mexicanos de bicicleta (aqui não se usa motoboy, é bikeboy), com um carrinho de comida pra Lula e sua trupe, acompanhado da nota de U$ 75.00 (fiz as contas e, aplicando a inflação, daria U$ 340.00 de hoje). Lula descobriu um restaurante brasileiro que mandasse frango, arroz e farofa. Quinze minutos mais tarde, segundo o informante do staff, a sala dos bastidores de Lula lembrava Sarajevo, com os corpos das galinhas trucidadas pelo chão e Lula com a barba brilhando o a pele lustrosa do frango. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a funcionária do Americas Society que isso tudo acabou, o que não é novidade pra nós brasileiros. Mas vale como anotação. A última vez que Lula esteve lá, pediu água, café e comeu risotto de aspargos, em porções equilibradas. E, detalhe importante, vestia Armani e gravata Zegna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado, óbvio e esperado, mas por anos desprezado por Lula, foi que ninguém ficou com medo quando ele, Lula, falou mal sobre o tal Consensus de Washington. Já não soava opinião sincera e parecia o jogo popular de campanha. A razão é que estavam todos com a apólice na mão: a informação sobre o risotto de aspargos tinha vazado. E da platéia, não havia como não notar o corte do terno, e as cores luzentes da gravata Zegna. E nem mesmo a voz rouca de Lula já mais assustava.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200334149?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200334149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200334149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200334149' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200328491</id><published>2003-05-22T11:24:00.000-07:00</published><updated>2003-05-22T12:36:58.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Torcedor&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem o Presidente Lula sancionou o Estatuto do Torcedor. Isso mesmo, do torcedor de futebol. Como advogado militante e torcedor engajado, chequei tudinho, tintin por tintin. Tinha a esperança de que, lá na definição de torcedor, encaixassem também o de comentarista de blog, esse torcedor apaixonado. É que todo blogueiro tem a dupla função, de escritor e comentarista. É jogador e torcedor. Se houvesse espaço legal, esse Ser estaria amarrado lá, entre direitos e obrigações. Sim, obrigações! Digo isso preocupado não com o que acontece aqui, já que não sou de muitas polêmicas e não tenho reclamações a fazer. Mas me causa suspiro o que ocorrerá, entre arremessos de exclamações e salto triplo de adjetivos, lá no &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/blog/"&gt;Blog do Olavo de Carvalho&lt;/a&gt;, que o craque &lt;a href="http://soaressilva.wunderblogs.com/"&gt;Alexandre Soares&lt;/a&gt; avisa que já está no ar. Se com um ou outro ocasional artigozinho caricato, esse espaçozinho aqui ganha barulho, já imaginou com o pai das polêmicas, o homem que conseguiu brigar até com o Luiz Fernando Veríssimo? As meninas de gene impulsivo e os meninos de traços recalcados, enfim, encontraram seu playground virtual, (que agora não se limitará mais ao &lt;a href="http://www.polzonoff.blogspot.com/"&gt;Paulo Polzonoff&lt;/a&gt;), onde poderão descarregar seu ódio às opiniões alheias, com mãos pesadas e dedos apressados no teclado, ao som de disritmadas acelerações cardíacas. E o que é melhor de tudo: poderão dizer, o que confusamente pensam, sob a contínua e doce proteção do anonimato. &lt;i&gt;Allez enfants!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200328491?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200328491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200328491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200328491' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200323155</id><published>2003-05-21T11:14:00.000-07:00</published><updated>2003-05-21T11:22:21.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Jayson blair.JPG"&gt;&lt;br /&gt;Jayson Blair: "I will entertain you!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Let’s Entertain!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda causa barulho por aqui a &lt;a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/A27658-2003May7?language=printer"&gt;história &lt;/a&gt; do “jornalista” Jayson Blair do New York Times, o tal cara que produzia textos em forma de mosaico, importando uma parágrafo de um autor ali, colando frases próprias aqui, criando um depoimento inexistente lá no meio do texto, encaixando tudo sob a moldura de um fato verdadeiro, pra dar equilíbrio na coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NYT, espertamente, publicou a notícia antes que a coisa vazasse. Avisou aos leitores, lá do gramado, pedindo pra ser substituído, antes que a torcida descobrisse a farsa iminente. Assim agindo, o Times preservou sua imagem imaculada de integridade, mas sua credibilidade foi por água abaixo. Mas, quantos de nós deixará de ler o Times por conta disso? Pouca gente. E a razão é que notícias como as que o tal do Jayson Blair reportava, como a história do tal “sniper” de Maryland, não são levadas a sério por ninguém. São puro entretenimento. Ninguém lê sobre um franco-atirador, querendo saber sobre a verdade nua e crua dos fatos. O leitor quer é diversão e passatempo. Algo que faça companhia nos domingos de sol no Central Park. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse é um fenômeno tipicamente americano: a notícia como “entertainment”, a mídia como um “business”. Há pouca diferença entre montar um jornal e estabelecer uma distribuidora de bebidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a toa que a mídia local, quando não está falando sobre guerra, passa horas e horas noticiando o sequestro da menininha, o estupro e desaparecimento da fulaninha, a morte em série dos garotos na escola. Pouco tempo é gasto analisando os atos presidenciais de Bush, ou a política exterior do governo. Afinal, &lt;i&gt;who cares&lt;/i&gt;? Fulano só quer diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, brasileiros, não precisamos disso. Não precisamos porque criamos nossa própria ficção, dispersa no nosso dia a dia. E tendemos a encarar a leitura como forma educacional e não recreativa. Nossa vida já é um grande playground, entre cantadas no meio do quarteirão e assaltos na esquina, salpicada com fofocas do escritório. E à noite, temos nossas novelas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso é que sou dos que acreditam que a mídia deveria ser toda ela opinativa e ensaística, como única forma de manter o que resta ao que se quer jornalismo. Que acabem com essa balela de jornalismo como retrato distanciado dos fatos. Essa história acabou. Na verdade, nunca de fato existiu. Jayson Blair entendeu isto. O único problema é que foi pego, antes que lhe dessem o prêmio &lt;a href="http://www.pulitzer.org/"&gt;Pulitzer&lt;/a&gt;, pelos excelentes serviços prestados. Agora, não lhe resta mais nada. Vai ter que abrir pousada no sul da Bahia. Não lhe faltará histórias pra contar. Será puro entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200323155?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200323155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200323155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200323155' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200315063</id><published>2003-05-19T22:09:00.000-07:00</published><updated>2003-05-21T08:27:45.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/curb your enthusiasm.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Curb Your Enthusiasm&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser &lt;b&gt;politicamente incorreto&lt;/b&gt; nos EUA passou a ser tão comum que já se vislumbra uma nova onda propondo a volta do &lt;b&gt;politicamente correto&lt;/b&gt;, só pra ficar mais chique. No Brasil, ainda estamos na situação inversa. Vivemos sempre um passo atrás quando se trata de roupagens democráticas. E, invariavelmente, estamos sempre copiando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na moda há um encolhe-aumenta dos biquínis, sempre contestando o verão precedente, a história da manifestação de pensamento por aqui também é sazonal. A prova definitiva de que o tal do &lt;b&gt;politicamente incorreto&lt;/b&gt; não se restringe mais a uma elite contestadora e pensante, é que já vai para a terceira estação o seriado &lt;a href="http://www.hbo.com/larrydavid/"&gt;Curb Your Enthusiasm&lt;/a&gt;, criado pela HBO local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hbo.com/larrydavid/cast_and_crew/index.html"&gt;Larry David&lt;/a&gt;, estrela principal do seriado, é o produtor do consagrado e querido Seinfeld, e aqui faz o papel de si mesmo, relatando apenas seu dia a dia de produtor milionário aposentado. Lembra Seinfeld, a série, mas vai além. É mais cru e verdadeiro. Larry é o produto acabado do liberal totalmente incorreto, que vomita na tela, sem pudores, todos seus preconceitos de raça, credo e sexo. É egoísta no sentido mais humano da palavra. Age como tantos de nós agimos e é o mais perfeito retrato do americano que não tem pruridos em demarcar seu território. Para o brasileiro pode soar quase surreal algumas das cenas, mas se você já morou por aqui vai ver que a velhinha te xingando no ponto de ônibus e, pior, você xingando de volta, não é cena de filme. Acontece de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma dos &lt;b&gt;politicamente incorretos&lt;/b&gt; no Brasil vai se deleitar. Mas a hora que perceber que o episódio é semanal e tá virando coisa popular, vão querer mudar de lado...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200315063?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200315063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200315063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200315063' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200306637</id><published>2003-05-17T22:58:00.000-07:00</published><updated>2003-05-18T00:06:11.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/16123.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/16123.mp3"&gt;audblog audio post (sobre Matrix Reloaded)&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200306637?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200306637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200306637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200306637' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200301168</id><published>2003-05-16T09:41:00.000-07:00</published><updated>2003-05-16T09:41:50.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há o prazer absoluto, ao qual chamamos por vezes e equivocadamente de felicidade. E há a falta completa de prazer, o antagônico, agora com nome justificável, ao qual chamamos de infelicidade. Entre um e outro, vamos ao cinema ou surfamos na internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cada dia mais hedonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: hoje de madrugada, tem audio blog, comentando &lt;i&gt;in locu&lt;/i&gt; o filme Matrix Reloaded.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200301168?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200301168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200301168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200301168' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200292768</id><published>2003-05-14T17:57:00.000-07:00</published><updated>2003-05-15T09:06:39.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Manual do Candidato:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da garota piracicabana para o menino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse carro aí é seu?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da garota paulistana para o menino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Como é mesmo o seu sobrenome?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da garota novaiorquina para o menino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“What do you do?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicações ao candidato: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(i) garotas americanas são democráticas e meritocráticas. Não interessa o teu nome, quem é seu pai, da onde veio, seu sotaque e trejeitos do meio-oeste americano. Conseguiu se dar bem na vida? Você é um exemplar digno de respeito. Merece confiança e dedicação. Juntos, podem trabalhar em equipe e obter aquela sonhada casa nos Hamptons, com um Setter correndo de lá pra cá no gramado sem cerca. O governo ainda te ajudará, cobrando 3% ao ano pelos juros do financiamento. É o casamento joint-venture. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ii) garotas paulistanas não se interessam somente pelo seu dinheiro. Estão confusas. Com a profusão de BMWs e Audis de lá pra cá, pode haver muita picaretagem no meio. É melhor confiar no bom e velho sobrenome. Além disso, só muito dinheiro te abrirá portas para os vernissages da cidade e acesso ao clube Harmonia ou à Hípica Paulista. Mas um bom sobrenome não falha, mesmo que a mensalidade do clube fique em atraso, ainda é o melhor negócio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(iii) garotas piracicabanas não podem ser meritocráticas, pois o capitalismo aqui ainda reina insípido. Também não podem se dar ao luxo de sobrenomes, senão o filtro deixará escoar, livre do bagaço, somente meia dúzia de rapazes e suas usinas de açúcar, todos devidamente endividados e vivendo mansamente da renda da tia matriarca. O jeito é o puro deleite do instante, já que numa sociedade quase sem castas o que vale é o diz-que-diz no domingo à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão: garotas americanas vivem e transpiram a plutocracia; garotas paulistanas se amolecem mesmo é com a aristocracia; garotas piracicabanas só almejam o desfilar pra burguesia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: antes dos ataques, lembrem-se de Pascal: a ciência se faz pela média...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200292768?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200292768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200292768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200292768' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200287656</id><published>2003-05-13T19:49:00.000-07:00</published><updated>2003-05-13T19:49:13.956-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/matrix3.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Matrix Reloaded&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é a última noite que precede a noite de véspera da estréia de Matrix, &lt;a href="http://www.thematrix.com"&gt;o novo Matrix&lt;/a&gt;. Portanto, é dia de experimentar o que os sentidos mais palpáveis nos trazem de verdade. Pois, depois de amanhã, tudo não passará de uma grande ficção, e o cheiro de milho verde fervente no caldeirão será apenas uma produção de software implantado em nosso cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma badalação quase de torcedor em vestiário pelo mito moderno que Matrix se tornou. Matrix cativou milhões no mundo inteiro e criou legiões de adeptos, como se a tal Matrix do filme existisse de verdade. Há razões pra isso. Pois não é só a novidade de seus efeitos especiais, que trouxe pra terra batida a já cansativa e repetitiva confusão de raios laser e brigas intergaláticas, transformando tudo num palpável ballet de socos e pontapés, que atrai em Matrix. Além desse fato, houve muita gente que se afeiçoou àquela idéia da verdade alcançável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo real estaria aberto aos degustadores da tal pílula verde, se eles pudessem resistir à tentação dos bifes encorpados e se, em esforço extremo, se libertassem da escravidão das coxas suculentas, semi cobertas por um clássico vestido vermelho. Pessoalmente, não acredito nos benefícios das pílulas verdes. Elas não me convencem. Vou além. Sou daqueles que segue a linha de que estamos, por natureza, vacinados contra as tais pílulas. Pois temos todos, ali, em algum lugar entre o quadrículo esquerdo do cérebro, a tal mentira vital, o antídoto em formato de ignorância, que ora vêm moldado no calor das picanhas, ora toma forma de tórridas lingeries. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Matrix insiste e não desiste, no melhor estilo doutrinador, querendo nos libertar desse mundo falso e doentio. E não poderia ser diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matrix é, na verdade, o grande Manifesto Comunista moderno.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200287656?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200287656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200287656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200287656' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200273063</id><published>2003-05-10T19:25:00.000-07:00</published><updated>2003-05-10T19:26:32.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Em Harmonia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há não sei quantos deles perfilados ordenamente sobre o gramado. Todos comportadinhos, sabendo exatamente qual o seu papel, ficam imóveis, esperando o momento certo de agir. Usam uniformes justos no corpo. Apesar de o sol não causar mais empecilhos, não dispensam o boné, uma marca registrada do país inteiro. As meias se sobrepõe ao final das calças, ficando expostas quase aristocraticamente. Através da grade que põe um limite entre o gramado e a calçada, observo esses meninos de 10 anos de idade, que parecem dispostos na superfície de um daqueles bolos de aniversário. O sol já se foi e há somente aquela luz atrasada do fim da tarde, com apenas mais alguns minutos de sobrevida. Há uma brisa morna e esporádica, que bate vindo do rio, há apenas algumas quadras. Pais e técnicos olham atentamente, com movimentos musculares no rosto. De braços cruzados, dão gritos de incentivos, mas exigem seriedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo assim, essa cena adocicada em plena Manhattan, tem-se a impressão que estamos perdidos numa cidade do interior americano, onde o senso comunitário toma forma de encontros esportivos e festas beneficentes, além de incontáveis grupos de discussão de bairro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou embora antes que o jogo acabe, a contragosto por ter que deixar a imagem idílica em pleno centro urbano. Queria ter tido, ali, o tempo de sobra que &lt;a href="http://us.imdb.com/Name?Del+Toro,+Benicio"&gt;Benicio del Toro &lt;/a&gt; teve em &lt;a href="http://us.imdb.com/Title?0181865"&gt;Traffic &lt;/a&gt; e ficar mascando chiclet esparramado na arquibancada, acompanhando o jogo despretensioamente, sob aquela luz amarelada da noite. Mais tarde, a certa altura do jogo, pediria um hot-dog. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200273063?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200273063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200273063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200273063' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200264743</id><published>2003-05-08T19:32:00.000-07:00</published><updated>2003-05-08T19:32:48.390-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/15551.mp3"&gt;&lt;img src="http://www.audblog.com/media/images/audblog_post.gif" HSPACE=4 alt="Powered by audblog" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.audblog.com/media/4691/15551.mp3"&gt;audblog audio post&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200264743?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200264743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200264743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200264743' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200256144</id><published>2003-05-07T09:36:00.000-07:00</published><updated>2003-05-07T09:37:55.000-07:00</updated><title type='text'>Humilhação</title><content type='html'>&lt;b&gt;Humilhação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou a esquentar em Nova York. O que significa ar condicionados ligados, o que, por sua vez, significa frio glacial nos espaços fechados. O ar condicionado na América é a prova definitiva de que, mais do que ter o domínio sobre a natureza, os americanos querem humilhá-la por completo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200256144?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200256144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200256144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200256144' title='&lt;b&gt;Humilhação&lt;/b&gt;'/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200249577</id><published>2003-05-06T08:01:00.000-07:00</published><updated>2003-05-06T08:01:13.406-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/war.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Guerra e a Nova Agenda Americana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais voltei a esse assunto. Me cansou. Na verdade cansou a todos. No período de 10 dias, enquanto passava férias sob o sol da Bahia, a guerra acabou. Quase ninguém mais comentou, mas a guerra realmente acabou. Alô, a guerra A-CA-BOU. E todos ficamos com essa impressão azeda de que, enfim, todas as previsões apocalípticas sobre a guerra não ocorreram. Na verdade, Bush venceu. Admitamos, Bush estava certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se imaginava uma batalha sangrenta, um despedaçar de almas e corpos, uma tarde no Sarriá, não passou de um jogo amistoso. Os americanos entraram, mataram meia dúzia, tomaram aqui, ali, acolá e, quando se viu, tudo estava acabado. Ficamos todos com cara abestalhada, atormentados entre o dilema de ver o caos completo e, assim, justificar nossos argumentos, e o suspiro aliviado pelo massacre que não ocorreu. Pois a verdade é que as milhares de cenas de horror e violência que se esperavam não aconteceram. Tudo bem, aconteceram, mas convenhamos, nada perto do que se imaginava como a grande tragédia. Longe, muito longe do que era previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, Bush continua sendo o que era e todas suas opiniões sobre ele continuam válidas. Mas agora teremos que engoli-lo. Exatamente como quando Zagalo nos trouxe a Copa. A diferença é que Bush não virou para nenhum repórter e disse: You have to swallow me now!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, agora teremos que aguentar, aqui na América do Norte, provavelmente pelos próximos 5 anos, o seguinte cenário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Você é aquele jornalista que falou mal do governo? Pois não é bem vindo às entrevistas coletivas. E tem mais. Não merece as informações de pé de ouvido propositalmente desaguadas na imprensa pela nossa Administração. Se você falou mal do nosso governo, agora deve arcar com as consequências e se limitar a publicar resenhas sobre os novos filmes de hollywood, ou comentar o último clip da Madonna. Saí daqui seu jornalistazinho de m....!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Andou indo em festas e passando de mão em mão o baseado para os amigos, escrevendo sobre os benefícios da discriminalização das drogas ou alguma vez fumou e tragou? Esqueça a vida pública seu viciado! Seu destino é ser vendedor de seguros numa remota cidade do Tenessee. E cuidado, na hora que bobear, te enquadramos nos crimes hediondos e lhe aplicamos 60 anos de prisão. Seu drogado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Alô, feministas! Lembra daquela questão da liberdade da mulher sobre o próprio corpo, aquela história de que o aborto é uma pedra fundamental no rol de direitos americanos, aquela baboseira toda que tivemos que engolir durante quase 40 anos? Pois se preparem, estamos atrás de vocês. Logo logo aprovaremos no Congresso uma lei pra que essa palhaçada toda acabe. Criminosas assassinas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Sabe daquele negócio de Estado laico, ou seja, da separação entre o Estado e a religião? Forget about it! Estamos cuidando de passar uma lei transferindo recursos públicos para as escolas privadas que ensinam religião. Afinal, é para o bem da nação. Como assim não acredita em Deus? Seu impatriota! God bless América!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Resolveu olhar uns peitinhos de fora e umas poses safadas com o computador da biblioteca pública? Não, você não ficará apenas constrangido porque a Sra. Matthew te pegou no flagra. Vai ter que pagar multa ao município e será banido indefinidadmente do recinto. Já estamos trabalhando no Congresso pra que isso ocorra, seu tarado depravado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·	Documento, me mostra o documento! Tá andando sem carteira de motorista no bolso? Quem é você? É bom explicar direitinho pra gente. E cuidado com o que fala, pois se acharmos esquisito, te enquadramos como suspeito de terrorismo e te jogamos lá em Guantánamo Bay. Vai ficar mofando com macacão cor de laranja, sem direito à advogado. E nem pense em invocar essa meleca de due process of law. O tal do “devido processo legal” é só pra gente de verdade, ouviu seu animal?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o novo cenário pós-guerra, já amplamente em prática aqui no dia a dia americano. Pois a grande verdade é que a melhor coisa que aconteceu pra agenda republicana, tudo aquilo que eles sempre sonharam, o mundo perfeito que sempre quiseram pôr em prática e nunca puderam, tudo lhes foi dado de bandeja, naquela linda manhã de céu azul e discreta brisa, em 11 de setembro de 2.001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush está em dívida. Ao menos um cartão de agradecimento deveria ser enviado, mantendo seu estilo direto e objetivo: Thank you very much Mr. Osama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garanto que só não mandou ainda porque não tem o endereço.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200249577?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200249577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200249577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200249577' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200235903</id><published>2003-05-02T18:54:00.000-07:00</published><updated>2003-05-03T19:33:48.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/ornitorrinco.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Academia Brasileira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço toda hora falarem mal do Paulo Coelho. Eu mesmo, gosto às vezes de falar contra o mago Coelho. Paulo Coelho não é exatamente, digamos, um exímio representante do mundo literário. Nunca foi. Mas Coelho é um grande business man. Um excelente homem de negócios, ou, se quiserem, de marketing, travestido de entidade metafísica. Qual o problema? Nenhum. Mas todo mundo fica ultrajado pelo fato de Paulo Coelho ter ido pra Academia Brasileira de Letras, esquecendo-se que Ivo Pitangui, isso mesmo, o cirurgião plástico, é também um imortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que há um problema conceitual aí. Fico lembrando uma comparação que ouvi outro dia, que dizia que os biólogos britânicos do século XIX ficaram chocados quando descobriram a existência do ornitorrinco. O tal do ornitorrinco desafiara todos os parâmetros estabelecidos, pois na biologia clássica dizia-se, lá em compêndios de caneta de pena, que os mamíferos dão de mamar aos seus bebezinhos e, em hipótese alguma, botam ovos. De jeito maneira! Pois não é que o tal do ornitorrinco fazia as duas coisas?! _Mas como pode?, diziam o biólogos. Ora, o problema não era do ornitorrinco em botar ovos, pois ele sempre fez isso, antes mesmo dos biólogos serem biólogos, ou antes mesmo de a biologia ser uma ciência, na verdade antes até da palavra ciência, ou talvez antes mesmo da própria palavra. O problema, pois, era o de nomenclatura. Um problema apenas técnico, de enquadramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a celeuma toda em torno da tal da Academia Brasileira de Letras está talvez mal colocada. É apenas uma questão semântica, de nomenclatura, à rigor. Pitangui não tem problema, Paulo Coelho não tem problema, Zélia Gattai não tem problema, quem tem problema é a Academia Brasileira de Letras, que deveria se chamar apenas Academia Brasileira. Um pequeno ajuste resolveria a questão e pouparia debates e insultos e, de quebra, salvaria a própria honra da Academia. Ivo Pitangui seria um notável cirurgião plástico, Zélia Gattai uma notável esposa de um famoso escritor, José Sarney, em categoria encomendada, um notável coronel de moustache e, Paulo Coelho, um notável charlatão, ou, pra que se evitem agressões, um notável marqueteiro. E a Academia  Brasileira de Letras, em vez de ser uma notável piada, seria apenas uma casa de notáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é notável que não tenham feito isso até hoje?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200235903?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200235903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200235903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200235903' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200228497</id><published>2003-05-01T11:10:00.000-07:00</published><updated>2003-05-01T12:42:48.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Puro talento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábio Danezi, agora em novo &lt;a href="http://fdr.wunderblogs.com/"&gt;endereço&lt;/a&gt;, capturou todo o espírito paulistanto com seu perfeito "Pingo de Galinha". Já Fredinho Amaral está sublime, captando o que Hector Babenco não captou, em seu artigo &lt;a href="http://www.fredam.blogspot.com/"&gt;A Arte Adulterada&lt;/a&gt;, sobre o filme Carandiru. Depois desses dois posts, hoje não escrevo mais nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200228497?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200228497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200228497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#200228497' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200222661</id><published>2003-04-30T10:01:00.000-07:00</published><updated>2003-04-30T10:01:18.173-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/seu jorge.JPG"&gt;&lt;br /&gt;Seu Jorge e Amarar, que jura não estar bêbado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seu Jorge e Nosso Macaquismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um monte de lugares assim em Manhattan. Por fora, pão bolorento, por dentro, bela viola. Mais do que inverter o ditado, os prédios antigos, sem elevador e de escadaria imunda, escondem tesouros de bom gosto em seu interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi num desses lugares que tive o prazer de encontrar parte da turma do &lt;a href="http://cidadededeus.globo.com/"&gt;Cidade de Deus &lt;/a&gt; nesta segunda-feira. Substituíram as cochinhas e empadas por comida grega, a Antarctica por Stela Artois, os beijinhos no rosto por aperto de mão e montaram uma festinha no final da tarde, aquilo que nós, brasileiros, em bom português chamamos de “happy hour”.  Mas no final, tudo acabou em samba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zé Galinha, um dos personagens do filme, é, pra minha novidade, o grande sambista &lt;a href="http://www.uol.com.br/seujorge/bio.htm"&gt;Seu Jorge&lt;/a&gt;. De graça, deu um showzinho a parte pros gringos, que todo mundo acompanhou em batidas discretas de disritmado mocassim versus assoalho. No tamborim, Paulo Lins, que, como todo bom carioca, improvisa de músico quando a ocasião demanda. Durante 1 hora, ensaiaram uma performance e acabaram gravando um CD, ali mesmo, num espaçoso loft em Chelsea. Minutos depois podia-se ver Paulo Lins rindo à toa, encantado com sua performance. É a primeira vez que o autor do livro que deu origem ao filme vê seu hobby musical virar disco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, pra justificar o evento, Kátia Lund, co-diretora de Cidade de Deus, apresentou sua criação, dando show a parte e mostrando um curta que anda fazendo sucesso na Globo, que ela me contou ser agora minisérie por aí. Toda a brincadeira pra arrecadar fundos, arrancar dólar da matriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Jorge, malandro carioca, caberia bem como relações públicas em qualquer grande empresa. Distribuia sorrisos e comentários, misturando num só parágrafo palavras em inglês, francês e português pra quem se aproximasse. Quando a coisa apertava e o olhar era de interrogação, não dispensava o uso das mãos e as mímicas faciais. E como resultado de tanta informalidade, no final da história todo mundo já se despedia com beijinhos no rosto, abraços apertados e um &lt;i&gt;bye-bye &lt;/i&gt; final em forma de tapinhas nas costas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo tivesse ocorrido no Brasil, provavelmente teria ido correr no Ibirapuera ou ficado no escritório até mais tarde. Mas como é em Nova York, ficamos encantados e comparecemos ao evento. Síndrome de macaquice tropical, que acha tudo lindo quando nossa obra é reconhecida aqui fora, sob a benção americana. Aí ela vira arte.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200222661?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200222661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200222661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200222661' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200211225</id><published>2003-04-28T10:29:00.000-07:00</published><updated>2003-05-01T08:44:23.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/michael nyman.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Michael Nyman e o sopro divino&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, fim de tarde. Início de primavera. Há novo humor em Manhattan. Dá pra se notar nas ruas, agora mais apinhada de gente. Aproveitei o sol tentador e nem precisei de desculpa pra sair mais cedo do escritório. Tudo só pra ficar flanando pela 5a Avenida, sem a mínima pressa. Parei e me detive em qualquer lugar que me interessasse. Folhei livros na Barnes &amp; Nobles, chequei valises e cacarecos de viagem em uma loja de bolsas, experimentei cintos e acessórios na Armani. Também parei na vitrine da &lt;a href="http://www.tiffany.com/"&gt;Tiffany&lt;/a&gt;, mas aqui não toquei em nada. Resvalei com os dedos sapatos da Keneth Cole no Rockfeller Center; flertei com a loja da Nike perto do Plaza Hotel, mas não entrei. Não comprei nada. Foi tudo pra “fazer hora”, já que tinha compromisso às 8:00, com &lt;a href="http://www.michaelnyman.com/"&gt;&lt;/a&gt;Michael Nyman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nyman, pra quem não sabe, é o compositor inglês mais influente dos últimos 30 anos. Um revolucionário moderno, que segue a cartilha dos minimalistas. Junto com Philip Glass, seu equivalente em solo americano, forma a verdadeira “força da coalizão”, que fica melhor assim, substituindo Blair e Bush, trocando mísseis por fagotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica gosta de comparar Nyman a Glass, que é um ídolo por aqui. Onde Glass toca, há uma multidão pronta pra assistir. Nyman já não é tão conhecido desse lado do Atlântico e faz mais sucesso em lugares exóticos como, digamos, São Paulo. Certa vez, há uns 10 anos atrás, fui assistir Nyman, em única apresentação, no teatro da Cultura Inglesa em Pinheiros. Um primor. Na época, foi reverenciado por toda crítica de Folha de São Paulo e turma do Caderno 2. Estava no auge. Junto com o diretor Peter Greenway, andava causando furor no mundo cinematográfico. Não se esqueçam que Nyman fez toda a trilha sonora dos filmes O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante; Prosperous´ book; Afogando em Números e mais alguns outros, como o bom O Piano, com Harvey Keitel e Holy Hunter no elenco. Ajudou também a catapultar a carreira do diretor francês Patrice Leconte, que produziu o sensível Mr. Hire, traduzido no Brasil como Um Homem Meio Esquisito. Tudo coisa do melhor nivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Nyman anda por novos caminhos, checando novos sons e fazendo novas fusões. Antes do show, avisou que deixaria uma música ambiente, em estilo house, tocando como preliminar. Contou que não era nada por acaso. A música, um experimento que fez com um DJ inglês de um nome aí que não me lembro, é mais uma prova de que Nyman, junto com Glass, não são os primos elegantes da música eletrônica. São seus pais andróginos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história toda se deu no Ethical Cultural Society. O lugar, não tão conhecido, lembra uma desses teatros de cidade do interior no Brasil, antes de ser substituído por um teatro novo, em comum e repetido concreto aparente, quando a cidade começa a sofrer da “síndrome de metrópole”, uma doença frequente no interior do Estado de São Paulo. Mas aqui, sem os complexos de praxe, o velho é propositalmente mantido, e os bancos de madeira, em estilo religioso, davam o contraste que Jonathan Sheffer, o regente musical da &lt;a href="http://www.eosorchestra.com"&gt;Eos Orquestra&lt;/a&gt;, queria, pra apresentar Nyman ao público de Manhattan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então Nyman surgiu. Sua camisa branca com colarinho largo destacava-se embaixo de um despojado casaco, a meio caminho entre o blazer e o sobretudo. E os primeiros 25 minutos, onde Nyman mandou o bom e clássico Nyman, não decepcionaram. Fiquei sinceramente emocionado, em estado de torpor, com os olhos marejados e agradecendo a Deus por estar presenciando aquele momento. Tão impactante que não notei que depois disso passaram-se cinquenta minutos restantes sem grandes sobressaultos de performance, agora morna e despretensiosa. Àquela altura, porém, a noite já estava muito bem paga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir Nyman necessariamente te remete a Philip Glass. É inevitável. Mas onde Glass parece estar sempre vendo o mundo em caos constante, pronto pra dar um último suspiro civilizatório, Nyman vê nascimento. Usa a mesma energia na qual Glass se inspira, mas de forma construtiva. Enquanto Glass solto todos os demônios na Terra, Nyman os recolhe um a um, dando lugar apenas a um suspiro divino. Há angústia constante em Glass, mas Nyman prefere ver tudo como uma grande laboratório em aperfeiçoamento. Não há mágoas em Nyman. E ouvindo-o naqueles bancos de madeira tive a impressão de ter escutado algo a mais, lá do lado das cordas, atrás dos violinos. Mas devem ter sido apenas os fagotes ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouquinho de Nyman, &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/06 Fish Beach.wma"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200211225?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200211225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200211225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200211225' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200206652</id><published>2003-04-27T11:16:00.000-07:00</published><updated>2003-04-27T22:43:49.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/james stewart.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Liga pra mim, vai!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulano entra em desespero tentando encontrar sicrano. Sicrano quer ser encontrado e também encontrar fulano, mas só consegue correr de lá pra cá, abrindo e fechando portas, saindo e entrando de bares e restaurantes. Ambos tentam ligar nas casas respectivas. Ninguém, porém, se comunica, nem uma vez, através do telefone celular. Por quê? Hollywood ignora solenemente o celular, a não ser que ele seja co-ator, como em Matrix. O celular, se inserido na história, atrapalharia a trama hollywoodiana, que perderia a graça e seria resolvida com um simples telefonema. James Stewart que o diga. Se do alto de sua &lt;a href="http://us.imdb.com/Title?0047396"&gt;Janela Indiscreta&lt;/a&gt; tivesse de posse de seu Nokia, o filme acabaria na primeira cena. Às vezes a tecnologia cria novos problemas e é mais fácil simplesmente ignorá-la, como se fosse parte de um futuro distante. Alo &lt;a href="http://www.miramax.com/"&gt;Miramax&lt;/a&gt;, acorda e atende!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200206652?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200206652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200206652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200206652' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200202352</id><published>2003-04-25T23:07:00.000-07:00</published><updated>2003-04-25T23:11:22.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/haagen dazs.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;É de Chocolate&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma pergunta. Alguém aí sabe aonde foi criado o Haagen-Dazs? Falou Áustria? Errado. Ah, Alemanha? Errou de novo. Ah, nome esquisitinho assim, bom, então Hungria? No, no, no. O Haagen-Dazs, meus caros, foi inventado pelo Sr. Reuben Mattus, na década de 20, aqui mesmo, nos EUA. Sabe onde? Não, você não acertaria nem que fizesse aposta entre a família nos intervalos da novela. O Haagen-Dazs tem pele escura. Nasceu e cresceu no Bronx. Um legítimo novaiorquino. Depois disso, penduro as chuteiras. Estou chocado e desiludido com essa informação. É muita competência! E pensar que Saddan achou que podia com esses caras...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200202352?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200202352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200202352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200202352' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200191665</id><published>2003-04-23T21:51:00.000-07:00</published><updated>2003-04-27T10:44:32.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Lloyd Cole é commotion&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo logo volto pro Brasil. Vou abandonar Nova York de vez e retornar à São Paulo. Enquanto isso não ocorre e a primavera se inicia, vou vivendo essa cidade, como a Corte Portuguesa às vésperas de Napoleão invadir Lisboa: vou pilhando tudo que posso. Foi com esse espírito que, essa noite, saí da ginástica lá no lado oeste de Manhattan e fui caminhando pro lado oposto, que a lógica e também a convenção diz ser o leste, em busca de entretenimento. Pelo caminho, olhava vez ou outro o relógio, mas passava maior tempo filmando com os olhos as casas, esses prediozinhos baixos em tom avermelhado, com suas escadas de incêndio em metal negro expostas esculturamente do lado de fora. Fazia aquele friozinho de rabo de inverno, que não causa frio, só traz melancolia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo logo cheguei ao local. Estacionei o meu corpo direto dentro do Joe´s Pub, sem pagar manobrista ou guardador noturno, nesta vida sem carro novaiorquina. Fui lá, no tal do Pub, pra ver um dos ídolos da minha juventude cantar. Nunca fui muito de shows pop. Sempre me pareceu um evento mais pra sacanagem que fazíamos antes e depois do show do que o próprio show em si, que me soava quase inalcançável, perdido num palco lá distante, atrás do gol, colado na arquibancada. Mas quando você vai num espaço do tamanho daquelas garagens das casas paulistanas no Morumbi, daquelas com quatro carros e uma moto, e um cara toca pra você, a 1,5 metro de distância, a coisa fica bacana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garçonete trouxe o pedido: um panino de &lt;a href="http://www.breadrecipe.com/az/fcccibrd.asp"&gt;focaccia &lt;/a&gt;quentinho, cortado em cubinhos e recheado com prociuto e brie. Não esqueceu do vinho tinto e também da notinha, que costuma vir na decoração. E então, &lt;a href="http://www.artistdirect.com/music/artist/bio/0,,416226,00.html?artist=Lloyd+Cole"&gt;Lloyd Cole &lt;/a&gt; entrou no palco. Já não é mais o rapaz de outrora. É um senhor agora, de cabelos grisalhos e quilos a mais que a vida acomodada cuidou de esculpir. Mas continua a voz mais aveludada do pop, sendo o mais melodioso dos melódicos e o mais carismático dos charmosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocou por 1 hora. Fez brincadeiras, tomou whisky. Parecia que teria algumas horas à sua disposição. Vez ou outra respondia comentários, como se estivesse na sala de jogos de uma residência. No final, fez um biz, depois de muitos pedidos, e se retirou em tom carinhoso mas comedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lloyd Cole era Lloyd Cole and Commotions quando eu fantasiava com o mundo em noites silenciosas em Piracicaba. Hoje, é só Lloyd Cole. E eu também já não sonho mais com o mundo. Mas assim, sozinho, com meu copo de vinho de companhia, Nova York, minha querida novaiorque, me fez lembrar de tantas noites na minha distante Piracicaba. Lloyd Cole envelheceu. Mas quase nada mudou. Todos nós fomos com ele.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200191665?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200191665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200191665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200191665' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200183229</id><published>2003-04-22T11:06:00.000-07:00</published><updated>2003-04-22T11:25:07.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/cohiba.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cohibas de mi Vida&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz a lenda urbana que certa vez, numa data qualquer aí do passado, o Canal da Mancha fechou para o tráfego de navios que faz o vai-e-vem Europa-Grã Bretanha. O motivo era o fog que foi crescendo durante o dia e chegou ao ápice no ínício da noite. O Times de Londres, e aí entra propriamente a suposta lenda, teria estampado na manhã seguinte: “Canal da Mancha fechado. O continente está isolado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É famoso e conhecido o esnobismo britânico e a idéia que necessariamente o acompanha, ou seja, a de se sentirem, eles, os ingleses, o centro do universo. Mas essa não é uma prerrogativa inglesa. Acontece com qualquer um que esteja por cima. E os EUA, o centro do universo da vez, não poderia fugir à regra. Mas às vezes é possível sentir, daqui, o paradoxal sentimento de se estar no centro da Terra e distante do mundo. Nova York, por mais cosmopolita que seja, continua sendo uma cidade americana. É a menos americana de todas as cidades, a mais dedetizada e vacinada contra a cultura americana, mas, ainda assim, é americana. Daí decorrem muitas coisas e uma delas é a de que se você quiser saber de um assunto que não tenha relação direta com os gringos, que não afete o bolso ou a moral protestante deles, é preciso ler os jornais estrangeiros, qualquer um deles. Não falo da notícia, obviamente, pois esta é coberta até nos confins do Arkansas. Falo do impacto e significado da notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo. No vôo da volta do Brasil pra cá ontem à noite, descobri esse incidente todo com os fuzilados do Fidel Castro. Na verdade, o incidente em si eu já tinha conhecimento. Saiu em todo lugar. O que não sabia ainda, e isso sim que nunca estaria estampado por aqui, é que Saramago, o Deus português do barroco moderno, deu uma declaração simbólica, bombástica e emocionada, sobre sua perda de fé no regime cubano. Fico contente, exultante mesmo, em saber que Saramago, o José, finalmente atingiu a maioridade política e descobriu que Cuba é um regime ditatorial. Saramago, porém, tem desculpas. Tudo parece maturar lentamente com o prêmio Nobel. Certa vez li uma entrevista em que Saramago declarou que começou a escrever muito tarde na vida, depois dos 40. O portuga, como os vinhos do Porto e o Queijo da Serra, decididamente, só melhora com o tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha esperança agora é que Saramago tenha sido acometido por uma espécie de vírus ao estilo SARS e que em suas palestras pelo mundo o gajo contagie a todos do alto de seu palestrar. E seu espirro de consciência ataque com precisão balística intelectuais da língua portuguesa. Fico imaginando as saborosas consequências. Chico Buarque, acometido pela doença, entraria então em estado de transe criativo e lançaria nova canção, cheia de metáforas e eufismos, agora contra o regime cubano. Nada seria mencionado no NY Times, que ignoraria solenemente a importância do fato. Mas a canção faria estréia triunfante, domingo à noite, no Fantástico. Teria até nome pronto: “Os Cohibas que não fumei”. O cheiro do charuto apagado seria sentido em todo mercosul, em choro raivoso da esquerda sul-americana. Os EUA aparentemente não ouviriam nada, dando de ombros para o fato. Mas tudo estaria anotado no caderninho. No ano seguinte, com passagem de primeira classe, Chico seria chamado à América. O motivo? Ir buscar o seu Grammy para melhor canção sul-americana.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200183229?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200183229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200183229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200183229' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200125097</id><published>2003-04-09T23:15:00.000-07:00</published><updated>2003-04-09T23:15:02.983-07:00</updated><title type='text'>                                                                                                                                                      </title><content type='html'>&lt;b&gt;Zapping&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém de vocês se lembra quando tínhamos que levantar da poltrona pra mudar o canal de TV? Quando cada salto da Globo pro SBT significava também um salto da cadeira? Quando a mudança de um programa pra outro exigia não somente um movimento mecânico dos dedos, mas um exercício de comprometimento e negação simultânea com os canais da TV?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois tudo mudou com o controle remoto. Não, não foi só a TV, nossa vida mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me pego horas a fio numa compulsiva repetição de botões, com olhos estalados de desatenção. Passo por tudo. Não vejo nada. Vivemos trancafiados numa infinidade de opções. Tudo culpa do controle remoto. Um dia o estudarão e dirão que ele foi o começo do fim. Pois o controle remoto não só permitiu a comodidade. Ele instaurou o descompromisso. Havia no pular da cadeira o ato do homem decidido. O homem ACC (antes do controle remoto) era um homem mais pleno do que o homem PCC (pós controle remoto). Não era comum, entre o ACC, a angústia que o gatilho da liberdade remota traz consigo. Tínhamos o bom e o mal, os comunistas e os não-comunistas, as ideologias e seus compartimentos estanques. E éramos escravos de nossas poltronas e de nossa inércia. Mas uma mudança implicava decisão pensada, desejo refletido. Mudávamos da Globo pro SBT. Passávamos da Record pra Bandeirantes. E tudo levava tempo e engajamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então veio o controle remoto, e o muro de Berlin em nosso entretenimento se desmoronou. Agora podemos transpor fronteiras sem escalar obstáculos. Não é mais preciso compromisso de escolhas. E os laços de fidelidade também diminiuram. Nossa ansiedade então atingiu as alturas no zapear da TV. O esforço agora é inverso. Só muita maturidade te deixa mais de um minuto num mesmo canal, atento ao mesmo programa. O que também explica porque os homens, mais que as mulheres, zapeiam sem fim nos canais da TV. Estamos todos perdidos, procurando o cálice sagrado em meio a uma infinidade de escolhas. É a ansiedade e angústia, ali, ao alcance dos nossos dedos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei áurea do controle remoto nos condenou à descompromissada liberdade de escolhas, jogando-nos na sarjeta dessa vida abertamente democrática. Tudo a disposição imediata. O controle remoto trouxe a comodidade. Mas o preço foi o descomprometimento. Com a dinastia do controle remoto a avenida então estava pronta pros canais a cabo e as TVs 24 horas. A notícia se agilizou, mas entramos na raia do fungível. E a zapearmos e sermos zapeados. “Zapeamos” a TV, mas também a internet, zapeamos pelas vitrines e pelos relacionamentos. Zapeamos ao comer desatentos. Zapeamos pelos nossos celulares e pelas nossas amizades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem veja nisso uma bobagem, uma estupidez anti-tecnólogica. Pessoalmente acho que o controle remoto continua o marco civilizatório. Nem mesmo Bush conseguirá trazer de volta a simplicidade, o nosso curto leque de escolhas entre o certo e o errado. Estamos todos condenados a angústia da informação no atacado.  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200125097?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200125097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200125097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200125097' title='                                                                                                                                                      '/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200106719</id><published>2003-04-06T20:28:00.000-07:00</published><updated>2003-04-07T08:55:56.000-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/guinle.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Yes, nós temos Haagen Dazs&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma onda de preguiça e falta de criatividade me invadiu nos últimos dias e desapareci desse blog. Acho que é a ressaca da guerra. No Direito, nas operações de “Fusões e Aquisições”, que tem o nome chique de “M &amp; A” (mergers &amp; acquisitions), é o chamado pós-closing, ou seja, aqueles dias que se seguem ao dia de fechamento da operação de compra de uma empresa. O sujeito sente um certo torpor pelo serviço cumprido e dá uma relaxada total e fica só brincando na internet. Se quiserem o paralelo sexual, também serve e é ainda mais ilustrativo. A verdade, porém, é que depois de tanta energia desperdiçada em discussão sobre essa guerra, parece que houve um desencanto geral. Ninguém quer fazer mais nada ou falar sobre nada. Só ficar bestamente mudando de canal a esmo e tomando &lt;a href="http://www.haagendazs.com/"&gt;Haagen Dazs&lt;/a&gt; de doce de leite na cama. Mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Guinle, the man&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O New York Times, dia sim dia não, sai lá com uma notícia sobre o Brasil. Ontem, &lt;a href="http://www.nytimes.com/2003/04/05/international/americas/05FPRO.html"&gt;tascou um portrait&lt;/a&gt; de Jorginho Guinle. Não contei, mas o número de ícones citados por Guinle e pelo jornalista como sendo parte da esfera de amizade de Guinle parece ter saído de uma enciclopédia com o título “As Mais Importantes Pessoas do Séc. XX”. Ninguém escapou ao charme de Guinle. E ele foi o maior e talvez único playboy brasileiro. Viveu, como todos playboys vivem, numa vida desregrada de prazeres. Mas eram outros tempos e desregramento na época era somente o número de garrafas de champagne. Quebrou, claro. Não fazia mais nada na vida a não ser cortejar mulheres e homens-lenda. Era um dândi que nunca mais se verá, porque não se forja mais um tipo desse em nossa época, nem há mais tanta gente importante pra ser paparicada. Hoje, só existem famosos, um conceito que espelha bem a nossa época. E Guinle, numa inversão da lei evolucionária, foi substituído por João Paulo Diniz, Luciano Huck e outros fanfarrões que usam colar de couro no pescoço. Guinle cortejava mulheres e cantava-lhes melodias no ouvido. Hoje, há CDs com som digital dentro dos carros blindados. E também não é necessário dizer mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200106719?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200106719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200106719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200106719' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200088339</id><published>2003-04-02T16:15:00.000-08:00</published><updated>2003-04-03T08:14:27.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/rocking chair 3.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ajustando o Compasso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1976, dois anos antes da Copa de 78 na Argentina, o São Paulo Futebol Clube comprou um jogador pra resolver seus problemas no ataque. Contratado junto ao Penãrol do Uruguai, esse jogador prometia ser o novo Pedro Rocha. Pra desespero da diretoria e revolta da torcida, o tal jogador não fazia nenhum gol lá na frente. Até que Rubens Minelli, acho que foi ele, resolveu colocá-lo na zaga, lá atras na defesa. Daí pra frente o que se viu, por mais de uma década, foi um dos maiores zagueiros que os gramados brasileiros presenciaram. Arriscaria dizer que um dos maiores do mundo. Para quem não conhece, esse sujeito era Dario Alfonso Pereira, ou simplesmente, Dario Pereira. Mais tarde, já aposentado, resolveu ser treinador, mas seu talento nesta posição era como quando quis ser centroavante. Infelizmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casos como esse ocorrem aos montes. A toda hora, em todo lugar. Talentos enormes são desperdiçados ou passam anos no casulo, em promessa jamais cumprida, por simplesmente não serem alocados na posição certa. Talvez noventa por cento dos problemas do mundo estariam resolvidos se cada um de nós pudesse saber ao certo pra onde nosso coração e nosso talento pendem na balança. Penso nisso e me vem a imagem de Bush, o filho, em longas e intermináveis cavalgadas nas planícies do Texas. Depois, voltando pra casa, ao final da tarde, legitimamente cansado, é presenteado na varanda por uma boa cerveja gelada trazida por Laura. Em movimentos lentos e decididos, esticaria suas pernas curtas, ajustando a cadeira no terraço para que tudo ficasse em harmonia e os pés exautos apoiassem no parapeito de madeira. De mãos dadas com a esposa, em discreto balançar, diria, suspirando, após o primeiro e dedicado gole: “What a day today honey...”  &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200088339?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200088339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200088339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#200088339' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200067379</id><published>2003-03-30T05:52:00.000-08:00</published><updated>2003-03-31T09:24:01.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/gallup.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Devagar devagarinho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagar, devagarinho, a população americana vai se frustando com as inicias expecativas sobre a propalada rapidez dessa guerra. Daí pra se colocar contra é um pulinho. A imprensa, como não é boba nem nada, começa então a reportar problemas a frente. A CNN, por exemplo, pouco a pouco e discretamente, insere gente contra a Administração Bush na sua telinha. Havia uma real impressão, criada pelos « gênios » da Administração atual, de que essa guerra duraria apenas algumas semanas. Já estão falando em meses agora e querendo levar mais tropas pra região. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, Nicholas Kristof escreveu um &lt;a href="http://www.nytimes.com/2003/03/28/opinion/28KRIS.html"&gt;artigo &lt;/a&gt; preocupante de como o mundo está vendo esse conflito. Pra nós, não há nada de novo. Mas para os americanos é preciso contar o bê-á-bá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma sexta-feira, Paul Krugman, que é o maior crítico da Administração Bush na mídia escrita, &lt;a href="http://www.nytimes.com/2003/03/28/opinion/28KRUG.html"&gt;desceu a lenha &lt;/a&gt; em Dick Cheney, que é conhecido de ambos os lados, Democratas e Republicanos, como o grande cérebro da Administração Bush. Num governo descerebrado, Cheney seria o grande visionário e estrategista. Krugman faz grandes acusações a Cheney, inclusive e sobretudo, sobre sua renomada visão estadista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficando ainda na sexta, há um &lt;a href="http://www.nytimes.com/2003/03/28/opinion/28FRI3.html"&gt;artigo &lt;/a&gt; acusando a Administração Bush de estar escondendo informações relevantes e conferindo superpoderes fiscalizadores a Cheney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os artigos foram pubicados nas seções de Opinião e Editoriais do New York Times que, finalmente, parece ter acordado de seu sono governista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. : as melhores cenas da guerra, porém, continuam com Bush. Essa semana, ele deu uma entrevista coletiva com Blair. Foi um constrangimento geral para o país inteiro. Bush, junto com Blair, é como um garoto de ginásio na frente do reitor da Universidade. Só faltou a camiseta. Vale a pena ver &lt;a href="http://www.whitehouse.gov/news/releases/2003/03/20030327-3.html#"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200067379?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200067379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200067379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200067379' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200066192</id><published>2003-03-29T12:04:00.000-08:00</published><updated>2003-03-29T12:08:26.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/williansburg bridge.JPG"&gt;&lt;br /&gt;Manhattan, vista da Williansburg Bridge&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Trovoada, Ressaca e Tabaco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada choveu em Nova York. Antes, porém, ouvimos trovões que precedem as tempestades. O barulho, que todos conhecemos desde os 3 anos de idade, teve outras repercussões por aqui. Por alguns segundos, garanto, todo mundo que estava na rua teve um frio na espinha. Depois de September 11th e Bush no poder, um trovão não é mais um simples fenômeno da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;Antes de ontem, acordei com o barulho de helicópteros sobre minha cabeça. Pensei: “iiii, deu caca”. Ligo a tal da NY1, a televisão local daqui e vejo lá que tinham fechado uma das pontes que dão acesso a Manhattan, a Williansburg Bridge, porque 2 suspeitos tinham se pendurado na correias da ponte. Vinte e quatro horas depois, em discreta e consternada notinha, disseram que os tais suspeitos eram apenas bêbados, que tinham saído de uma baladinha aqui no bairro, o East Village, e resolveram ver Nova York de uma melhor vista. Mais uma vez, depois de September 11th e Bush, precisamos ser mais consequêntes até quando bêbados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------&lt;br /&gt;Amanhã é o último dia para todos os fumantes de Nova York aproveitarem a noitada e se entupirem de cigarro. A partir de segunda-feira, cigarro é o segundo maior crime na cidade, perdendo só para explosões de prédios.  Não será permitido fumar em nenhum dos mais de 7 mil bares e restaurantes de Manhattan. Pessoalmente, quero que os fumantes se danem. Mas considerando o pacote inteiro, fico com pena dos dependentes. Imaginem essas intermináveis discussões sobre a guerra que se espalharam pela cidade e esse povo todo com a mão esquerda do copo órfã da mão direita do cigarro? Pobrezinhos. Bush deveria fazer uma intervenção no governo municipal e abrir uma exceção para o período de guerra. Mas aí há o grande risco da exceção acabar virando regra...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200066192?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200066192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200066192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200066192' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200058804</id><published>2003-03-27T22:05:00.000-08:00</published><updated>2003-03-28T05:58:12.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/weapons of mass destruction.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Weapons of Mass Destruction&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma frase que emplacou na sociedade americana. É um recurso simples. Não exige sofistificação de raciocínio, não exige prova em contrário, pode ser recitada por qualquer criança e expelida em qualquer circunstância, cortando o caminho que exigiria argumentação e retórica. A frase, colocada estrategicamente na retaguarda do pressuposto argumentativo e na justificação do resultado, está na manga de qualquer um, pronta pra ser utilizada, entre um e outro drink no bar. Na verdade nem é sequer uma frase, é uma combinação de três palavras: “weapons of mass destruction”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me venha dizer que Bush é arrogante, louco, autoritário, que despreza a comunidade internacional, que ignora apelos, tratados, requisições ou diplomocia. Pois se Saddan tiver “weapons of mass destruction”, tudo está perdoado, justificado e validado. Virou então moda pela cidade, entre os pró-Bushinianos, vomitar a frase nonsense sobre todo e qualquer argumento, não importa qual, e justificar, como que por magia, a insanidade disso tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, mais precisamente em São Paulo, havia um slogan semelhante, um recurso que se usava pra evitar argumentos cansativos e desnecessários e, como aqui, jogava o debate na sarjeta civilizatória: “rouba mas faz”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo é sempre a mesma coisa: contra a ignorância, não há argumento que se sustente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200058804?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200058804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200058804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200058804' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200049522</id><published>2003-03-26T09:27:00.000-08:00</published><updated>2003-03-26T09:32:04.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Democratas e Republicanos: há diferenças?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de pôr o pé nessa terra, ao menos antes de pôr o pé com o corpo inteiro e a determinação em forma de uma mala carregada pra alguns anos, minha impressão sobre Democratas e Republicanos era a mesma que tinha sobre as cervejas nacionais: o que vale é a temperatura e as condições externas. O conteúdo é muito semelhante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda continuo a achar que Kaisers, Antarcticas e Brahmas são primas de primeiro grau, quando não irmãs siamesas, pra horror dos torcedores de bar, que devem achar a afirmação um sacrilégio de um analfabeto do copo. Cervejas à parte, minhas impressões originais sobre Democratas e Republicanos mudaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil tendemos a torcer para que os Republicanos ganhem as eleições. Há razões para isso. Tradicionalmente, os Republicanos são menos protecionistas sob o ponto de vista econômico, o que em tese é bom pra qualquer um que negocie com os EUA, inclusive nós, os brasileiros. Acaba aí, porém, a razão da nossa torcida. E então começa o &lt;i&gt;imbroglio&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois muitas vezes não é fácil entender o que, afinal, determina a diferença entre esses dois partidos. Acostumados ao conceito de “direita” e “esquerda” e as idéias de capitalismo e anti-capitalismo que os acompanham, nós perdemos a referência num time em que todos são apenas capitalistas convictos. E aí reside a questão: este país, os EUA, têm, há algum tempo, uma agenda que se chama CAPITALISMO. Não há, portanto, perda de tempo e conversa fiada em discussões se isso ou aquilo deve ou não ser feito. A questão do &lt;b&gt;como &lt;/b&gt;ser feito é que coloca congressistas de um lado ou outro do pêndulo e os definem entre Democratas e Republicanos. Os EUA não pararam, como paramos, no mata-burro da história, pensando se seriam uma democracia, uma ditadura, um país socialista, extrativista ou qualquer outra forma embrionária de sistema. Nós, acabamos escolhendo o semi-capitalismo. Eles, abraçaram o capitalismo por inteiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria errado, porém, acreditarmos que uma agenda comum que traz só distinções tópicas condenem seus partidários a vala comum e a mesmice dos tecnocratas. Republicanos e Democratas revelam diferenças que não estão nos artigos de jornal, nem nos discursos da Câmara. Mas são importantes diferenças. Talvez só o dia a dia, na repetida cena de miudezas cotididanas, isso se revele. É preciso ouvir na linguagem solta de bar, nas rápidas trocas de comentários nos escritórios e no franco tête-a-tête dos bêbados nos casamentos para se ver, enfim, que há um grande universo que separa Democratas e Republicanos. É quase um estado de espírito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democratas tendem a ser mais tolerantes, mais &lt;i&gt;open-minded &lt;/i&gt;e mais indagativos. O preço disso é o tal do “politicamente correto”, essa onda maremótica que, em nome de nobres e reais valores, acabou por surrar por muito tempo a inteligência do mundo dos sensatos. No campo econômico, são mais conservadores e gostam de ver o Estado metendo o bedelho por todo canto. Usam calça cáqui sem prega e jeans com cintura baixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Republicanos não. Republicanos são seres taxativos. São liberais no campo da economia, mas querem o Estado autocrático dentro de suas casas. Não gostam de música eletrônica e tem regramentos morais inatacáveis, muito embora às vezes os violem quando as janelas se fecham e as luzes se apagam. São  puritanistas por vocação e aceitam a violência na TV, mas não toleram o erotismo (como disse com felicidade Norman Mailer, “cortar peitinho pode, beijar peitinho não”). Têm o mundo esquadrinhado numa prancheta de madeira de verniz e traçam paralelos e meridianos com precisão matemática. Não usam muitas vírgulas nas frases previamente pensadas e preferem o afirmar ao indagar, quase sempre em tom exclamativo. O preço é alto: têm pouca paciência para o diálogo e a tolerância é curta quando se deparam com diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma frase, Republicanos costumam ver o mundo em black &amp; white, enquanto Democratas vêem as coisas em tom mais acinzentado. O curioso, porém, é que eles acabam se igualando em situações extremas. Quando a coisa está morna, seguem, em sinfonia, o rito da agenda comum. Quando bate o sol do meio dia e os radicalismos falam alto, se encontram na intolerância. Não sei o que é mais perigoso: tentar argumentar com um Republicano que esta guerra é um equívoco ou avisar as feministas Democratas que o aborto também pode ser interpretado como um ato criminoso. A chance de um tapa na cara ou uma briga de braço é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que onde a razão se recolhe e a intolerância sai às ruas, é sempre a lei do grito que conta. E berro, é algo que decididamente não falta por aqui. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200049522?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200049522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200049522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200049522' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200046882</id><published>2003-03-25T21:23:00.000-08:00</published><updated>2003-03-25T21:23:58.310-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Contact Lenses&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/tempestadedeareia.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já imaginou, os pobres soldados que, como eu, usam lente de contato? Isso é que é dureza...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200046882?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200046882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200046882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200046882' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200046760</id><published>2003-03-25T20:50:00.000-08:00</published><updated>2003-03-25T20:59:45.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Notinha:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 2 minutos atrás, &lt;a href="http://www.michaelmoore.com/"&gt;Michael Moore&lt;/a&gt;, o tal, foi entrevistado na CNN por &lt;a href="http://www.cnn.com/CNN/Programs/aaron.brown/"&gt;Aaron Brown&lt;/a&gt;. Fiquei surpreso em vê-lo lá, numa TV que só traz gente pra defender a guerra, como já tive a oportunidade de dizer aqui. No finalzinho, já quase frustrado que ele, Moore, não tivesse dito nada sobre a cobertura da CNN, ele me vem com essa: "...eu é que agradeço, por ser a primeira pessoa em dias que é convidada por essa TV para dar uma opinião discordante". Aaron Brown tentou brincar, mas já era tarde. Televisão ao vivo tem esses riscos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200046760?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200046760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200046760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200046760' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200038032</id><published>2003-03-24T10:36:00.000-08:00</published><updated>2003-03-24T10:48:53.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/angelika cafe.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cafeteria no interior do cine Angelika&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;City of God&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bombas despencam no Iraque, mas Nova York não liga. Ando por Manhattan tranquilamente, pedalando minha bicicleta pra cima e pra baixo, aproveitando o início da primavera. Um privilégio que poucas cidades do mundo oferecem. Paro no Angelika, cinema mais aberto aos filmes estrangeiros e finalmente assisto ao “City of God”, o nosso Cidade de Deus. Sala lotada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorrio discretamente ao ouvir o fundo musical com sambas de Cartola. Pouca gente na platéia pode entender o que é ser brasileiro pra apreciar isso e dar a devida dimensão. Sobre o filme em si, muito já foi dito. É ótimo. Boa história, excelente produção, primorosa narrativa e atores de altíssimo nível. O tipo de coisa que faz você sentir orgulho quando está morando em terra estrangeira. Fernando Meirelles, definitivamente, acertou a mão. E sinceramente, não entendo o porquê de toda essa polêmica em torno do filme. A película é boa pacas. Period! Ponto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse Matheus Nachtergaele, brasileiríssimo com nome de gringo, é o Kevin Spacey brasileiro. Coisa fina.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200038032?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200038032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200038032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200038032' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200034956</id><published>2003-03-23T20:32:00.000-08:00</published><updated>2003-03-23T20:42:02.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Michael Moore recebe o Oscar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá com o inglês mais ou menos em cima? Se a resposta for não, vai no &lt;a href="http://encarta.msn.com/encnet/features/dictionary/DictionaryHome.aspx"&gt;dicionário &lt;/a&gt;e usa essa muleta eletrônica, mas não deixe de ler o discurso de agradecimento do Moore no Oscar ontem à noite, sob chuvas de vaias e aplausos. Grifos, desnecessários, meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Whoa. On behalf of our producers Kathleen Glynn and Michael Donovan from Canada, I'd like to thank the Academy for this. I have invited my fellow documentary nominees on the stage with us, and we would like to — they're here in solidarity with me because we like nonfiction. We like nonfiction and we live in fictitious times. &lt;b&gt;We live in the time where we have fictitious election results that elects a fictitious president. We live in a time where we have a man sending us to war for fictitious reasons&lt;/b&gt;. Whether it's the fictition of duct tape or fictition of orange alerts we are against this war, Mr. Bush. Shame on you, Mr. Bush, shame on you. And any time you got the Pope and the Dixie Chicks against you, your time is up. Thank you very much." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The British Connection&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeia o Bush, os americanos e quer boicotar o os EUA mas não quer deixar de fazer seu cursinho de inglês ou sua pós no exterior? Procura a &lt;a href="http://www.thebritishconnection.com.br"&gt;Cristiane Moncau&lt;/a&gt;, a advogada que de tão competente e esperta descobriu que ia ser mais feliz longe de advogados. Agora, dá assessoria nota 10 pra quem engole Blair mas não consegue respirar Bush. Salvem a rainha.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200034956?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200034956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200034956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200034956' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200030531</id><published>2003-03-22T17:33:00.000-08:00</published><updated>2003-03-22T17:33:02.230-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Nada como...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah...nada como morar nos EUA e poder assistir a TV ouvindo mentirinhas sobre a guerra, em vez de ter que suportar o hino do corinthians e replays dos gols a cada 5 minutos. Ah...que delícia são as vozes da CNN e o hino nacional americano...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200030531?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200030531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200030531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200030531' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200024611</id><published>2003-03-21T11:14:00.000-08:00</published><updated>2003-03-21T12:07:25.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sinal dos tempos...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"You know the world is going crazy when the best rapper is a white guy, the best golfer is a black guy, the Swiss hold the America's Cup, France is accusing the United States of arrogance, and Germany doesn't want to go to war." &lt;br /&gt;Anônimo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200024611?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200024611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200024611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200024611' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200016435</id><published>2003-03-20T07:33:00.000-08:00</published><updated>2003-03-20T07:33:00.376-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/new york rain.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Primeiro Dia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova York amanheceu quase em silêncio, com dia nublado e discretos respingos de chuva. Coisa rara por aqui. Quase diariamente há um céu límpido e provocativo, só pra lembrar aos paulistanos o que se pode fazer com a poluição quando há determinação política e engajamento civil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um certo clima de apreensão no ar. Mas não vejo medo. É a ansiedade do tipo pré-final de Copa do Mundo, tão cara a nós, brasileiros. Não se pode esquecer que a guerra, para os americanos, é um dos grandes esportes nacionais, só comparável ao beisebol e às finais do basquete. E por mais que tenha havido críticas ao Grande Chefe nos meses que precederam a estréia na Copa do Iraque, agora é hora de apoio. Mais ou menos como fizemos com Parreira e Zagalo, em anos de tortura e teste de paciência. Agora é hora de cruzar os dedos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200016435?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200016435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200016435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200016435' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200013768</id><published>2003-03-19T18:52:00.000-08:00</published><updated>2003-03-24T12:07:34.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/urna eletronica.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Culpados&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Se essa urna eletrônica fosse "made in USA"...Quanto bagunça teria sido evitada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I´m right, you´re wrong&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço Bush em seu pronunciamento à nação. Momentos antes, ouço depoimentos de soldados americanos no golfo, que confessam estar temerosos com a guerra. Lembro-me de uma frase que certa vez ouvi do jornalista Joel Silveira: “Ganha uma briga quem tem mais razão e mais raiva”. À Bush falta razão. Aos seus soldados falta raiva. Mas com mísseis Tomahawk na jogada a história muda de figura... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lula e Morrissey&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico lendo essas manchetes de jornal brasileiro e todos os pepinos que Lula anda passando. Imagino o barbudo Lula, no fim da tarde, com os pés na mesa, ouvindo um disquinho do The Smiths. Enquanto desce a mão esquerda pela barba felpuda, vai dedilhando na mesa de mogno os quatro dedinhos, em repetição atormentada. Lá pelas tantas, acompanha Morrissey com sua voz rouca: “I was looking for a job and I´ve found a job, but God knows....I miserable now...in my life.....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O outro homem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo meu, homem sempre altivo e seguro de si, rasteja como um homeless pelos corredores do escritório, desesperado com a mulher que lhe disse adeus. Bismarck estava errado. Não é a política que descaracteriza o homem. O amor, quando não correspondido, faz mais estragos do que a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estocolmo é ali&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou arrancado do meu sonho entre suecas, a beira de um lago qualquer da Escandinávia, com um telefonema do escritório no Brasil. Aviso a todos: aqui são 2 horas a menos, please! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suecas nunca mais voltaram....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Déjà Vu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro uma Budweiser e fico imóvel diante da CNN, esperando o bombardeio começar. Fazia a mesma coisa no Brasil. Mas aí era a Antarctica que mandava, e os caças nacionais tinham nomes como Miller, Careca e Sídnei. Bons tempos aqueles... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200013768?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200013768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200013768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200013768' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200006993</id><published>2003-03-18T15:24:00.000-08:00</published><updated>2003-03-18T15:24:52.423-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cansei de falar desse assunto. Os cartoons dão conta de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/bush UN.JPG"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200006993?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200006993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200006993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200006993' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-200001280</id><published>2003-03-17T15:30:00.000-08:00</published><updated>2003-03-17T16:18:38.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/blender.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pergunta&lt;/b&gt;: será que é possível ter um sistema de comentário profissional, que funcione, assim como um liquidificador, que colocamos na tomada, ligamos, desligamos e não temos nenhum problema? Quando, afinal, essa era da informática será parte do nosso uso cotidiano sem que tenhamos que nos preocupar se essa porcaria toda funciona ou não? Argh!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-200001280?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200001280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/200001280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#200001280' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90852575</id><published>2003-03-17T07:29:00.000-08:00</published><updated>2003-03-17T07:29:33.886-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Kaka2.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No Soho, com Kaká&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia acabado de tirar o casaco. Por baixo, apenas uma camiseta. Fui andando então, molemente, pelo sol, lembrando que há meses esse gesto não era possível. O inverno tinha sido rigoroso. Mas uma hora tinha que acabar. Era certo. Todos sabiam, eu sabia, uma hora esse inverno chegaria ao fim. Nada disso, porém, diminuia o castigo dos meses de frio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora era tempo de aproveitar. Com o casaco pendurado nas costas e entre um passo e outro pelas ruas do Soho, apinhada de turistas e também de locais, vi, então, entre a multidão, um menino, um rapaz com cara de criança. O rosto, mais do que conhecido, ia se aproximando. Fui chegando perto, apressando o encontro fortuito. Quando a meio metro de distância, indaguei, com grande surpresa, quase exclamativamente: “&lt;i&gt;Kaká?&lt;/i&gt;”. Ele, espantado, olhou direto pro meu rosto, procurando nos meus traços uma face amiga. Antes que esboçasse qualquer resposta, perguntei de novo: “&lt;i&gt;Mas o que é que você está fazendo aqui? Você não era pra estar em São Paulo? Hoje é a final do campeonato(paulista). Você não era pra estar lá?&lt;/i&gt;”. Um pouco tenso, trocou a sacola da Ralph Lauren da mão direita pra esquerda, juntando-a com outras, ainda mais pesadas e de nomes não menos conhecidos. Com a mão direita agora livre, passou-a pelo cabelo, enquanto ganhava tempo e engolia em seco. Então disse: “&lt;i&gt;É, era, mas você sabe, essa pressão toda, essa cobrança, sei lá, achei que era melhor dar um tempo.” Fiquei impaciente: “Mas o time precisa de você, você é a estrela. Tá todo mundo te esperando!”. &lt;/i&gt;“&lt;i&gt;Eu sei, eu sei..&lt;/i&gt;.”, respondeu, meio cabisbaixo e desviando nervosamente o olhar. “&lt;i&gt;Mas é que, não sei..&lt;/i&gt;.”. E finalizou a conversa, assim, sem terminar nada, só dizendo que tinha que ir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei no relógio, faltavam 20 minutos pras quatro da tarde. Cinco e quarenta no Brasil. Parei o primeiro táxi que surgiu. Tinha que ir pra casa. O UOL prometera transmitir a final pela internet. E, realmente, não houve decepção, tudo correu direitinho. Ao menos lá com a transmissão. Em campo, antes que o desastre se consumasse, fui cercando o gramado com os olhos, procurando Kaká, na esperança que aquele rapaz do Soho fosse apenas uma miragem, uma ensolação, qualquer coisa assim. E por um momento pareceu isso mesmo, pois ele estava lá, com a camisa 10, me confundindo ainda mais. Logo, porém, percebi que era só seu corpo e não havia tido um delírio minutos atrás. O verdadeiro Kaká não tinha entrado em campo, estava fazendo compras numa tarde de primavera no Soho, aproveitando a súbita passagem do sol pela cidade. E o São Paulo, claro, acabou pagando a fatura. A próxima, e última partida, é sábado que vem. Daqui, até lá, teremos vôos diários para o Brasil. Todos sem escala. Espero que ele tenha mudado de idéia e embarque a tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As compras na Ralph Lauren custaram caro aos são-paulinos. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90852575?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90852575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90852575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90852575' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90691821</id><published>2003-03-13T22:41:00.000-08:00</published><updated>2003-03-16T16:20:51.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Agradecimento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou confirmado ontem que este blog não foi para os Top3 do Ibest, como eu havia previsto anteriormente, tendo em vista as então estatísticas em andamento. O Saddan foi mais competente, pois até agora continua lá, “imexível”, e esse blog dá adeus a corrida maluca. Há algumas semanas atrás eu estava muito entusiasmado com a idéia de papar esse prêmio. Não pelo dinheiro, que o câmbio reduz a pó, além do destino que havia sugerido ter sido outro. Mas, confesso, queria faturar a taça pelos louros da glória. Secretamente, porém, explico, na esperança de que isso diminua a vaidade, que o púlpito teria o condão de, quem sabe, dar a alavancada necessária para que esse advogado aqui fosse, pouco a pouco, invertendo as posições e deixando a advocacia apenas como hobby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nas últimas semanas algo mudou. Percebi que, na verdade, embora o prêmio fosse um grande estímulo, o objetivo já havia sido atingido. Desde agosto do ano passado, quando comecei esse blog, por indicação do &lt;a href="http://168horas.blogspot.com"&gt;Freddy Bilik&lt;/a&gt;, um amigo que saiu do status de conhecido para o de fiel companheiro, além do apoio e incentivo da &lt;a href="http://www.doutromundo.com/canais/amarar/archives/2002_12_23_amarar_archive.html"&gt;Fernanda&lt;/a&gt;, sempre presente e entusiástica, só tive alegrias. A primeira, foi o prazer de escrever, que nem sabia que tinha comigo. Preso entre petições, contratos e memorandos, não sabia que havia outro mundo lá fora. No Direito, há muito espaço para articulação, mas é a do tipo utilitária. É preciso se contorcer e se arrastar entre tecnicismos. Virgulas demais não são permitidas, interrogações não existem e intejeições são o sacrilégio que não admite fiança. Não é possível, pois, condimentar o texto com nenhum molho ou figura de estilo. Nem sequer uma pitada de reticências é possível. Proibido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda, foi a de recrutar velhos amigos. Pessoas que nunca mais havia ouvido falar acabaram descobrindo este espaço e pude então saber o que aconteceu com aqueles rapazes e meninas do colégio, hoje casados e decorados por filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira, e talvez melhor de todas, é que acabei descobrindo tanta gente bacana e interessante, tanta gente de bem, tantas almas sensíveis, tantas pessoas engajadas, combativas, dedicadas, emotivas, tantas pessoas preocupadas em deixar algum legado, tantas almas se contorcendo em perguntas e respostas, em busca de viver plenamente, de se expressar e contestar, que, sinceramente, hoje, eu, um solitário, já nem me sinto mais assim sozinho. Aos poucos e naturalmente, um círculo foi se formando. Um círculo de quase anônimas amizades que foram tomando forma de palavras e mensagens. E hoje posso dizer, com certeza e alegria, que sempre terei uma mesa de chopp aí por essa terra abençoada com uma cadeira pronta a ser oferecida, a ser compartilhada com gente que quero bem, e que me quer bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever, no fim, acho que é, de alguma forma, também aprender a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos leitores e votantes. E ao &lt;a href="http://www.doutromundo.com"&gt;Fernando Bueno&lt;/a&gt;, pela ajuda toda de fazer esse negócio funcionar. O ano que vem está aí, com mais IBest. Se até o Palmeiras, Santos e Corinthians aguentaram firme na fila...ora bolas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90691821?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90691821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90691821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90691821' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90555608</id><published>2003-03-11T20:17:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T20:47:22.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/davinci.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Teste&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era menor, mais novo, tinha a idéia de que as namoradas e os amigos mereciam um rígido teste cultural antes de serem agregados ao rol das amizades, ou às relações de afeto. “Não conhece esse Diretor?” “Nunca ouviu falar desse filme?” “Como assim não leu esse livro?” Diante das respostas negativas, o menear da cabeça com ar de desprezo. Se tivesse feito o mesmo teste comigo, variando as perguntas, eu mesmo não teria passado, de tão rigoroso e pretensioso, o teste. Coisa de moleque besta. De uma chatice tão grande e de um esnobismo tão nonsense que só pode ser perdoado por ter ocorrido antes dos 20 anos de idade. Graças a Deus, essa fase já foi. Ou ao menos acho que se foi. Mas deixei de fazer bons amigos por conta disso e corro atrás até hoje dessas possíveis amizades, amizades que morreram sem se iniciar. Sempre acho, porém, que ainda há tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas às vezes tenho vontade de reeditar o velho testezinho, com avaliação um pouco menos severa, adaptado ao meu novo estilo, agora mais crescidinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que, quando li há algumas semanas atrás um mini e precioso texto estampado lá no blog do &lt;a href="http://nacaradogol.blogspot.com"&gt;Rafael Lima&lt;/a&gt;, esse carioca que é um sofistificado observador da internet, sempre com olhar apurado, um comentário charmoso e de fina ironia, pensei que poderia pôr em prática a velha tática. Quando vi lá o texto que ele lá colou, o texto assinado pelo &lt;a href="http://vertigem.blogspot.com"&gt;Bruno Garschagen&lt;/a&gt;, fiquei com vontade de imprimir, dobrar em quadradinhos e colocar na carteira. Quando encontrasse alguém especial, sacaria o texto do bolso, desdobrando-o como um origami e mostraria ao indivíduo, com a pergunta imediata: “Diga lá, o que acha disso?” Qualquer resposta que não seguisse um sorriso macio de encanto com um adjetivo emendado de enaltecimento, teria nota de reprovação imediata e o indivíduo estaria condenado às trocas de superficiais cordialidades. Pois eis o texto, uma pérola do mundo blog:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “&lt;i&gt;Não li os clássicos, nem os essenciais, nem os medianos, nem os necessários. Nunca ouvi as aveludadas vozes do jazz nem os cantos celestiais da música erudita. Sou um pésssimo decorador de frases e pensamentos soltos. Tenho graves dificuldades para a argumentação filosófica. Mas será preciso tudo isso para descobrir os prazeres de ser educado; de saber acariciar um corpo feminino; de gargalhar insanamente com pessoas amigas; de ter a certeza de que o uísque pode levar ao melhor dos mundos?”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário final do Rafael também viria impresso: “E o Bruno ainda vem com aquela audácia de assinar o blog”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem é mais chic.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90555608?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90555608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90555608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90555608' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90504910</id><published>2003-03-10T22:14:00.000-08:00</published><updated>2003-03-11T08:23:48.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/The Next Attack.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Guerra, Infelizmente (II)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês estivessem por aqui nesta terra, se lessem os jornais locais, se ouvissem as televisões regionais, se sintonizassem as rádios tocando raps e pops estúpidos, e no meio de tudo isso escutassem as palavras de Bush, soltas e desengonçadas, não só aquelas no teleprompter, em cadeia nacional, mas ouvissem também as entrevistas coletivas, as risadas sarcásticas, a arrogância em cada resposta, o olhar pretensioso, a obsessão messiânica, a falta de cortesia, a escassez de raciocínio, o argumento tosco, a resposta pronta e repetida, se ouvissem tudo isso, dia após dia, pela manhã, à tarde e também no fim da noite, e, de quebra, vissem também a desfaçatez das cadeias de televisão, que ignoram solenemente a voz das ruas, locais e estrangeiras, como não houvesse senão um grito, aquela voz berrante da Casa Branca, estariam, como estou agora, bem p. da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pessoas debatem, contestam, duvidam, questionam-se, interrogam-se, reticentemente, sobre se vale ou não a pena ir a essa guerra, essa corja que é a administração Bush não descansa em seu rolo compressor. Ameaça atores, jornalistas, sugere represálias por meio de eufemismos, manda recados, sonega informações, distorce dados, aumenta fatos, fabrica números e, às vezes, como um réquiem operístico, esqueçe qualquer nesga de formalidade e mete gente na cadeia mesmo, aqueles sem voz ativa e passaporte vencido. Na imprensa, a vergonha é quase total. Até o New York Times, com receio de perder os furos e informantes internos, manera nas críticas ao Grande Chefe. A CNN, CBS e toda a porcaria do fast food jornalístico gasta horas e mais horas trazendo analistas pró-Bush no horário das 8. A cada uma hora, uma reportagem sobre o Smith, o Henry, o Larry, ou qualquer outro menino-soldado, legitimamente ansioso em cumprir seu trabalho. Vez ou outra, enfiam de improviso uma tímida voz opositora dessa guerra, pra fingir que se faz o jogo do equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, até hoje, até a véspera da guerra, não ouvi uma voz, um retumbante barítono lá de trás que viesse rasgando entre a platéia e denunciasse a farsa da peça. Uma ou outra garganta mais ou menos afiada vaia vez ou outra lá do fundo. Mas é chamado solenemente a permanecer em silêncio, com a anuência inercial dos descontentes. Com exceção de &lt;a href="http://www.pkarchive.org/"&gt;Paul Krugman &lt;/a&gt; e meia dúzia de jornalistas espalhados entre a &lt;a href="http://thenation.com"&gt;The Nation&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://tnr.com/index.mhtml"&gt;The New Republic&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.newyorker.com/"&gt;The New Yorker&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.harpers.org/"&gt;Harper´s&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.theatlantic.com"&gt;The Atlantic&lt;/a&gt;, gente que vem a público, sem pruridos, acusar esse governo que está aí, de canalha e mentiroso, há um silêncio geral na imprensa. Não há quem diga com todas as letras quem é essa turminha de Bush, gentinha como John Ashroft, &lt;a href="http://www.defenselink.mil/bios/rumsfeld.html"&gt;Donald Rumsfeld&lt;/a&gt;, Richard Perle e Dick Cheney. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de toda essa guerra não é a guerra em si, nem tampouco um ditadorzinho de araque a ser chutado na latrina da história. O que mais assusta é a precariedade de justificativas. Também nem são as justificativas em si, que poderiam até ser muitas. O problema é como foi feita a escolha dessas justificativas, o critério determinador e a forma que tem sido sido conduzida. Não há sequer um membro desse governo que venha a público, com clareza de raciocínio, articulação e retórica, palavras educadas, argumentos consistentes, dizer, enfim, que é preciso levar isso a cabo. Não há preocupação em legitimar esses atos de forma definitiva, nem sequer formalmente. A obsessão de aprovar essa nova Resolução da ONU virou quase uma piada. As consequências dessa ausência de elaboração de idéias, são as piores possíveis. Pra dar um mal exemplo, mas ilustrativo, é como combater a candidatura Lula dizendo que este não teve educação formal, é nordestino, fala errado e não tinha compostura estética. Todo o debate é empobrecido e as reais questões de sua eventual incapacidade não são atacadas, restando o preconceito rasteiro e vulgar da apelação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta guerra que vem por aí é isto. Bush conseguiu arregimentar, entre seus seguidores, o que é de mais tacanho nas consciências americanas. Juntou o pior da América. Fez um apelo pobre do ponto de vista religioso, usou a lógica mentirosa e fajuta do link com o terrorismo. Fomentou o ódio vulgar ao seus opositores. Estabeleceu a dicotomia maniqueísta própria dos piores radicais. Juntou Deus, Diabo, patriotismo, populismo, amor e ódio, tudo no mesmo pacote embrulhado. Enfim, foi buscar nos confins da América, entre os conservadores do Nebrasca, os racistas de Minessota, os protestantes da Pensilvania, os judeus ortodoxos de Nova York, todo o apoio pra sua empreitada. Não se esforçou sequer em se mostrar inteligente. Um lamento. Um lamento para o mundo e para todo mundo. Mas sobretudo para o povo americano. Um povo que merecia, e já teve, gente de muito melhor estirpe.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90504910?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90504910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90504910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90504910' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90426955</id><published>2003-03-08T19:11:00.000-08:00</published><updated>2003-03-08T19:14:23.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Aviso&lt;/b&gt;: este blog está em reconstrução. Como o tal do &lt;i&gt;Ground Zero&lt;/i&gt;, está ainda trabalhando as fundações. Já tem projeto escolhido, mas ainda continua no maternal. Ignorem, portanto, essas seções aí como &lt;i&gt;Wish List &lt;/i&gt;e Leituras Recomendadas. Estou trabalhando nisso. Também não dêem muita bola para os Textos Publicados e Melhores Sites, este último total e vergonhosamente defasado. O Fernando Bueno prometeu me ajudar, quando sobrar um tempinho lá na firma &lt;a href="http://www.doutromundo.com/"&gt;DoutroMundo&lt;/a&gt;. Tomara que seja mais rápido que a reconstrução do &lt;i&gt;Ground Zero&lt;/i&gt;. Aqui, não houve concorrência pública.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90426955?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90426955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90426955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90426955' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90418912</id><published>2003-03-06T21:09:00.000-08:00</published><updated>2003-03-06T22:30:40.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Manhattenses&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhattan, pra quem não sabe, é uma ilha. Costumam chamá-la também de Nova York, mas tecnicamente não é. Confunde-se a parte com o todo, pois que Nova York compreende a ilha de Manhattan, mas abarca também o Brooklin, tem espaço para o Queens e, claro, curva-se diante do temido Bronx, todos esses fora da ilha. O novaiorquino típico gosta de falar que não é de Nova York, mas sim de Manhattan e que o resto é a turma do “B &amp; T” (bridge and tunnel; ponte e túnel), numa “deferência” aos moços e moças que cruzam diariamente as pontes e túneis em busca de pão e diversão em Manhattan. Mas dentro desta ilhota há também outras divisões, pautadas pelo alinhamento geográfico e muito reveladoras da personalidade novaiorquina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Politicamente falando, por exemplo, quanto mais ao norte se anda, precisamente do lado leste (“upper east side”), mais republicana a cidade fica. No Brasil, a palavra “republicano” significa “neo-liberal” ou “de direita”, ou qualquer outro nome que o PT escolha para os seus adversários, dependendo da eleição. É aí, pois, que os pró-Bush se reproduzem, comem e tiram cochilo no fim da tarde. É a casta judia e protestante da cidade. Quanto mais ao sul, mais multi étnica a cidade fica, mais permissiva e mais Democrata também. E “Democrata” aqui siginfica PT, PSDB e toda turma do centro-esquerda no Brasil, além de gente como João Mellão Neto e amigos. Em minha modesta opinião, os verdadeiros novaiorquinos, ou seja, os americanos que menos retratam a caricatura americana, aqueles que sabem que Buenos Aires não é a capital do Brasil, os caras mais &lt;i&gt;open-minded&lt;/i&gt;, os que apóiam a união gay e fumam marijuana nos fim-de-semana, moram ao sul da ilha. Há exceções, evidentemente, e nem é preciso falar disso, pois na regra a exceção vem contida. Mas no geral é isso que ocorre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nossas escolhas políticas são extremamente reveladoras de nossa personalidade, as atitudes também mudam. Mulheres do &lt;i&gt;upper east side &lt;/i&gt;por exemplo não são as mesmas que as de &lt;i&gt;downtown&lt;/i&gt;, o sul da ilha. Lá pra baixo, há menos maquiagem e um pouco mais de rebolado. O tom de voz é mais melódico, o olhar menos disperso e, se bobear, ela até te paga um drink, antes mesmo de você oferecer algo em troca. Lá ao sul, cabelos soltos são bem vindos, saias jeans são aceitas e ausência de &lt;i&gt;soutien &lt;/i&gt;é permitida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem diferente da turma do norte. A moça do &lt;i&gt;upper east side &lt;/i&gt;é logo descoberta, mesmo que esteja em um lounge lá embaixo, em &lt;i&gt;downtown&lt;/i&gt;. De longe, sentadas no bar, já se percebe. Uma conversa rasteira prova que o seu pré-conceito em relação a elas (separado mesmo) é, na verdade, um conceito muito bem acabado. A mulher do norte da ilha usa expressões clássicas. Vale-se de frases soltas de interjeição, usadas como muletas semânticas pra enganar o intelecutor, que pode achar que são legítimas e espontâneas formas de emoção. Geralmente vêm em frases como: “You did?”, “You´re kidding!”, “Really?” e, a mais cobiçada delas: “Amazing!!!” (expressando admiração). Além disso, fazem repetidos movimentos laterais com a mão, dando rápidas paradinhas no ar, em perfeita consonância com as frases dispersas. Sob o aspecto visual, o clássico e previsível carregar na maquiagem, o uso do botox às baciadas, o silicone a tiracolo e o hábito religioso da malhação diária na academia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, porém, tudo isso pode lhe enganar. Pode ser uma moça de &lt;i&gt;downtown&lt;/i&gt;, passando-se por menina do &lt;i&gt;uper east side&lt;/i&gt;, louca pra fisgar um desavisado. É preciso, portanto, recorrer ao teste definitivo, já que o conhecimento do eleitorado é imprescindível nessas horas. Por isso, faça o teste decisivo: olhe nos olhos da gringa. Se a expressão for gélida e os olhos forem como o olhar de um tubarão, congelado e sem expressão, você meu amigo, está com uma legítima novaiorquina do &lt;i&gt;upper east side&lt;/i&gt;. Sem alma ou bossa. &lt;i&gt;No doubt about that&lt;/i&gt;. Tem então duas alternativas. Diga que vai ao banheiro e pegue o táxi na esquina, sem dores ou remorsos, ou, peça mais um drink que elas tomam, um &lt;i&gt;cosmopolitan&lt;/i&gt;, e aceite as circustâncias, adicionando a noite ao rol das experiências antropológicas e curriculares. A segunda escolha terá consequências. Apesar de formalmente em companhia, você, meu velho, está na mais séria de todas as solidões: a solidão acompanhada. Capriche no drink, a noite será longa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90418912?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90418912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90418912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90418912' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90394135</id><published>2003-03-01T15:42:00.000-08:00</published><updated>2003-03-01T15:50:00.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Miamenses I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De passagem aqui por Miami passo horas e mais horas entrando e saindo de carros, nesta cidade que lembra São Paulo pela vida automotiva, o Rio pela Babilônia à beira-mar e nenhum outra, nenhuma outra cidade, pela falta de alma no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada quilômetro que se anda – e acreditem, os quilômetros são infinitos – há um campo de golfe, bonito e bem cuidado, para um monte de gente sem fazer nada dar suas tacadas. Tudo indica que há mais campos de golfe por aqui que campinhos de futebol no interior do Brasil. Naturalmente, o lugar acaba atraindo quem já está em negociação com o paraíso divino. E por todo lugar que se olhe vemos velhinhos de pele avermelhada, camisas coloridas, bermudas folgadas e mocassim com meia de qualquer cor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho americano é terminar a vida assim, mansamente, antecipando o éden num campo de golfe da Flórida, em temperatura amena e constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como as economias de uma vida foram rechonchudas, há também infinitos prédios de luxo que circundam os campos de golfe, como se tivessem um Central Park à disposição na sacada. Fico imaginando o perigo de uma tacada errada alcançar uma dessas varandas no fim da tarde e antecipar toda a negociação dos velhinhos com o Homem lá de cima. A semelhança com o Rio se estreitaria um pouco mais. “Morto por uma b&lt;b&gt;o&lt;/b&gt;la perdida”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90394135?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90394135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90394135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90394135' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90392281</id><published>2003-03-01T00:55:00.000-08:00</published><updated>2003-03-01T01:03:03.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;E que vença a...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/0,8318,1404653,00.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;melhor!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que não há justiça no Brasil? Pois a moça aí acima, de nome Simone Tavares, acaba de ganhar o concurso &lt;a href="http://www.paparazzo.globo.com"&gt;Paparazzo &lt;/a&gt;da &lt;a href="http://www.globo.com"&gt;www.globo.com&lt;/a&gt;. Eu achei suuuuuper justo. Você não achou?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90392281?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90392281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90392281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90392281' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90384412</id><published>2003-02-27T09:47:00.000-08:00</published><updated>2003-03-01T01:38:58.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;E que vença o...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Slide30.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;pior!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumem-se, essa coisa insossa aí, lá ao fundo, de autoria de um senhor chamado &lt;b&gt;Liebeskind&lt;/b&gt;, fará parte da paisagem novaiorquina em breve. Como sempre, no final o que conta é o tal do &lt;i&gt;money&lt;/i&gt;...ou, em versão brasileira: "Manda quem pode. E obedece quem tem juízo."&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90384412?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90384412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90384412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90384412' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90376628</id><published>2003-02-25T21:37:00.000-08:00</published><updated>2003-02-25T21:43:05.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Esportivas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas experiências esportivas mais fascinantes do que correr a noite no Central Park, sob uma tempestade de neve. E não é só o resultado final que conta, lá já no parque. É o processo de acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho, pela 5a avenida, vejo mulheres elegantes saindo de lojas ainda mais elegantes, protegidas sob longos capotes de  preços impublicáveis. Um lance de perna aparece, entre passos apressados na fuga da neve. Mulheres de perfeição tão rara de ver que até em propagandas são ocasionais. Geralmente surgem, celestiais e inatingíveis, em aveludados sorrisos, vendendo anel de brilhante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres assim, de tal elegância, só podem ser forjadas abaixo de zero. E num capitalismo no último dígito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive curiosidade, sincera curiosidade, por esse negócio de nutrição. Essa coisa de carbohidratos, proteínas, essa coisa toda. Minha curiosidade nunca foi além de projeto a ser implementado, junto com estudar alemão e tocar trompete. Mas, no caso em questão, por puro receio não saiu das intenções. Achei que se aprendesse um pouco a respeito ia começar a me policiar, evitando coisas como pizzas aos domingos à noite com os amigos, ou ovos com bacon no café da manhã com a namorada, além, é claro, do pior das privações, a cerveja ao cair da tarde com todo mundo. Por precaução, nunca li nada sério sobre o assunto, evitando até reportagens da Veja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, a opção pela ignorância é a melhor medida. Além de espiritualmente mais saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fim de semana tomei um porre com amigos por toda a &lt;i&gt;downtown &lt;/i&gt; novaiorquina. Comecei no West Village, com inofensivas cervejinhas. Fui pra Tribeca, passando pro whisky. Desviei pro Soho, mas mantive a linha, continuando no whisky. Acabei em Meat-Pack District, com menos compostura, nadando entre prossecos. No dia seguinte, tive uma dor de cabeça terrível e acabei recorrendo ao tal de Advil, essa belezura de alopático que há meses não tomava. A sensação, porém, é que essa história de correr a &lt;a href="http://www.parismarathon.com"&gt;Maratona &lt;/a&gt; tá me deixando fraco com as bebidas. Fiquei preocupado, achando que poderia perder o gosto pela coisa. Pelo bem da minha saúde, tomei então uma decisão radical. Sem volta e nem arrependimentos. Daqui um mês, juro que paro com tudo. Nunca mais corro na vida! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês pensam que vão se mandar pro carnaval, sassaricando entre pedras de gelo no copo e olhares de esgueio, e eu ficar por aqui, entre flocos de neve na cabeça e olho colado no computador? Nãnaninanão!!! Tô me mandando pra Miami agora à noite. Volto na segunda. Se é verdade que o samba tem som de merengue e o rebolado é de silicone, pelo menos a temperatura empata, me levando pro &lt;i&gt;tie-break&lt;/i&gt;. Antes, porém, um aviso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://premio.ibest.com.br/topten/topten.asp?IDSite=8402&amp;IDCategoria=112&amp;NomeSite=Amarar+em+New+York&amp;Selo=1"&gt;VOTEM NO AMARARRRRRRRRRRR!!!&lt;/a&gt; (a votação acaba hoje à meia noite!)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90376628?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90376628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90376628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90376628' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90367501</id><published>2003-02-24T09:21:00.000-08:00</published><updated>2003-02-24T17:25:58.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/avocado tree.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Guerra, Infelizmente (I)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O novo mainstream&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho ouvido e lido, de gente muito inteligente e articulada, palavras e textos bem pensados, raciocínios elaborados, fina ironia e elegantes silogismos, tudo em favor da guerra que vem por aí. Há também, dentre todos esses refinados pensamentos, uma tendência a jogar pro lado de lá, entre os “burros” do mundo, a defesa da não-guerra. Fico pensando, depois de ler tudo isso, como o tal do “politicamente &lt;i&gt;in&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;correto”, essa corrente que nasceu como uma legítima reação às bobagens e modimos políticos e sociais, acabou por virar lugar comum, repetindo, à inversa, as mesmas leviandades que, em tese, nasceu pra combater. Faz parte do &lt;i&gt;mainstream &lt;/i&gt;agora, assim como o “politicamente correto” dava o tom dos anos 90. Não tenho vergonha, porém, de passar pro outro lado, assumindo essa minha condição de “politicamente correto” ou, se preferirem, dentre os “burros” do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo ontem à tarde um programa de rádio em Nova York (“Jonathan Schwartz – The Sunday Show”), o narrador, com imprevisíveis comentários, sempre curiosos e pessoais, disse, entre um Frank Sinatra e outro, que gostava muito de abacate, o fruto, mas que cada vez mais tinha dificuldade em comer um bom abacate em Nova York. Todos sem sabor nem consistência, dizia ele. Os culpados seriam os plantadores californianos, que estariam “forçando” os abacateiros a fazerem algo que não queriam fazer, ao menos por este momento. Ou seja, não era a hora de os abacatinhos virem ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que vejo Bush na TV e as notícias todas sobre essa guerra sobre o Iraque, tenho essa impressão de alguém indo além do limite do razoável. Há qualquer coisa lá que não soa bem. Mas não me parecia que a imagem do cowboy texano, dando esporadas e golpes de chicote na opinião mundial, era o &lt;i&gt;portrait&lt;/i&gt; mais adequado. Jonathan Schwartz, sem querer, me deu agora a charge perfeita. Na verdade, o estilo Bush, de alterar o curso natural das coisas, criando partos prematuros e riscos de deformação, é mais parecido com um plantador de abacate californiano, não com o cowboy texano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Guerra em si&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há poucas chances de que esta guerra dos EUA contra o Iraque seja evitada. Pode ser que o seu início seja adiado, por algumas semanas a mais talvez, mas é praticamente impossível que não ocorra. É uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um pacifista nem tampouco um defensor moral da paz a qualquer preço. Sigo a cartilha dos moderados, segundo a qual, às vezes, em nome dessa própria paz, é preciso declarar guerra, da mesma maneira que em nome da democracia, é preciso proibir os atos que são contrários e ameaçadores ao sistema democrático. Por pura perspectiva utilitária, damos um murro na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço, porém, que a declaração de guerra é sempre um fracasso humano. É uma constatação de que houve uma incompetência, entre ambas as partes, de encontrar uma forma menos traumática de superar um desentendimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há gente, mais revolucionária, que vê na guerra algo romântico e encantador, uma manifestação necessária de tempos em tempos, enobrecedora do espírito humano, criadora e formadora de caráteres que só a experiência da dor pode trazer. São, portanto, justificáveis, as guerras. De fato, como não se encantar com aquela cena do Gen. Patton, interpretado por George C. Scott, em que no “day after” da batalha, suspira, em excitação e mea culpa: &lt;a href="http://funwavs.com/wavfile.php?quote=3364&amp;view=1"&gt;“God help me, I do love it so”&lt;/a&gt;. Ou como negar os laços de amizade, honra, respeito e patriotismo que a guerra, por definição, aporta a uma nação? Não há charme em reformas, mas há muita “adrenalina” nas revoluções. Não é sem razão que líderes como Che Guevara continua um ícone juvenil, estampado pelo mundo afora em baratas camisetas de fundo verde musgo. E a revolução francesa é um &lt;i&gt;best seller &lt;/i&gt;muito mais vendável do que a sua prima Inglesa, que merece somente breve comentário nas aulinhas de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me parece que a idéia de guerra, na acepção romântica de outrora, já faz parte do passado, não? Guerras atualmente, em escala mundial, são cirúrgicas e digitalizadas. Não tem mais espaço para o apelo dos velhos clichês de honradez e heroísmo. É difícil, portanto, atualmente, justificar as guerras pelo seu viés romântico, pelo seu componente de formador e enobrecedor de caráter. Em tempos de ataques aéreos em pedal eletrônico, é pouco provável que o dilema entre a escolha entre o heroísmo e a covardia seja forjado no tabuleiro do computador. Não há mais trincheiras e corpos na lama que permitam os olhos nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro comum argumento recorrente em nome da guerra são os laços de nacionalismo e estreitamento social de uma nação, que só o conflito com o inimigo comum proporciona. O senso comunitário e as costuras sociais seriam apertadas até o último nó, dizem, com ganhos e benefícios futuros. Há aí uma distorção. União nacional, nacionalismo, é premissa, não resultado. Pode ocorrer inversamente, é verdade, mas é efeito colateral e, no mais das vezes, a dose do remédio mata antes de eventual benefício. O nacionalismo sempre nasce como a catapulta necessária, o instrumento de fácil manejo, a serviço dos governos ou dos grupos para-militares, pra dar o pontapé unificador e fazer o chuverinho na área. É sempre apelo rasteiro e vulgarizado dos laços comuns, da mesma etnia, dos tipos cruzados de sangue. Todo mundo conhece o truque e há centenas de exemplos históricos. Não preciso citar nenhum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Iraque, uma história diferente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que transpuséssemos os obstáculos acima, o que permitiria ver a guerra, digamos, de uma forma mais nobre, ainda assim fica difícil justificar essa guerra no Iraque. A razão é que aqui falta tudo. Não há “romantismo” envolvido, não há coesão social entre os americanos, não há sequer claros objetivos definidos. Do ponto de vista lógico, é falho. Do lado estratégico, não emplaca. Sob o aspecto moral, é manco. O problema maior desse potencial conflito não é nem sequer se os “fins justificam os meios”. Nem se Bush é o demônio reencarnado. Tampouco se os EUA são uma real ameaça à paz na terra. O problema aqui, que salta aos olhos, é que sequer os fins foram justificados, quanto mais os meios. Não houve até agora nenhum sério debate a respeito do real objetivo disto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganam-se, pois, quem acha que as manifestações anti-guerra nos EUA são fruto de uma cândida massa de pacifistas, sempre dispostas a evitar a guerra, em qualquer circunstância, por simples opção moral. Equivocam-se os que acham que há nesses movimentos um rescaldo dos anti-globalizantes, do movimento verde, ou de qualquer outro surreal manifestação anti-capitalista. O que está ocorrendo nesse país e pelo mundo afora, não é somente um ato anti-americano, ou anti-Bush, ou anti-McDonalds, ou, ainda, uma tentativa de velhas potências européias em defender o seu prestígio esmaecido, ou seus regionais interesses comerciais envolvidos nesse conflito. O problema é que, como os abacateiros da califórnia, este é um parto prematuro e deformado. E as consequências aqui são um pouco piores do que abacates sem sabor e consistência. Há indicativos, claros e inequívocos, de que as variantes do tempo ainda não tornaram essa discussão suficiente madura e acabada. Anda tudo muito verde pela América. E as pessoas sabem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, pois, difícil imaginar que os malefícios e consequências de uma safra apressada seriam desastrosos. Antes que se esqueça: há muitas vidas em jogo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida humana, iraquiana, ou qualquer que seja, não pode ser relegada apenas como uma bandeira de apelo fácil e piegas, pertencente a pacifistas “alienados”. Aos “politicamente incorretos” de plantão: às vezes é preciso se preocupar um pouco menos com estilo e o formato, e aderir de vez às roupagens populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda assim lhe parecer repugnante demais sucumbir aos apelos do baixo clero e o grito nostálgico da guerra bater mais forte, lembre-se de que não precisamos de uma guerra pra vivermos toda a experiência humana. A vida, por si só, nos trará surpresas suficientes em nossos universos particulares, dores infinitas e silenciosas, e também emoções sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, não precisamos de uma guerra pra descobrir isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90367501?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90367501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90367501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90367501' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90353097</id><published>2003-02-20T21:14:00.000-08:00</published><updated>2003-02-20T21:24:32.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;ATENÇÃO, ATENÇÃO!!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltam só 6 dias pra terminar a votação do IBest. Pelas últimas contas, Amarar está mais ou menos com as mesmas chances de Saddan de evitar a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajude o Amarar a reverter esse quadro. Entre nessa campanha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;b&gt;Diga não à guerra e sim ao Amarar&lt;/b&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de quebra, concorra a um carro &lt;b&gt;francês &lt;/b&gt;"Citroem X-Saara", um legítimo anti-Bush. Corra na bolinha dourada ao lado!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que seja tarde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90353097?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90353097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90353097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90353097' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90344045</id><published>2003-02-19T07:56:00.000-08:00</published><updated>2003-02-19T09:54:14.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A América volta a ser a América &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;(Bush imita Collor e chama o povo às ruas. Contra ele mesmo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ouvi dizer, desde a época em que ouvia Thriller, do Michael Jackson, que os EUA eram uma nação decadente, sem valores, a beira de um colapso moral. E os comentários vinham de colegas brasileiros. Isso mesmo, nós, brasileiros, no auge da sacanagem dos anos 80 no Brasil, em que o bacana “era levar vantagem em tudo”. Não só pela fonte em si, mas pelo próprio objeto da crítica, nunca comprei essa história, que mais parecia a raspa de um discurso pouco elaborado da esquerda nacional, recalcada e magoada com si mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase 2 anos vivendo em Nova York, noto que há uma certa verdade nisso tudo que se dizia dos EUA há 20, 30 anos atrás. Embora não esteja certo de se à época a crítica procedia. E muito menos da legitimidade de seus críticos. Michael Jackson, porém, decaiu. E muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, contudo, é que algo se perdeu na América. O caminho em busca do sucesso foi tão obsessivo e custoso, que foi preciso deixar algumas idiossincrasias de lado, na expectativa que era possível pegar o guarda-chuva da moralidade mais tarde, lá na frente. O boom econômico pelo qual passou os EUA nos anos 90 fez então esquecer até mesmo que havia um guarda-chuva. Nem se acreditava mais em chuva. Tudo era um céu azul e límpido de prosperidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ironia do destino, foi nesse mesmo céu azul de brigadeiro que aquela manhã de 11 de setembro ocorreu. E, na verdade, nuvens já haviam se formado anteriormente, com a bolha que se explodiu na internet. Tudo após é história conhecida. Escândalos corporativos viraram lugar comum como nossos tupiniquins escândalos políticos pré FHC. Mas, a queda foi se acentuando. E como em toda queda séria, veio o coice. A patada foi em forma moral, mas ainda não tinha deixado cicatrizes profundas. Embora houvesse, aqui e ali, sussuros entre os americanos, perguntando-se se as escolhas foram as certas, se os rumos estavam corretos, se o mapa não tinha falhas, havia uma certa inércia presente em toda a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate político, por exemplo, tinha virado uma pasteurização ideológica tão grande, que o máximo de diferença entre Democratas e Republicanos era a questão de se cortar ou não impostos. Esse era o grande debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltava algo mais, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que, de repente, algo ocorreu. Como sempre, foi preciso algo extremo pra chacoalhar a passividade dos cidadãos, que aqui, ao contrário do que comumente se pensa, também existe. Como em 91, quando assistíamos, perplexos, às barbaridades do Collor sem fazermos nada, foi preciso que o próprio verdugo, ele mesmo, o Collor, criasse uma oposição que começasse a falar. E chamasse o povo pras ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui não foi e não tem sido diferente. Foi preciso que o próprio Bush provocasse o debate anti-Bush. De fato, o presidente americano trouxe à tona tão grotescamente o tema da guerra, de forma tão arrogante, tão indelicada, tão insensitivamente, que o americano médio, que normalmente apóia qualquer ação militar em nome da pátria, começou a se questionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, debates caseiros, entre pais e filhos, foram tomando os intervalos nos escritórios, correndo pros bares e misturando-se na cerveja, se espalhando nos cafés, nas pausas dos cookies, se acumulando nas esquinas junto com a neve que não pára. E nos metrôs, nas esperas de ônibus, o assunto foi parar entre os best-sellers, superando até mesmo as conversas sobre o tempo nos elevadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucas semanas, o que se vê por aqui é um renascer da velha América, aquela que estava adormecida entre o excitamento de ações em disparada das empresas “ponto.com”. Os EUA que aprendemos a admirar por enfrentar seus problemas, aqueles EUA que vomitam o intestino de seus conflitos, de suas discordâncias, publicamente, parece estar de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que em um sábado gelado de inverno, milhares de pessoas saíram às ruas dizendo não à Guerra. Famílias inteiras marcharam em protesto. Crianças e cachorros acompanharam. De repente, do nada, um debate moral se instalou. Um debate ideológico veio a tona, contra toda a corrente que dizia que a história tinha acabado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em 91 com nossa marcha anti-Collor, Bush polarizou o bem e o mal e fez nascer entre os cidadãos a pergunta de que, afinal, se existe o tal do bem e o mal, é preciso questioná-lo. E é preciso lutar pelo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia de feriado nacional por aqui, o “Presidents´ Day”, que começou anos atrás com uma homenagem ao presidente Lincoln. Coincidentemente ou não, uma tempestade de neve trancou todo mundo em suas casas nesta segunda-feira. Se quiser simplificar, há duas formas de ver isso. Para Bush, com certeza, a tempestade é obra do mal, e Saddan já deve estar sendo culpado por isso. Mas há, de outro lado, aqueles que vêem isso como um sopro de Lincoln, avisando que é tempo de ficar em casa e refletir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas próximas semanas a resposta virá. Resta saber, porém, qual a resposta que emergirá entre os metros de neve nas ruas. Fica também a pergunta de quem limpará toda a sujeira. Além, é claro, de quem pagará a conta... &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90344045?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90344045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90344045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90344045' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90336108</id><published>2003-02-17T14:45:00.000-08:00</published><updated>2003-02-17T14:52:28.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/soho neve.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;West Broadway, Soho, New York, 4 da tarde. Dias de tempestade na América...&lt;/b&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90336108?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90336108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90336108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90336108' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90331574</id><published>2003-02-16T13:56:00.000-08:00</published><updated>2003-02-16T13:56:22.293-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Precisa dizer algo mais?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/USGunTriggerGlobeIraqHajja.gif"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90331574?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90331574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90331574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90331574' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90329107</id><published>2003-02-15T18:47:00.000-08:00</published><updated>2003-02-16T12:19:33.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/folheto gueri-gueri2.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, exatamente hoje, falta uma semana pro arranca-asfalto paulistano. A banda do Gueri-Gueri desfila nas ruas de São Paulo no sábado que vem. Feliz de quem pode ir e se divertir, ralando coxas e usando antídoto de luxo contra o sol escaldante, em intermináveis cervejas geladas. Vou ficar aqui e fazer de conta que nada acontece. Por favor, me mantenham na doce felicidade dos ignorantes. Não me mandem fotos da festa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/15protest-nyc-horiz.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpri o dever cívico local, numa gelada tarde de sábado (-6o C) e fui me juntar a mais de 200 mil pessoas em protesto contra a guerra que se aproxima. Como, contudo, já estou muito adaptado aos hábitos locais, finda a passeata fui fazer umas comprinhas na &lt;a href="http://www.nike.com/usa/"&gt;Nike Town&lt;/a&gt;, a Disneilândia dos esportistas, os verdadeiros e os de cartão de crédito. Civilismo, aqui, rima com consumismo. Não há nada mais americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é daqueles que, como eu, vive se culpando pela pilha de jornais por serem lidos no canto do quarto? O New York Times veio com a solução pra sua culpa. Por US$ 0,65 (em vez dos R$ 10,00 na Banca Europa em SP) você compra o exemplar do jornal do dia, exatamente como é impresso, em forma eletrônica. Além de não sujar as mãos, o jornal não se acumula ali a sua vista, te olhando inquisitoriamente a cada dia que é deixado de lado. É o “me engana que eu gosto” das letras. Ficamos somente com a sujeira virtual, debaixo do carpete eletrônico. Qualquer coisa, é só desligar o computador. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://homedelivery.nytimes.com/cgi-bin/gx.cgi/AppLogic%2bFTContentServer?pagename=user/NewsStand/TransitionP&amp;ExternalMediaCode=N72XX"&gt;Experimentem.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush disse que dorme como um bebê. Colin Powell retrucou, dizendo que dorme como um bebê tambem, só que acorda dando berros a cada 2 horas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na observação poético-filosófica de &lt;a href="http://www.yeats-sligo.com/"&gt;William Yeats&lt;/a&gt;: “The best lack all conviction, while the worst are full of passionate intensity.” (Aos melhores, falta convicção. Aos piores, sobra intensidade passional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fredinho, cada vez melhor, veio com esse criativo, engraçado e hiper bem escrito artigo sobre o Don Juan moderno. &lt;a href="http://www.fredam.blogspot.com"&gt;Confira.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90329107?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90329107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90329107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90329107' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90321887</id><published>2003-02-13T22:10:00.000-08:00</published><updated>2003-02-13T22:39:51.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;High Alert&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(ou, Maquiavel às Avessas)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro o New York Times  e leio que o governo americano (que corretamente eles chamam de &lt;i&gt;Admnistration &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;e não de &lt;i&gt;Government&lt;/i&gt;, já que &lt;i&gt;government &lt;/i&gt; são todos os Três Poderes) informa ao país que seus cidadãos devem ficar em &lt;i&gt;high alert &lt;/i&gt;diante da ameaça terrorista. Veja, não é só em alerta. É em &lt;i&gt;high alert&lt;/i&gt;! Romário na área. Alerta máximo, protege o gol! Ligo a CNN e há lá, no canto esquerdo do vídeo, um bonito logozinho pra você não se esquecer, enquanto frita os ovos e adiciona o bacon, que o país está em &lt;i&gt;High Alert&lt;/i&gt;, em posição de alarme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante frisar que não é só às forças armadas que o governo Bush pede atenção total. Não é somente também à CIA, ao FBI ou às milícias estaduais. Não é tampouco apenas aos secretários de Estado, aos homens do Congresso, aos juízes e promotores. Não. O presidente, em entrevista coletiva, pede, implora, quer de qualquer jeito, que o cidadão comum, esse que come pizza no almoço e vê Friends na TV, esse cidadão que masca chiclé e fuma escondido, que diz I love You em lugar de goodbye, este sujeito com sobrenome Smith, Larry ou Schwartz deve, a partir de agora, ficar em alerta. &lt;i&gt;High alert&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando, já que me proponho ser um educado estrangeiro vivendo em terra alienígena, como posso contribuir pra ficar em &lt;i&gt;High Alert &lt;/i&gt;e, assim, ajudar ao meu país hospedeiro a evitar as mazelas terroristas. Como, contudo, sou apenas um cidadão comum, contribuo na medida do possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, hoje por exemplo, resolvi exercitar os conselhos do presidente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava nevando bastante de manhã. Como eu estava já em &lt;i&gt;high alert&lt;/i&gt;, tomo muito mais cuidado que de hábito pra atravessar a rua e não escorregar na esquina. Um motorista-terrorista não teria perdão em passar por cima. Dou lentos e medidos passos de alerta. Logo depois, já indo ao trabalho, enquanto esperava o metrô, dei 2 discretos passinhos pra trás da faixa limite, afinal, o alerta é máximo e o risco de um terrorista na retaguarda não deve ser descartado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho, não abri emails de quem não conhecia. Me mantive alerta. Telefonemas de gente com nome estrangeiro, nem pensar! Estou em alerta! Correspondências da ConEdison, a companhia de eletricidade americana, me chamando pra pagar a continha? Pode ser um truque. Anthrax no correio. Melhor não, vou esperar passar o estado de &lt;i&gt;high alert&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou marcando pontinhas de cidadania durante o transcorrer do dia, em estado de alerta total, numa grande união nacional para o “alertismo”, essa nova corrente da moda lançada por Bush, o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me vem então à memória, sem descuidar do meu constante estado de alerta, aquelas aulinhas de história, quando me contaram que os Medici, entre outros ensinamentos recebidos, aprendiam com &lt;a href="http://www.philosophypages.com/ph/macv.htm"&gt;Maquiavel&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www-hoover.stanford.edu/bios/rice.html"&gt;Condoleezza Rice&lt;/a&gt; da época, que era preciso lançar ao povo a notícia de que o pão subiria 300%, quando o percentual desejado era somente 100%. O boato virava realidade descontada e, então, havia um regozijo geral entre a plebe. E o objetivo estava alcançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapazes de saber onde, quando e em que proporção um possível ataque terrorista poderá ocorre em solo americano, a incompetente Administração Bush solta seus gritos de alerta. A diferença com o truquezinho maquiavélico e sua deturpada versão moderna em forma texana é que lá o resultado escondia um desejo planejado, as garras de uma aristocracia pronta pra arrancar um maior pedaço da torta. Aqui, é jogo na defesa. Não passa de uma patética maneira de uma perturbada e desinformada administração se proteger de uma opinião pública reticente e desconfiada. Em caso de dar tudo errado, o dedo apontador e acusatário, agora covardemente no ataque: “A gente bem que avisou, não avisou?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decididamente, com Bush só ficando em alerta. &lt;i&gt;High alert&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: publiquei esse artigo ontem no site da &lt;a href="http://www.revistatrip.com.br"&gt;Revista Trip&lt;/a&gt;, do qual passo a partir de agora a contribuir semanalmente.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90321887?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90321887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90321887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90321887' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90316613</id><published>2003-02-12T22:39:00.000-08:00</published><updated>2003-02-12T23:21:49.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Aviso aos Navegantes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de horas e horas na madrugada e inevitáveis olheiras na manhã seguinte, acabou saindo o novo visual aí, fruto de um desejo pessoal de há tempos deste que vos escreve. A verdade é que já não ia mais com a cara do antigo &lt;i&gt;layout&lt;/i&gt;, ainda que tenha sido o que mais me chamou a atenção desde a primeira vez que o vi. Mas sempre foi um prêt-a-porter, uma peça disponível a qualquer consumidor, com sobras na manga e cintura apertada. Precisava de algo mais pessoal, um corte de alfaiate, com tamanho certo no colarinho. Mas por que tanta preocupação visual, dirão alguns, se o negócio aqui é a escrita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever, ainda que de forma amadora, não é só um exercício expressivo que ajuda a descarregar nossas angústias e esclarecer nossos confusos pensamentos, que ficam vagando desordenados durante os intervalos no nosso dia a dia. Escrever, além dessa função utilitária, é também um desejo estético. É um capricho da alma em querer arrumar a casa sim, mas é também um desejo secreto de pendurar o quadro e pôr flores na sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como a minha língua é a portuguesa, só sei dar bom dia, boa noite e pedir comida em “templates”, essa cochichada língua nos bastidores da internet. Felizmente, porém, tem gente que fala. E fala muito bem, além de escrever e ler com fluência. Gente como Fernando Bueno, o homem &lt;a href="http://doutromundo.com"&gt;“doutro mundo”&lt;/a&gt;, esse mundo de signos e asteriscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui, pois, meu agradecimento ao Fernando, um talento que soube entender em palavras nacionais o que eu queria, sensibilidade para traduzi-las em códigos binários e, por mágica, dar-lhes cor e formato. Valeu Fernando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: o Fernando promete que vai me ajudar a botar essa joça pra funcionar nas próximas 24 horas. Senão, retiro tudo que disse aí em cima, viu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Todo dia, uma nova palavra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando era criança ou quase já adolescente, a escola nos mandava comprar o Dicionário Aurélio, o Mini-Aurélio. Ocorre que, para minha surpresa e decepção, o Aurelinho, o Aurélio em forma abreviada, vinha não com as palavras mais difícies, aquelas impronunciadas. O Mini-Aurélio tinha só palavras ordinárias da nossa rica língua portuguesa, palavras que falamos na cozinha com os pais ou no recreio com os amigos. Por anos a fio passei vasculhando livrarias de todo o país atrás de um dicionário de bolso que realmente servisse ao propósito e justificativa de ser carregado a tiracolo. Nunca encontrei. Pensando nisso e sugestionado por um gringo que coleciona palavras difíceis da língua inglesa, resolvi fazer o mesmo com nosso portuguesinho. Assim, a partir de agora, todo dia uma nova palavra, dessas que você não vê por aí, em qualquer esquina e saindo com qualquer um. Vai ser divertido pra mim. Espero que seja pra vocês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90316613?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90316613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90316613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90316613' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90311503</id><published>2003-02-11T23:16:00.000-08:00</published><updated>2003-02-11T23:16:26.430-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;AMARAR com novo VISUAR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, correções, melhoras, adaptações, explicações, agradecimentos. Por ora, joga o perfume por cima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90311503?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90311503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90311503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90311503' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90310871</id><published>2003-02-11T19:10:00.000-08:00</published><updated>2003-02-11T19:11:24.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Se joga na área!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Collin Powell diz que encontrou uma fita que comprova a relação de Osama com Saddan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra aqueles jogos decisivos, em que seu time, precisando da vitória a qualquer custo, não consegue sair do 0 x 0 até os 47 do segundo tempo e, então, como por milagre, alguém cai de maduro na área e o juiz sai correndo como uma gazela pra marcar pênalti? Pois é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90310871?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90310871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90310871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90310871' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90302832</id><published>2003-02-10T09:17:00.000-08:00</published><updated>2003-02-10T09:21:15.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Sugestão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de lançar uma sugestão para todos os 10 finalistas do Ibest Blog. A sugestão é que o vencedor deste concurso, qualquer um que seja, DOE, parte ou total do prêmio, para uma instituição de caridade brasileira. Sei que cada um deve ter seus planos, seus cartões de crédito pra pagar, o cheque especial em atraso e aquelas férias necessárias pra serem bancadas. Mas acho que pelo menos uma parte desse dinheiro não faria mal a ninguém e ajudaria muita gente. Há muitas instituições sérias pelo Brasil, mas aproveito pra recomendar uma, que foi criada aqui nos EUA por brasileiros que por aqui vivem. Chama-se Brazil Foundation. Quem quiser saber mais sobre a instituição, &lt;a href="http://www.brazilfoundation.org/index_pt_b.html"&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90302832?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90302832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90302832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90302832' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90296339</id><published>2003-02-08T13:04:00.000-08:00</published><updated>2003-02-10T08:49:42.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Columbia Bullshit&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E continua. Páginas e mais páginas de jornais são escritas sobre essa história da Columbia. Quando todo mundo já estava perdendo o interesse sobre o “não-sai-da-moita” guerra do Iraque, do céu veio a salvação da imprensa. E então, jornalistas, nacionais e estrangeiros, iniciaram sua enxurrada de pitacos sobre se a tal da asa esquerda teria sido atingida por destroços, se o tanque de combustível estaria assim ou assado e blá, blá, blá. Um tédio inútil e sem fim. O que é isto afinal? Um assunto absolutamente técnico é alçado a objeto de achismos na imprensa, com reprises e mais reprises, talk shows, fotos coloridas e gráficos bem feitos de página inteira. Tudo como se pudéssemos descobrir a causa do desastre como quem discute se o atacante estava ou não impedido no tira-teima da Globo. Um olho na cena e uma cerveja na mão. E em minutos temos uma opinião pública formada. &lt;i&gt;Welcome to the American way of life&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Enquanto isso...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto toda a baboseira lá de cima continua a todo vapor, um assunto realmente sério passa despercebido. Ed Rosenthal, médico no Estado da Califórnia, acaba de ser condenado a 5 anos de cadeia. Seu crime, dar &lt;i&gt;cannabis sativa&lt;/i&gt;, a tal da maconha, aos seus pacientes, para aliviá-los da dor. A lei do Estado da Califórnia proíbe a prática? Não. É ilegal então? Tecnicamente não, mas a administração Bush tá se lixando, e quer que o ato seja considerado de alçada federal, passando por cima das leis estaduais, tão sagradas no estado federativo norte-americano. &lt;a href="http://religionanddemocracy.lib.virginia.edu/library/tocs/HMJFedr.html"&gt;Madison e Hamilton&lt;/a&gt; devem estar se revirando na tumba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Muito mais&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse é apenas um dos malefícios desse governo Bush. Um governo conservador, radical, mal intencionado e terrivelmente autoritário. E apesar do consumo só ter aumentado nos últimos anos, falar em legalização das drogas é um vespeiro que ninguém quer mexer por aqui. É mais fácil matar o Saddan, ou chorar pelos tripulantes da Columbia. É menos arriscado e dá mais ibope. E, claro, a colheita é promissora. Dá muuuuito mais votos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90296339?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90296339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90296339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90296339' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90284325</id><published>2003-02-05T21:07:00.000-08:00</published><updated>2003-02-06T10:16:37.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Foster.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desclassificado...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim escolheram os &lt;a href="http://www.renewnyc.com/plan_des_dev/wtc_site/new_design_plans/2designs.asp"&gt;2 finalistas &lt;/a&gt; para a reconstrução do WTC (World Trade Center). Não consigo entender como &lt;a href="http://www.fosterandpartners.com/internetsite/html/"&gt;Foster &lt;/a&gt; ficou de fora. As torres musculosas de Foster eram a cara do espírito "engole esse choro meu filho", tão presente na cultura americana. Além do mais, trazia um quê provocativo, rasgando o céu novaiorquino em sinuosas e arrojadas formas. Pareciam ter sido arrancadas da terra pelas mãos da ira divina. Era tudo o que a cidade precisava pra reverter a ressaca estética causada pelo vazio do WTC. Para os defensores da necessidade de um memorial às vítimas, ficaria reservado esse projeto de &lt;a href="http://www.twinpiers.com/"&gt;Fred Bernstein&lt;/a&gt;, tão genial quanto desprezado. Mas houve votação entre burocratas e interesses corporativos. E a oportunidade de ouro de reparar o dano visual causado pelas Torres Gêmeas em 76 foi pro brejo. Espero que não tenhamos outra chance...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90284325?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90284325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90284325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90284325' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90277065</id><published>2003-02-04T12:44:00.000-08:00</published><updated>2003-02-05T08:05:11.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Uma Noite Esportiva em Nova York&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cometi a insanidade de me inscrever na &lt;a href="http://www.parismarathon.com/marathon/2003/fr/index.html"&gt;Maratona de Paris&lt;/a&gt;, que ocorrerá em abril próximo. Já que me propus a isso, tenho que seguir a cartilha do treinamento, direitinho e sem choro. Cair na mão de paramédicos franceses em vez de celebrar com chateau-qualquer-coisa depois da corrida seria patético. &lt;i&gt;Patétique&lt;/i&gt;! Pois bem. Diz lá o treinozinho em francês que domingo, meus caros, é dia de correr 2 horas seguidas. Repito: 2 horas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito a repentina mudança de temperatura pra tentar uma corrida ao ar livre, fora do complexo-camundongo da esteira. Oito da noite. O pavoroso inverno deu um tempo. Faz “só” 5 graus celsius lá fora. É pra comemorar (&lt;i&gt;Si tu est dans la mérde, moitié merde, c´est bon&lt;/i&gt;). Respiro fundo, não penso muito nas 2 horas e vou me aprontando. Calça de nylon, tênis habitual, camiseta, malha e gorro na cabeça. Um sonzinho pra ajudar vai junto. Nas costas, uma mini valise com uma câmera. Sim, vou tentar um registro visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decido fazer todo o percurso em &lt;a href="http://www.lowermanhattan.info/"&gt;Lower Manhattan&lt;/a&gt;, o que em português é a Zona Sul. Saio então pela 14o Street, pego a Avenue B e logo dobro à direita, na 12th Street. Ando sem freios, rumo oeste, na 12a Street, passando por um sem-números de restaurantes &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0005.JPG"&gt;(a)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0007.JPG"&gt;(b)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0026.JPG"&gt;(c)&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0006.JPG"&gt;Casais&lt;/a&gt; também andam grudadinhos por ali. Sem pressa. Mais 10 minutos e estou na Broadway, onde então entro à esquerda. A Broadway corta a cidade de ponta a ponta e, aqui por baixo, é recheada de comércio corriqueiro, &lt;i&gt;no charm&lt;/i&gt;. Mas eis que uma loira escultural dá um sorriso discreto de boa noite. Diminuo o passo... não, resolvo continuar a corrida. A luz da cidade é fraca, pode ser “loiro”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 25 minutos estou na Houston Street, que é a porta de entrada do Soho. O visual muda de figura. O comércio, até então desinteressante, dá lugar a atrativos ambientes, como estes com seus &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0009.JPG"&gt;segredos&lt;/a&gt; de Gisele Bündchen...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo firme na Broadway e mais alguns minutos estou na Canal Street, o paraíso das peruas brasileiras que cruzam o continente em busca de Louis Vitton falsificada. A Canal Street (que tem esse nome por ter sido, literalmente, um canal no passado) também anuncia que o Soho chegou ao fim. Está na hora também de mudar de disco no Walkman. Sai Smiths, entra Pixies.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário agora vai ficando um pouco mais sóbrio e mais inóspito. Estou entrando no Financial District, em direção ao cone sul da ilha, lá mesmo onde viviam as Torres Gêmeas do &lt;a href="http://www.lowermanhattan.info/rebuild/new_design_plans/"&gt;WTC&lt;/a&gt;. Antes, ao meu lado esquerdo e colado na magnífica ponte do Brooklin &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/NyBrookBdge.jpg"&gt;(1)&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/NyBrookBdge2.jpg"&gt;(2)&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0010.JPG"&gt;City Hall&lt;/a&gt;, a prefeitura de Nova York, a casa do Mr. Bloomberg. Mais algumas quadras e músicas a frente encontro o famoso &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0015.JPG"&gt;Touro de Botero&lt;/a&gt; que avisa que já estou no centro financeiro da cidade. Não há viva alma na rua. É a velha Nova York, onde tudo começou e aonde tudo parece não ter fim. É o velho centro de São Paulo, é a Cinelândia novaiorquina. Mas a diferença não está no volume das Bolsas de Valores. A moeda sem preço é que aqui pode-se correr a noite sem ser assaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo ao lado do &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/spring00.jpg"&gt;&lt;i&gt;National Museum of the American Indian&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, do Ferry Boat que vai pra Estátua da Liberdade e viro à esquerda na Water Street. Sigo firme e solitário pela Water, cruzando a Fulton Street, ao lado do simpático Pier 17, passando embaixo da ponte do Brooklin até terminar em Chinatown, onde outra cidade dá suas boas vindas. Entro na Mott Street e, das trevas, faz-se a luz. O colorido desordenado de Chinatown é bem vindo. Pelo caminho, dezenas de restaurante de cara esquisita, &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0021_0001.JPG"&gt;lojinhas&lt;/a&gt; vendendo bujigangas em todas as formas e cores, e &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/DCP_0022_0001.JPG"&gt;bancos que aprenderam a falar chinês.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Cruzo novamente a Canal passando pelo Lower East Side. No caminho, atravesso Elisabeth Street e me lembro da entrevista no dia anterior na TV em que Martin Scorsese conta que cresceu naquela rua. Por um segundo, imagino o jovem Scorsese dando estilangadas nas vidraças e amarrando fogos de artíficios nos rabos dos gatos. Scorsese com certeza começou cedo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estou de volta à Houston e passando pelo melhor pastrami da cidade, da Katz´ Deli. Com 1 hora e 40 min. de corrida penso em deixar tudo de lado e cair no pecado da carne. Recorro à perdida fé católica e não sucumbo à tentação. Pra ajudar, troco de disco, ponho Burt Bacharah na vitrola eletrônica. Só faltam 25 minutos. Preciso de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou seguindo em direção leste da Houston, até ela se encontrar com a Avenue B. Dez anos atrás esse percurso seria impensável. Teria virado pastrami, aquele que não comi, antes mesmo de tomar o rumo norte. Dizem que foi obra do antigo prefeito, o Giulianni. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Burt Bacharah passando a mão na cabeça com canções de amor, começo a olhar no relógio e fazer a contagem regressiva. O negócio começa a apertar. Pensamento positivo, faltam só 15 minutos. Já estou no coração do East Village, perto de casa, e percebo que menosprezei minha capacidade. Se não der umas voltas na &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/tompkins.jpg"&gt;Tompkins Square&lt;/a&gt; chego antes do programado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Só 5 minutos, quase tudo acabado. Chego em casa com dever cumprido. O resultado? A corrida vai muito bem, a escrita ok e vida de fotógrafo precisa ainda de muito treino...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90277065?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90277065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90277065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90277065' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90273172</id><published>2003-02-03T17:36:00.000-08:00</published><updated>2003-02-03T17:36:41.110-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.estadao.com.br/eleicoes/governolula/noticias/2003/fev/03/287.htm"&gt;Tava demorando...&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90273172?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90273172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90273172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90273172' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90270742</id><published>2003-02-03T08:26:00.000-08:00</published><updated>2003-02-03T10:51:14.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Tio Sam tem andado chateado...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/beattie.gif"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90270742?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90270742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90270742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90270742' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90265428</id><published>2003-02-01T19:20:00.000-08:00</published><updated>2003-02-01T19:22:41.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/roy_scheider_gene_hackman_the_french_connection_001.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Gene Hackman e Roy Scheider em The French Connection. Sem explosões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Muito barulho por Nada (sobre a tragédia da Columbia)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi mais um dia de tragédia por aqui. Mas não é qualquer tragédia. É uma es-pe-ta-cular tragédia. Parece uma sina. Será que esse país não pode terminar um capítulo sequer de sua história só encostando a porta, assim, sem bater? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estrondo, porém, não foi tão alto. Não teve o mesmo impacto de 86, com a Challenger. Longe disso. Aqueles eram outros tempos, época em que explosões estavam no rol das últimas cartadas na manga. Eram impensáveis na vida real e faziam parte do recurso extremo nos filmes. Seu uso, uma apelação em última instância. Rostos estupefatos eram garantidos com uma boa perseguição de carros. Claro, com algumas batidas no final. Mas sem explosões que ocupassem toda a tela. Havia uma ética do entertainment. Era uma linha que não se podia cruzar. Todos sabiam disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explosões vieram e com elas uma sede por mais. Bin Ladden, também fruto de seu tempo, sabia que precisava inovar. E como Tarantino, inovou. O World Trade Center foi, pois, o símbolo final de que as explosões, agora parte do dia a dia, também tinham perdido seu apelo persuasivo. Era preciso mais. E mais foi adicionado. Era preciso explosão, ok, mas tinha de haver algo além. Isso! Prédios caindo! Prédios caindo com explosão! Pronto. Um novo paradigma estava formado e restaurava-se um novo rol de emoções. Mas como sempre, havia o ticket na entrada. E a tragédia de 11 de setembro, ao cruzar a linha do aceitável, também impõs seu ônus. Foi o fio dental na roupagem americana. Agora não há mais pra onde ir. Daqui pra frente, ou a nação se desnuda totalmente em uma destruição atômica, ou tudo fará parte do mainstream de emoções perdidas, como a Columbia no dia de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a &lt;a href="http://www.cnn.com/"&gt;CNN&lt;/a&gt; o dia inteiro veiculando a triste notícia de mais uma tragédia na &lt;a href="http://www.nasa.gov/home.html"&gt;NASA&lt;/a&gt;, era de se esperar um surto de comoção pelo pais. Não há. Pego o telefone e ligo para um amigo americano pra falar do programa de hoje a noite. Tudo combinado. Não se fala em Columbia, nem lamenta-se o ocorrido. Bush fala à nação com lágrimas nos olhos. Não cola. Assim como nós, brasileiros, já nem ligamos para a violência diária, eles, os americanos, acostumaram-se a fogos coloridos no ar e “breaking news” nas TVs a cabo. A linha já foi cruzada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah...Se tudo tivesse ficado naquelas batidas de carro do French Connection...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: sobre a tragédia de hoje, veja o excelente artigo de &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeNoticia?codigoDaNoticia=3886&amp;dataDoJornal=atual"&gt;Pedro Dória&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://nominimo.ibest.com.br/servlets/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeSecao?codigoDaSecao=1&amp;dataDoJornal=atual"&gt;No Minimo&lt;/a&gt;. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90265428?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90265428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90265428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#90265428' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90259781</id><published>2003-01-31T08:57:00.000-08:00</published><updated>2003-02-03T20:08:51.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Médico que Virou Físico&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando pelo Brasil, bato o olho num livro do &lt;a href="http://home.attbi.com/~noah.gordon/index.htm "&gt;Noah Gordon&lt;/a&gt;, um best seller em nossa terra. O livro chama-se &lt;a href="http://home.attbi.com/~noah.gordon/books.htm"&gt;“O Físico”&lt;/a&gt;. Dou uma olhada nas páginas internas e descubro que o título original é “The Physician”, o que em inglês significa médico clínico. “Físico”, na língua daqui de cima, traduz-se por “physicist”. Bom, isso foi no título do livro. Agora imagine você aqueles diálogos lá pelo capítulo 15 quando fulaninho tenta explicar pra fulaninha seus sentimentos por ela, com todas as nuances e interjeições das conversas entre moços e moças. É capaz de, na tradução, o relacionamento terminar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que fico nos livros de línguas que decifro, no original. Tradução é nova obra. Tolstoi vai ficar pra outras vidas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cappucino  d´origine controlée&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem coisa melhor do que fugir de –15oC na rua e entrar numa dessas Starbucks pra tomar um cappucino quentinho? Eu sei que tem, mas nao por U$ 4.95...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, por favor, não faça a conta em reais. Senão seu café vira vinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90259781?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90259781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90259781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#90259781' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-90249499</id><published>2003-01-29T08:37:00.000-08:00</published><updated>2003-01-29T08:37:08.036-08:00</updated><title type='text'>Tic-Tac</title><content type='html'>Depois do &lt;a href="http://www.npr.org/ramfiles/news/20020129.stateoftheunion.speech.ram"&gt;discurso&lt;/a&gt; de ontem, o escritório de Saddan deve estar assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/payggne.gif"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-90249499?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90249499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/90249499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#90249499' title='&lt;b&gt;Tic-Tac&lt;/b&gt;'/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-88160924</id><published>2003-01-28T08:13:00.000-08:00</published><updated>2003-01-28T08:21:29.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/28ANDE.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Super Bowl&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de pessoas, da Califórnia á Nova York, do Nebraska à Flórida, passando pelos Estados do Alabama e Arkansas, se debruçaram em frente a uma TV domingo a noite. Espaços públicos e privados por todo o país ficaram lotados por uma eclética (não tão eclética assim) platéia. E milhões de hamburguers e Budweisers foram consumidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo foi dia de Super Bowl nos Estados Unidos. Pra quem não sabe, Super Bowl é a final do campeonato de futebol-americano, algo que, provavelmente por razões de marketing, em vez de chamarem de “Final”, valem-se de um nome pomposo como este de “Super Bowl”. Mas essencialmente é o jogo da decisão, que define o campeão nacional. Nada, porém, tem a ver com nossas finais de campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporte nos EUA é parte do grande pacote de entretenimento. E é &lt;i&gt;um &lt;/i&gt;dos entretenimentos. Já havia reparado nas finais de baseball e do basquete, e o ritual se repete com o Super Bowl.  Primeiro, há uma grande festa em torno do jogo. Como no Brasil em finais de Copa, homens e mulheres se aglomeram em frente de TVs, bebem e comem enquanto o jogo vai durando horas a fio. Mas a semelhança para por aí. E por que? Porque diferentemente de nós, brasileiros, que depositamos amor e lágrimas em nossos heróis, que sofremos em interminávies flagrantes de unhas a roer diante das câmeras, eles, os americanos, fazem dos seus ídolos meros talentos de circo. Em cada bar e roda de amigos são feitas apostas em cima do resultado do jogo, que se parece mais com um grande prêmio de turfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos de nós vamos pro estádio ou ficamos pregados na TV em busca de um resultado por um valor apostado? Em 25 anos de arquibancada não me lembro de uma só vez ter ouvido falar de amigo que apostou dinheiro no resultado do jogo. Claro, há sempre aquelas coisas de “caixa de cerveja” entre os íntimos. Mas o objeto da aposta aqui é mais um simbolismo adicional ao resultado obtido, um agregado que sacramenta a vitória e a gozação sobre a vítima, do que o dinheiro em si. Pouco importa o dinheiro quando nosso time perdeu o campeonato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América não. Aqui, tudo é &lt;i&gt;business&lt;/i&gt;. Para se ter uma idéia de como a coisa é encarada, basta olhar o que ocorreu na véspera do jogo. Antes, vale um esclarecimento: 30 segundos de uma propaganda na TV nos intervalos do Super Bowl são tão caros (U$ 2 milhões), que os anunciantes procuram dar o melhor de si. Tradicionalmente, portanto, esses anúncios acabaram ficando famosos. Feita a explicação, a pesquisa da CNN perguntava aos seus telespectadores, sem ruborizar: “Do you watch the game for the game or for the comercials?” (“Você assiste ao jogo pelo jogo em si ou pelos comerciais?”). Basta ouvir isso e não é sequer preciso ler &lt;a href="http://books.mirror.org/gb.tocqueville.html"&gt;Tocqueville&lt;/a&gt; pra entender esse país. Já tá tudo explicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo domingo o jogo entre telespectadores desatentos, conversas em paralelo e apostas sem fim, senti falta de minhas tardes de sol no Morumbi, onde só a emoção do gol e as lágrimas das derrotas ou vitórias é que realmente contavam. Ao fim do jogo americano, as câmeras concentram-se nos rostos dos torcedores, dirigentes e atletas vitoriosos. Mas não há faces ternamente emocionadas. E longos abraços entre amigos são substituídos por tapas no ar com a mão espalmada. O que se vê, sem exceção, são expressões de vitória militar, em comemoração pela derrota do inimigo. Muito distante do nosso caldo de emoção com hinos de &lt;a href="http://www.geocities.com/aochiadobrasileiro/Biografia/BiografiaLamartineBabo.htm"&gt;Lamartine Babo&lt;/a&gt;  ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, porém, acabado o Super Bowl, tomei a pé o caminho de casa. E pra minha alegria começou a nevar nas ruas de Manhattan. Por 10 minutos pude então sentir a emoção que 4 horas de jogo não trouxeram. E desconfio, sem medo de errar, que não fui o único...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-88160924?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88160924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88160924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88160924' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-88102055</id><published>2003-01-27T08:24:00.000-08:00</published><updated>2003-01-27T14:30:35.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ainda Ele&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é dia “D” por aqui. Os inspetores da ONU vêm com mais um relatório. Como bem lembrou e explicou &lt;a href="http://www.168horas.blogspot.com"&gt;Freddy Bilyk&lt;/a&gt;, hoje também é o dia em que Bush abre os trabalhos legislativos no Congresso americano, no que se convencionou chamar de &lt;i&gt;State of the Union Address&lt;/i&gt;. O palco está montado pra guerra ser declarada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inevitável. Vejo o Bush falar nessa história do Iraque e me vem a lembrança daqueles grisalhos e esvoaçantes cabelos do Itamar, anunciando que ia reeditar o Fusca. Até o olhar, de criador de canários, é parecido. Os dois têm uma incrível capacidade pra ressuscitar agendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush quer ir à guerra de qualquer jeito. Na versão texana do “ame-o ou deixe-o”, quer agora, mesmo sem apoio das grandes potências, com exceção, como sempre, da ilhota britânica, arrancar uma coalizão com os países do Leste Europeu. É como se o São Paulo se rebelasse e quisesse montar uma nova liga do campeonato brasileiro e chamar pra patota o XV de Piracicaba, o Capivariano e a Ferroviária de Araraquara. Ah, claro, com convite especial para o Palmeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nixon disse certa vez que toda a imprensa americana era judia e, por isso, contralava as notícias em seu favor. Não sei se é verdade ou não, mas lendo os periódicos por aqui e ouvindo a CNN e seus priminhos mais pobres, tem-se a impressão que estamos em Cuba, no regime de um discurso só.  Todos pró-guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando o New York Times, a exceção mesmo não vem da imprensa escrita, menos ainda do tubo da TV. Está no rádio. A única rádio que presta em Nova York e contesta o radicalismo de Bush chama-se &lt;a href="http://www.wnyc.org/"&gt;WNYC&lt;/a&gt;, que é a rádio que transmite os programas da &lt;a href="http://www.npr.org/"&gt;NPR&lt;/a&gt; (National Public Radio), a melhor rádio de todos os EUA. Meu chefe, republicano, chama a rádio de comunista. Bobagem. Os programas são sofisticados e inteligentes e é feito para o americano bem acima da média, do tipo que não ouve Rap na MTV. E o melhor, dá pra ouvir na internet. Aos sábados e domingos, um programa que é Nova York pura. Tem o nome do seu apresentador: Jonathan Schwartz. A voz de veludo mais charmosa do rádio toca Frank The Voice Sinatra e &lt;i&gt;otras cositas más&lt;/i&gt;. O fino da cultura americana. &lt;a href="http://www.wnyc.org/shows/schwartzsun"&gt;Check it out.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA são um país tão democrático, mas tão democrático, que qualquer idiota pode se eleger presidente. Bush é a &lt;i&gt;affirmative action &lt;/i&gt;em pessoa. A prova que faltava de que esse negócio é perigoso. &lt;i&gt;Does it sound familiar to you&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha parado de ler Paul Krugman no New York Times porque de tanto criticar Bush comecei a duvidar da sua seriedade como economista. Pois é, voltei a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush é determinado, ninguém pode negar. Mas é do tipo de determinação de um comandante Rolin. Sobre uma carcaça meio tosca constrói-se um caráter de pedra. Se for para o bem, faz-se uma TAM. Se for para o mal, faz-se a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Frum, o ex-speechwriter de Bush, recentemente publicou um livro sobre o antigo chefe: &lt;i&gt;The Right Man – The Surprise Presidency of George W. Brush&lt;/i&gt;. O New York Review of Books desta semana publica a resenha. O livro é laudatório e Frum é fiel ao ex-chefe. Mas lá pelas tantas Frum solta o que todo mundo já sabe, só de olhar pra cara de Bush: &lt;i&gt;“...he is often uncurious and as a result ill informed&lt;/i&gt;”. Nada a adicionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi a final do futebol-americano por aqui. Merece comentários. Amanhã. Amanhã.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-88102055?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88102055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88102055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88102055' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-88021368</id><published>2003-01-25T14:43:00.000-08:00</published><updated>2003-01-25T14:49:01.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/night rockefeller.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meat wants meat&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é noite em Nova York e me pego pendurado na tela do computador. Antes de ir checar o que anda rolando na Manhattan de carne e osso, não resisto a uma passadinha por bites e bytes de energia. Há toda uma cidade pulsando lá fora e a tela continua a manejar sua varinha de condão mágica que acaba jogando a sessão de cinema pra meia-noite. Quantas horas nos debruçamos sobre essas coisas? Contando o dia inteiro que um advogado, por ossos do ofício, gruda na tela, mais os passeios noturnos entre sites coloridos, entra na casa de dois dígitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há gente que vê isso como uma ameaça. Anos atrás diziam que o vídeo acabaria com o cinema, pondo todo mundo pra dentro de casa. A mazela social, previam, tanto no caso do vídeo como essa agora trazida pelo computador, seria a conseqüente e inevitável extinção das relações sociais. Ou ao menos diminuição considerável delas. A turma de sociológos de bar e também seus conhecidos da Academia aproveitou a deixa e escreveu, discorrendo e propalando a derrocada do humano. Venderam livros e ocuparam milhares de horas da TV e do rádio. Como mola de apoio, meteram a culpa no tal do “capitalismo”. Tudo por causa das maquininhas inimigas e as ambições de lucro sem limite, afirmavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei há pouco do trabalho. A lua já está de velha, faz quase –10oC lá fora e a cidade continua apinhada de gente andando apressada e perfumada. São casacos longos cobrindo coisas vivas que saem e entram de bares, cinemas, teatros, cafeterias, restaurantes, livrarias, lojas, em encontros públicos ou às escondidas. Isso sem falar nas pessoas que vagam à esmo, gente cruzando praças semi iluminadas, indo do nada pra lugar algum. Tudo em busca de emoção, da mais simples à mais sofisticada, do papo afinado ou daquelas que só o dólar pode comprar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, meus caros, é que não há força artificial que empurre o humano pra caverna. Por mais atemorizantes que essas novas invenções soem a primeiro instante, acabam engolidas e absorvidas no rol dos entretenimentos. Assim como o capitalismo acaba no final vendendo broche do “foice e martelo”, a força dos desejos naturais acaba engolindo e absorvendo seus aparentes opositores. Mas o resultado final sempre termina no humano. Gente quer gente. Quer ver, falar, ouvir, pegar, esfregar. Quer também rir e chorar. Tudo sempre em companhia, não importa se de amigos ou desconhecidos. É a eterna churrascaria civilizatória no giragril da metrópole. Não há nada que a detenha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o tal do Pentium IV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-88021368?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88021368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/88021368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88021368' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87926190</id><published>2003-01-23T16:08:00.000-08:00</published><updated>2003-01-23T17:06:47.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/LogoKibeLoco.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coalhada Fresca&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz quase uma semana que a temperatua não sai da casa dos zero em Nova York. Não importa. Quem tem &lt;a href="http://kibeloco.blogspot.com/"&gt;Kibe Loco&lt;/a&gt; não liga pro frio lá fora. Casseta &amp; Planeta que se cuide. Ainda ouviremos falar muito desse rapaz...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87926190?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87926190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87926190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87926190' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87925812</id><published>2003-01-23T15:59:00.000-08:00</published><updated>2003-01-23T17:07:02.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/USAkennedyJ2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abraham Lincoln chora a morte de Kennedy. Agora deve estar chorando pelo pai-criador.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bill Mauldin&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido uma semana negra para os cartunistas. Primeiro foi &lt;a href="http://www.alhirschfeld.com/random/index.html"&gt;Al Hirschfeld&lt;/a&gt; que disse adeus. Agora, é a vez de outro ícone se mandar. Bill Mauldin, o cartunista-sargento, criador de Willie and Joe, os personagens que representaram os soldados heróis americanos na 2a guerra, também guardou sua pena e foi embora. O New York Times de hoje, em sua seção de obituários, conta um pouco quem foi este senhor. Se quiser treinar seu inglês e saber desta história, clique &lt;a href="http://amarar.blogspot.com/NY Times article.doc"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87925812?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87925812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87925812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87925812' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87873231</id><published>2003-01-22T17:49:00.000-08:00</published><updated>2003-01-23T14:49:28.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/subway.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Um grito de vida no Metrô&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso do metrô é algo tão arraizado na cultura novaiorquina que só não entra no cartão postal da cidade porque não rompe os limites do céu. Se estivesse na vertical, venderiam sua imagem em forma de camisetas e brochinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já se disse por aí que pode-se medir o quanto o hábito é parte de uma cultura pelo seu alcance social, ou seja, até onde o tal do hábito rompe os limites do bolso e do preconceito e é festejado por toda uma nação, são-paulina ou corinthiana. É assim com nossa paixão pelo futebol, pela mania do “jeitinho”, pela gentileza desmedida. Claro, há variantes aqui e ali, mais ao sul ou ao norte. Mas o hábito está lá, atrelado ao nosso dia a dia, encapuzado por ternos de bom ou mal gosto ou, mais a vontade e aparente, entre os movimentos dos chinelos de tira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o metrô de Nova Iorque dá a exata medida da freqüente rudeza de Manhattan, da sobriedade de seus passageiros, tão apressados em “fechar mais um negócio”. E todo mundo cumpre a regrinha de permanecer calado e instrospectivo em seu mundo. Mesmo os artistas e pedintes, que vagam por corredores subterrâneos sem fim, atuam na medida de seu propósito. Dentro do protocolo do esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois outro dia alguém rompeu o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu sentado em mais uma viagem de lá pra cá, quando ouço o condutor dizer, sem pestanejar: “Please ladies and gentlemen, pets on the subway are not allowed, don´t bring pets with you on the train”. Soou esquisito, meio estranho. Mas até aí ainda tudo bem, só olhares curiosos haviam se formado. Resolvi aguardar. Aquele tom de voz relaxado e impessoal dava a deixa que ele não estava disposto a parar por ali. “Mr. Conductor” resolvera sair do anonimato aquela amanhã. E estava determinado. Animado e confiante pela ousada primeira frase, desvencilhou-se dos grilhões de sua apertada cabine. Repetiu a sentença, mas agora adicionou algo mágico, algo que abriu clarões de estupefação entre os passageiros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Please ladies and gentlemen, pets on the subway are not allowed, don´t bring pets with you on the train. It´s not that I have something against animals, but they are not allowed. Please don´t bring them on the train, keep them at home”. WHAT!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mr. Condutor” continuou repetir again and again sua frase, adicionando aqui e ali sua opinião pessoal sobre animais de estimação (pets). Os olhares, sorrisos e risadas no vagão foram se soltando desmedidamente até se transformarem em histéricas e alegres gargalhadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariando os 15 minutos de fama, por 1,5 min. nosso desconhecido condutor divorciou-se do protocolo da eterna repetição de seus mecânicos gestos e das frases lidas no manual. E do alto de seu anonimato, como num filme independente que transgride as regras de Hollywood, rompeu a barreira do silêncio num metrô em Manhattan. Por minutos a fio ninguém acreditou no que acabara de ouvir e no quão impactante nos soou aquele revolucionário e simples gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, a moda de quebra de protocolo chegou de vez em Manhattan...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87873231?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87873231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87873231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87873231' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87768395</id><published>2003-01-20T21:25:00.000-08:00</published><updated>2003-01-20T22:03:25.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/mlk.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dr. Martin Luther King, Jr.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é feriado nacional na América. Comemora-se o 73o aniversário do maior ativista negro do mundo, o Reverendo Dr. Martin Luther King, Jr. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA têm muitos heróis nacionais. Gente que ultrapasssou a linha do permitido, instaurou um novo paradigma e pagou caro por isso. Geralmente com a própria vida. São vários os nomes: Abraham Lincoln, Kennedy Jr., Malcon X e o próprio Luther King. Todos assassinados. Não temos nada equivalente. Nossas conquistas sociais sempre foram consentidas, num acordo tácito de cavalheiros. Poucas vezes em nossa história foi necessário recorrer à luta. O mais frequente, antes que a luta se instaurasse, era o acerto de bigodes. O resultado, um arrefecimento de radicalismos de ambos os lados que acaba terminando numa mudança discreta. Mas economiza-se o sangue. É quase inevitável este tipo de solução. O “deixa-pra-lá” está no nosso código genético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muita gente no Brasil que prefereria ver outro quadro pintado, em cores mais fortes. Os partidários do choque radical gostam do rufar dos tambores e de trocadilhos picantes nos slogans de campanha. Acham que só uma revolução (social, política, ideológica), faria de nosso país um nação mais justa. Pessoalmente, tenho horror à essa idéia. Revoluções podem ser mais apaixonantes, mas são menos eficazes e os danos que causam dificilmente são reparáveis. Sobretudo para suas vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luther King sabia disso. E por isso, ao contrário de seu conterrâneo Malcon X, o qual lutava também pela mesma causa, escolheu a via pacífica do diálogo. Não do diálogo impositivo, aquele utilizado apenas para aparentar a troca de idéias. Buscava a conquista negociada. E conseguiu o quase impossível: a força de uma pancada e o sopro salvador. Nunca feriu demais suas vítimas. Sempre lhes deu o descanso pro segundo tempo. Era um libertário e democrata. E acreditava nisso. Como era uma dos maiores oradores que esse país já viu, adocicava suas palavras com propostas de reforma, não de revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também era um sonhador. Não daqueles que faz seu sonho uma crença dogmática. Sonhava com uma nação pacificada. Era permissivo às mudanças e aberto a rever suas idéias. Um homem de fé que acreditava não na utopia sem limites, para o qual qualquer sacrifício era justificado, mas numa ética de responsabilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha a coragem que custou sua vida. Ao contrário de seus adversários, escondidos no anonimato covarde de missivas apócrifas, de recados sem mensageiros e de ataques pelas costas, Luther King mostrava sua cara. E assinava suas palavras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta e cinco anos após sua morte, alguns efeitos de suas lutas podem ser sentidas. E não são poucos. Os EUA são, sem dúvida, uma nação mais justa. Basta lembrar que décadas atrás negros eram obrigados à prisão invisível dos bancos traseiros dos ônibus. E o voto lhes era proibido. Há ainda, é verdade, o ódio racial que Luther King sempre execrou, mas ao menos hoje não se nega a existência de uma democracia real e formalizada, comunidades mais aproximadas e um leque de oportunidades cujo alcance era antes impensável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luther King não é apenas um herói nacional e de um grupo racial minoritário. Seu heroísmo pertence a todos nós que bebemos todo dia, sem nos darmos conta, na fonte dos valores democráticos. Deve, portanto, ser celebrado. Em tempos de inegável intolerância, sua voz deve ser lembrada. Muita gente aprenderia com ele. Ainda hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;/b&gt;&lt;a href="http://vodreal.stanford.edu/mlkpp/dream/3b01.ram"&gt;"I have a dream"&lt;/a&gt; e mais Luther King &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.stanford.edu/group/King/"&gt;aqui&lt;/a&gt;) &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87768395?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87768395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87768395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87768395' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87597947</id><published>2003-01-17T09:18:00.000-08:00</published><updated>2003-01-17T10:13:04.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/bush_fingers.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We are fully committed to working with both sides to bring the level of terror down to an acceptable level for both." —George W. Bush, after a meeting with congressional leaders, Washington, D.C., Oct. 2, 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cada país tem o Itamar Franco que merece...Veja mais pérolas do universo de frases bushinianas &lt;/b&gt;&lt;a href="http://politicalhumor.about.com/library/blbushisms2001.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87597947?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87597947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87597947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87597947' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87547997</id><published>2003-01-16T11:37:00.000-08:00</published><updated>2003-01-17T08:15:36.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/BARBSHOP.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tony, the Barber&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tiro e queda. Terminado o trabalho, o pequeno Tony convidava o cliente a se olhar no espelho. Antes que houvesse um esboço de reflexão, Little Tony emendava, sem nenhuma modéstia: “Look what I did for you, look at it”. Na seqüência, a tesourada de mestre: recebida as três notas de dez dólares para o corte de US$ 24,00, Tony já as colocava no bolso sem tirar o olhar encurralador lançado ao cliente. Então, o arremate: abrindo um largo sorriso e sem disfarçar o sotaque napolitano que persistia forte após mais de 3 décadas, dava carinhosos tapinhas no rosto do cliente amigo, repetindo a frase 2 vezes: “Thank you bello, thank you”. Já não havia mais tempo, o troco ia pra caixinha do carcamano e não cabia espaço pra reclamações. Toda vez jurava que ia conseguir meu troco, mas não tinha jeito, o homem tesourava meus tostões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palco pro show napolitano de roubo à luz do dia era sempre o mesmo. Numa apertada barbearia do Village, Tony destoava dos chiques salões de beleza do bairro e lembrava uma daquelas velhas barbearias de cidade do interior. Soava estranho em Nova York. Usava navalha, esquentava a água, as cadeiras eram de madeira e couro. As revistas para o cliente na espera eram do ano passado. Na parede, uma obsessão. Não se sabia que cor era pintada, pois não havia espaço entre as fotos. Little Tony era um grande fã de Elvis Presley e colava o moço em qualquer espaço vertical. Havia o Elvis jovem e contestador, mas também achava-se o quarentão acabado, gordo de bebedeira. Tony colava todos os momentos do homem do rock na sua barbearia. Tolerava todos seus &lt;i&gt;ups &lt;/i&gt;and &lt;i&gt;downs&lt;/i&gt; e não fazia críticas. Era fã do seu cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era um perfeccionista, seu corte levava tempo. Tempo suficiente pra se descobrir que entre Elvis Presleys encontrava-se outros rostos menos conhecidos. Havia fotos da família do Tony, da esposa e das crianças. Mas também se achavam corpos esculturais, de moças bronzeadas e bumbuns de fora. As paixões de Tony vinham assim, todas juntas, sem distinção, numa grande caçarola de emoções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia vi uma foto de uma bela mulher ao lado de uma moto. Não tinha cara de decoração. Perguntei quem era, fazendo menção aos seus talentos aparentes. Tony me interrompeu em tom corretivo, dizendo que ela tinha outros. Era uma motociclista italiana. “Great professional, great profissional”, repetia em tom respeitoso. Como bom italiano, gostava dos motores. E era um esteta, prezava a beleza e pefeição acabada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um mês peguei o telefone pra marcar hora com o Tony. Parei com o telefone na mão, antes de ligar. Era melhor o corte no Brasil, onde os US$ 30,00 poderiam ser substituídos pelos R$ 30,00. Além do mais, provavelmente conseguiria troco, lá no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à Manhattan soube que Tony não cortará mais meus cabelos. Tony se foi. Seus longos cochilos durante a tarde, que eu julgava preguiça latina, eram mais sérios. Tony tinha leucemia. Deixou uma parede forrada com expressões de seu ídolo, que agora poderá ver e ouvir de perto. Ficou também uma tesoura encostada e saudades de gente desconhecida, como eu, que fica com imagem do napolitano dando pulos de contentamento quando a rádio CBS da barbearia soltava um hit antigo do Elvis no meio da tarde. Tony então fazia malabarismos no ar com a tesoura e soltava a voz em reverência: “That’s my boy!”. Voltava ao cabelo e ia seguindo a música pelo refrão...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87547997?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87547997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87547997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87547997' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87425273</id><published>2003-01-14T09:17:00.000-08:00</published><updated>2003-01-21T16:39:20.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;/b&gt;&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/My Pictures0015.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De volta à Manhattan: &lt;i&gt;back to business&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87425273?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87425273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87425273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87425273' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87377379</id><published>2003-01-13T15:32:00.000-08:00</published><updated>2003-01-21T16:49:05.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/Sunset.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pôr-do-sol em Floripa? Há discordâncias...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, chegou ao fim. Lá se foram 3 semanas de descanso e agora é hora de voltar pra Nova York. Na minha última noite tropical sinto um &lt;i&gt;imbroglio&lt;/i&gt; estomacal como em vezes antes não sentira. Não sei se são só as razões do coração que dificultam a respiração. Desconfio que algo mudou nesse nosso país a ponto de nos fazer pensar duas vezes antes de corrermos pro aeroporto mais próximo em busca de alternativas. Há gente com resposta pronta pra isso: a esperança, dizem e insistem, venceu o medo. Como o brasileiro é um eterno esperançoso, desconfio do refrão, que me parece de ocasião. A esperança, em minha opinião, sempre existiu. Concordo, houve ocasiões em que ela se escondeu e ficou até envergonhada em dar as caras, mas esteve sempre ali, rondando nossos domingos à noite. Acho que a questão é outra. O medo agora é que está menos assustador. Continua aparecendo no escuro, é verdade, mas pelo menos não chega de surpresa e vai logo avisando o que vai fazer. Causa menos terror. Não houve aumento de esperança.&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Dediquei dias de meu ócio na tal da ilha de Florianópolis. Não fosse a recepção calorosa e carinhosa de velhos amigos, teria voltado no vôo seguinte. Ok, talvez em 2 dias. Mas não mais que isso. O que tem Florianópolis que não tem em qualquer praia do litoral brasileiro? Tirando as catarinenses, nada. Aliás, falta tudo. Um oeste a ser conquistado e pulverizado com a pátina civilizatória. Há, claro, a cortesia dos nativos. Mas essa é uma característica nacional e, portanto, não soma pontos comparativos. O que sobra então? Pouco. Mas mesmo assim milhares de paulistas invadem suas praias no verão. Paulistas são como seus ancestrais bandeirantes, vão tomando tudo o que vem pela frente. Trazem modernização e instauram ocupação produtiva. No meio do caminho, claro, vão destruindo tudo o que já estava por lá, em perfeita harmonia estática. Mas acho que sei porque gostam tanto da capital catarinense: não se vai a uma praia sequer em Floripa sem um motor traseiro sobre quatro rodas. Um prato cheio pra paulistano.&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Florianópolis por um segundo (talvez um átimo) lembra Manhattan, com suas avenidas ladeadas pelo mar. Há também o fato de ser ilha, em formato semelhante, o que estreita a comparação. Mas é maior, perdendo-se em praias sem que almas humanas surjam pelo caminho. Acabou a comparação.&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Ando pela orla de um dos paraísos visuais de Florianópolis. Procuro um lugar agradável pra ver o pôr do sol e tomar caipirinhas. Nada. Uma dezena de bares amontoados em sequências com cadeira de plástico e serviço desatencioso. Luz fria no teto, pra finalizar a falta de estilo. Não é prerrogativa da cidade. Há milhares de espaços deste tipo pelo Brasil. É a idéia de que o paraíso natural já se basta e nada mais é preciso ser feito. É a síndrome das bundas perfeitas, ou seja, que basta uma bom traseiro e já não é preciso mais nada, nenhum esforço laborativo. E o pior é que esse nosso país só valoriza o que veio pela mão divina, já em forma acabada, pronto pra consumo. É o gigante pela própria natureza, deitado eternamente em berço esplêndido...&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Fique uma semana em Florianópolis e o ditado ganha agregados. Não são só a morte e os impostos que são certezas na vida. Vento em Floripa também entra pro time de eternidades.&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;De volta à terra natal&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;Chegando em Piracicaba, passa-se por vários móteis que anunciam que a cidade está perto. Sempre achei que os móteis, assim como seus chamativos piscantes e nomes discretos como “Cê que sabe” causavam constrangimentos nos carros apertados das famílias em viagem. Mas correspondem a uma necessidade brasileira: a cultura de amantes e de moços-crianças. A prática é mais forte no interior, seja num como noutro caso. No primeiro, pela discrição que cidade pequena pede. No segundo, pela postergação da adolescência. Fulaninho em cidade pequena fica na casa dos pais até a hora de casar, não se importando de já estar na faixa dos trinta. O motel, com seu apelo individual, é a única lembrança de que ele já é um homenzinho crescido e é dono do seu próprio teto. Mesmo que seja espelhado.&lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Sacrifico uma tarde de sol pra ver Lula ganhar a coroa. Acompanho todo o discurso, que leva um primeiro tempo inteiro. Lembrando jogos do tricolor no interior em meio de campeonato, dou uma cochilada aqui e ali, acordando nos momentos de maior algazarra na arquibancada do Congresso. Sou dos que se emociona fácil em eventos históricos. Nesse não houve arrepios. O discurso de posse é de campanha, a quebra dos protocolos pela mesa foi patética e o puxa-saquismo de todos é, no mínimo, de dar gargalhadas. &lt;br /&gt;&amp;#9827;&lt;br /&gt;Lula tirou a estrela do PT e pregou a bandeira do Brasil na lapela. Agora vale o refrão: a esperança começa a vencer o medo. &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87377379?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87377379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87377379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87377379' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-87236172</id><published>2003-01-10T13:44:00.000-08:00</published><updated>2003-01-10T13:49:43.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/iBest-Blog.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As férias &lt;i&gt;brasilis&lt;/i&gt; oficialmente continuam, mas foram abruptamente interrompidas pelo honroso anúncio do iBest Top 10. Terei que estancar o ócio etílico e me debruçar no ócio criativo. Amanhã tem texto ilustrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-87236172?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87236172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/87236172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87236172' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-86753748</id><published>2002-12-31T09:19:00.000-08:00</published><updated>2003-01-17T10:01:44.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/DCP_0003novo2.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em 2.003, a nova corrida pela felicidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da terra de Guga no litoral catarinense, escrevo minhas últimas linhas do ano. Queimo sob o sol brasileiro, enganado pelo vento frio de Florianópolis que sugere clima ameno. Não é. Sob a carapuça de brisa fresca, o verão não perdoa e castiga sem titubear moradores de outras latitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto me protejo como posso, vou me enveredando pelas páginas de &lt;i&gt;Felicidade&lt;/i&gt;, livro do economista-escritor Eduardo Giannetti. O livro é um ensaio filosófico sob forma de ficção, em que 4 amigos resolvem se encontrar para discutir filosofia e escolhem o tema felicidade como objeto do debate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gianneti é um economista quase atípico: escreve bem, é cultíssimo e extremamente inteligente, sofisticado o suficiente para evitar que o livro sequer resvale as fronteiras de um manual de auto-ajuda, como o título possa sugerir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestionado pelas palavras do autor e pelo desfilar de gente semi-nua pelas praias da região em busca da dupla de ataque endorfina-dopamina, reflito, em clima de fim-de-ano, sobre o tema em pauta. Olho ao meu redor e vejo centenas de pessoas se desdobrando como podem por um pedaço da areia catarinense. Mas não é apenas um lugar ao sol que os atrai. Há sede de prazer que vai além da descarga de melanina. Outras enzimas e hormônios estão em jogo e a busca aqui é do mais elementar prazer imediato. Mas seja ele travestido em forma de coxas roliças, cerveja gelada ou repetidos gols na voz do Galvão, são todos prazeres passageiros, que deixam um rápido rastro na memória mas não contam pontos na corrida em busca da felicidade. É um &lt;i&gt;estar &lt;/i&gt;feliz. O &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;feliz é outra coisa e não foi convidado prá festa de fim-de-ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de que servem então, tais prazeres? São um fim em si mesmo, diriam alguns. E ponto final. Mas se a busca é o &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;feliz, a história muda. Nesse caso, de pouco servem se não forem repetidos e renovados, numa colagem de instantes em busca de uma película perfeita. E ainda assim o resultado é duvidoso. É uma escravização aos nossos desejos, numa espiral sem limite. Um chopp seguido do outro e o final esquecimento da emoção do primeiro gole. O estar feliz girando em falso no enorme buraco do ser infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giannetti ajuda e esclarece, explicando com erudição, que toda nossa civilização moderna passou, a partir de um certo patamar de renda, a apenas atingir o &lt;i&gt;estar &lt;/i&gt;feliz, pelo alcance facilitado e repetitivo dos prazeres imediatos de consumo. Substitua-os pelos prazeres mundanos e a fórmula continua a mesma. Ou seja, a história do chopp permanece e, a partir de um certo padrão de renda, não há correlação no aumento da felicidade, do &lt;i&gt;ser &lt;/i&gt;feliz, ainda que a máquina de prazer aumente sua velocidade com a repetição de rodadas na mesa. Há aí um ponto de inflexão, em que a felicidade não é mais medida em termos de prazer quantitativo e passa a ser subjetiva. O risco é que, em vez de nos contentarmos com as nossas conquistas, entramos na armadilha da comparação angustiada com a grama mais verde do vizinho, nos chamados &lt;i&gt;bens posicionados&lt;/i&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que fazer? Como administrar nossos desejos sem que entremos em escravidão sem fim de nossos impulsos? O livro apresenta a pergunta resposta: &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Todo sofrimento humano, não importa qual seja, resulta de uma incongruência entre a nossa vontade e desejos, de um lado, e o curso dos acontecimentos que nos afetam, de outro. (...) Há dois modos básicos de reduzir ou anular essa incongruência. Um deles é adaptando e moldando nossos desejos ao curso dos acontecimentos; e o outro é transformando as circunstâncias com que nos deparamos de modo a que atendam aos nossos desejos.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a vida estóica do pescador inconscientemente resignado e a pletora hedonística do turista de passagem há uma variação de gradações à disposição de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2.003 mais uma vez os dados estão lançados. Façam, de novo, suas apostas. Há chances de que desta vez você acerte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos, um &lt;b&gt;&lt;i&gt;Feliz &lt;/i&gt;Ano Novo&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-86753748?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86753748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86753748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86753748' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-86508352</id><published>2002-12-24T23:41:00.000-08:00</published><updated>2003-01-17T08:51:47.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/11351508p1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pastis&lt;/b&gt;: vai de steak tartare ou sopa de cebola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;West Village, Meat-Pack District e Chelsea&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O West Village talvez seja a zona mais descolada de Nova York. Intelectuais, artistas, contestadores de toda sorte beberam e cometeram todos os pecadillos humanos no bairro. É também, junto com o Chelsea, palco da cena gay de Manhattan. O que significa dizer que os bares são divertidos, as lojas transadas, os restaurantes charmosos. Não se esqueçam que antes de virar sinônimo de viadagem, “gay” significava simplesmente “alegre”. O velho sentido ainda vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ande a esmo no Village, balizado pela 6a e 7a Avenida, além da Hudson Street. Vez ou outra, seguindo o seu feeling, se enverede pelas ruas que cortam a 6a e 7a avenidas. Vá subindo o Village pela 7a a partir da Houston Street e continue vasculhando a região até se cansar na 13a Street. Procure o chão de paralelepípedo e o cheiro de mercado de carne. Você está no Meat-Pack District e logo na esquina encontrará o Pastis, que é o primo descolado do Balthazar do Soho. Os dois restaurantes são do mesmo dono, mas o Pastis serve até as 3 da manhã e é coalhado de gente bacana. Há uma sopa de cebola divina pra madrugada de inverno. Mas você pode começar com um Steak Tartare. E o preço, apesar de não ser muito barato, é justo para os padrões de Manhattan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alternativa barata, mas campeã em qualidade, é o Córner Bistrô. Não se engane, o bistrô aqui é só parte do nome. O lugar é um pub irlandês que tem o melhor hambúrguer de Nova York. Pra se sentir bem em casa, peça o bistrô burguer acompanhado de uma Guiness. Por razões que até hoje desconheço, a Guiness não é a tradicional de pressão. Antes de completar o pedido, o barman avisará que ele só tem de lata, pedindo sua aprovação. Ele sabe o pecado que é não servir a Guiness em formato chopp (draft). Resigne-se, ainda assim vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que está na região, dê uma esticada no APT. É lugar pra dançar. Toca muito hip-hop, o que não é minha praia, mas a galera (quase todos negros), é de uma simpatia que vale a visita. Periga encontrar Spike Lee ou sua turma de atores. Não cobram entrada, mas tem que fazer reserva. Ligue antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuar subindo, lá pela 23a Street você estará no Chelsea. É o paraíso das galerias de arte que foram expulsas do Soho. A dica aqui é estar com a revista New Yorker debaixo do braço. Ela te indicará qual a melhor visita da semana. A boa pedida em restaurante é o May Ran. É pra ver e ser visto, mas a comida é boa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Midtown, Upper West e Upper East Side&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais se vai ao norte, mais a Manhattan clássico dos filmes toma forma. Não exagere na subida senão vai parar no Harlen, e os filmes mudam de roteiro. Não há muito o que fazer em Midtown, a não ser que tenha um restaurante específico ou queira passear na Madison ou 5a avenida pra fazer compras. Se nunca passou pela região, suba, a partir da 41 Street, pela 5a avenida até trombar com o Central Park. Logo ali, entre a 41 e a 42 vai se deparar com a New York Public Library. Dois leões de bronze protegem a entrada. Não se intimide. Entre e dê uma olhada na sala de leituras. Vai ter vontade de chorar ao lembrar das bibliotecas públicas brasileiras. Continue pela 5a avenida, marchando forte em direção norte. Abuse no passeio pelas vitrines. É só o que há pra fazer até a rua 59 onde, ao seu lado esquerdo, o Plaza Hotel serve de bastião de entrada do Central Park. Se estiver cansado e a fim de gastar, atravesse a rua em diagonal e entre no Cipriani. Não coma a massa que enrola sua carteira. Vá direto pro bar e peça um bellini, um dos melhores drinks da terra (champagne com suco de pêssego). Mas vai o aviso, é bom não se entusiasmar, cada copinho custo 16 dólares, mais a gorjetinha dos garçons-modelos italianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de torrar seus dólares no Cipriani, há duas alternativas: encarar a avenida de museus à frente ou entrar firme e forte no Central Park. O problema do Central Park é que é muito grande. Então, sem bicicleta é difícil. Se estiver no ânimo romântico, trapaceie e use as carroças, há dezenas te esperando. Se optar pelos museus, vai ter que usar o metrô ou táxi e rumar norte. Há três museus pertinhos: Metropolitan, Whitney, Gugghein e Frick Colection. Se estiver com tempo, visite a ala dos impressionistas no Metropolitam, Edward Hope no Whitney e toda a coleção do Frick. Dispense o Guggenheim. Se o tempo é curto, esqueça de tudo e vá pro Frick Colection. De longe, o mais chique e o menos cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu fome na região, vá para o Bilboquet. Bistrô simpático que dá um bom resumo de quem vive no Upper East Side. É o americano bem de vida clássico. O cansaço bateu forte, então pegue um táxi e desça pela Madison (epa, será que a Madison sobe??). Passei os olhos pelas vitrines. É o que há de mais clássico e tradicional em Manhattan. Salte na Grand Central Station. Entre devagar, de olhos fechados. Abra pra ver a abóbada. A primeira vez que vê a Grand Central é inesquecível. Na lateral da estação visite o Campbell Apartment. Excelente local para happy hours, é um dos bares mais bonitas de nova York. Tem esse nome porque era um escritório do tal do Campbell. Pouca gente sequer sabe da existência. Confira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o programa turista obrigatório. Reserve um fim de tarde de céu claro e vá até o Empire States. Suba com todos os turistas japoneses. É uma das vistas do planeta. E depois, nunca se sabe até quando estará por lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Have fun!&lt;br /&gt;P.S: mais dicas de N.Y, &lt;a href="http://fesuplicy.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-86508352?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86508352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86508352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86508352' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3738859.post-86466922</id><published>2002-12-23T21:28:00.000-08:00</published><updated>2002-12-23T22:11:54.000-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://amarar.blogspot.com/0822c.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vista numa madrugada de frio num telhado qualquer no Soho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida continua e um amigo meu pede dicas de Nova York. Ficará em meu apto. no East Village, enquanto derreto no verão brasileiro. Sendo assim, aí vai:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;East Village&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está no East Village, o que significa uma vida alternativa à Manhattan clássica dos filmes, aquela das chiques Madison e Park Avenue, lá em cima no East Side. Estar no East Village é, mal comparando, uma espécie de Vila Madalena em São Paulo. Menos pelas semelhanças físicas e mais pelo conceito alternativo. O East Village fica na baixo Manhattan, onde tudo começou, ou seja, na linha tropical abaixo da 14th Street. Seu irmão, em sentido oposto, o West Village, teve formação distinta. Foi palco da vanguarda intelectual novaiorquina, o que rima sempre com liberação sexual e, portanto, com os movimentos gays que dão fama à cidade. O East Village é mais macho. É palco de skatistas, enquanto o West Village é local de patinadores. Nunca entendi bem a relação. Talvez seja o movimento dos braços, mas isto não é uma unanimidade entre os observadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o frio seja intenso nessa época do ano, vale passeios a pé. Comece pela Avenida B, fugindo dessa zona com cara de Cohab que é a 14th Street entre Av. B e C. A região que fica nas imediações entre avenidas A, B e C é um bairro dentro dos bairros. Chama-se “alphabet city”. Explicações são desnecessárias. Saindo da Avenida B, rume em direção sul e vá fuçando as lojinhas da região. Há muitos artistas, muitos designs e cacarecos de toda sorte. É o povo que foi expulso do Soho na década de 80, pressionados pela explosão imobiliária daquele bairro. Vieram todos pro East Village, que na década de 80, no auge da criminalidade novaiorquina, era palco de gangs de droga em filmes com Al Pacino. Como sempre, o milagre econômico mudou tudo. Agora é kitch. E o aluguel, que custava U$ 300 há 15 atrás, hoje custa U$ 1.300. Mas todo mundo quer morar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na rua 12 com a Avenida B há um bom e charmoso restaurante italiano. Chama-se ....esqueci, mas achará. É muito barato, mas tem concorrente melhor. Ande mais duas quadras e vire na Thompson Square. Quase na esquina, verá outro carcamano. Chama-se Gnoco. Uma das melhores massas de Manhattan. Há um tagliarini de trufas de dar sorrisos. E é barato, vale a visita. Antes, porém, pare pra tomar aperitivo no Rue B, um bar francês na também avenida B, próximo à rua 11. Muito charmoso. Toca jazz a semana inteira. Tem bons vinhos e serve cerveja gelada. Contradizendo uma tradição, o barman é muito atencioso e simpático. De quebra, há ambiente suficiente pra criar um clima romântico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perca muito tempo da manhã seguinte no E. Village. Ande apenas pra se familiarizar com os piercings no nariz. Repare também nos queixos rotundos. A região é tradicional palco de migração do leste europeu. Há muitos judeus polacos, ucrânios, checos e, ultimamente, da Europa ocidental. Ou seja, ninguém vai achar estranhos seus hábitos sexuais ou seu gosto mais excêntrico. Aqui, o protestante puritano americano não tem vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma dica antes de sairmos do bairro. Voltando bêbado pra casa e já sendo 4 da manhã, mande seu taxista na 2a avenida com a 9th Street. O lugar é o polonês Veselka, aberto 24 horas e servindo um maravilhoso goulash com acompanhamento de sopa de beterraba ou, se preferir, mande um strogonoff. Lembre-se que eles fazem essa comida há mais de cem anos. Não tem como errar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Soho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reserve os fins de semana para o bairro. O Soho, que é uma abreviação de “South of Houston” (ao sul da rua Houston – diz-se “ráuston” e não “riuston”, do contrário corre o risco de o motorista te levar pro aeroporto), é o must do que é transado e alternativo, mas que já virou mainstream em novaiorque. Mas continua bonito. Verá mulheres esguias de peles claras, com pernas infinitas e derrièrre em falta. Há maravilhas construções em pedra e aço, serpentinadas por escadas de incêndio de ferro. E tromba-se com artistas também, com horas de trabalhados cabelos despenteados. Mas todo mundo é bonito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opções de compras são infinitas e, se quiser gastar, vale mais a pena do que ir fazer compra na Madison ou 5a avenida. É mais divertido. As dicas são uma visita à nova loja da Prada, que mesmo os menos interessados ficam impressionados. Sanduíche no meio da tarde, a pedida é o Dean de Lucca ou então, um pouco mais à leste, com lugar pra sentar e vinho da casa, o Bread. Se chegar cedo, pare na porta anexa do Balthazar e experimente uma das tortas da casa. Comerá croissant melhor que em Paris. Use o Balthazar, o restaurante, para mais tarde. Continua servindo a boa comida e com os bons rostos de sempre. Um charme. Ande bastante pela região, tendo como limite a West Broadway e a Broadway, nos extremos west-east e Houston e Canal no norte-sul. Não se perderá. Ah, em frente ao Balthazar, dê uma passada na lojinha de design do MoMa. Vai querer levar tudo pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros restaurantes muito agradáveis são o franco-brasileiro Felix, na esquina da West Broadway com a Grant e o argentino Novecento. O nome, italiano, é apenas mais uma prova de que os argentinos são italianos que falam espanhol, e acreditam que são ingleses. O Felix fica uma loucura nos domingos à tarde. Verá gente bonita de baciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(continua amanhã)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3738859-86466922?l=amarar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86466922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3738859/posts/default/86466922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://amarar.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86466922' title=''/><author><name>The guy behind a screen</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
